Quem precisa de um site?

por Rafael Dourado - 10/10/2006

Até que se prove o contrário… ninguém. Calma, não estou tentando matar todos vocês que trabalham na área e muito menos querendo dar um tiro no próprio pé. Mas quando se trata de um negócio, cada centavo investido deve ter um retorno positivo (de preferência).

Digo isso pois, apesar de mais de 10 anos de internet comercial, ainda hoje é possível encontrar clientes que querem um site como quem compra um souvenir e o bota na estante para exibição. Ele pode até mostrá-lo para todo mundo que ele conhece, mas se não tiver utilidade nenhuma o máximo que ele vai conseguir é um elogio educado e adeus. Quantas pessoas você conhece que têm uma Torre Eiffel em miniatura, uma fitinha de Senhor do Bonfim, um broche com o símbolo de Canoa Quebrada, uma flâmula dos Lakers, uma montagem com o rosto numa revista ou qualquer outro bibelô de decoração? Milhares? E quantas empresas você conhece que têm um site “institucional” com as seções Quem Somos, Serviços, Fale Conosco e só? Milhões! Decorar a sala com lembranças de viagens pode ser bacana, mas decorar a internet com mais um site é jogar dinheiro fora.

Ora, seguindo o raciocínio do primeiro parágrafo, se alguém paga por um site, o mínimo que essa pessoa ou empresa deve conseguir é algum resultado. E para identificar se esse resultado foi obtido é preciso antes definir com o cliente o(s) objetivo(s) do projeto. É daí que aquela simples “vontade” de ter um site ganha ares de necessidade ou, dependendo da lábia do vendedor, a solução de todos os problemas.

Definir esse objetivo não é complicado. Com uma simples conversa como o cliente já é possível identificar alguns problemas como: processo offline obsoleto, falha dos concorrentes, exigências não atendidas do público-alvo, custos desnecessários, problemas do site atual em outros navegadores etc.

A partir daí as soluções acabam surgindo na hora ou depois, dependendo da experiência de cada um. Mas soluções poucos custosas para o cliente como adaptação do código utilizando conceitos de SEO, utilização de um CMS gratuito, alterações funcionais baseadas nas reclamações dos usuários ou mesmo a otimização do site para conexões mais lentas conseguem melhorá-lo de imediato e são importantes para demonstrar sua capacidade de resolver problemas e gerar resultados. Afinal, através desses resultados é que o cliente poderá definir quem é bom e quem é ruim, já que não somos como médicos que inúmeros diplomas na parede e agenda lotada indicam melhor qualificação.

Projetos mais ambiciosos merecem um carinho especial, mas as informações adequadas também farão a diferença. Nada de aceitar briefing como eu chegava a ver no tempo de universitário:

Fazer campanha de outdoor para o colégio tal com as fotos que estão no CD e usando verde porque é a cor do carro do cliente.

Tá bom, eu exagerei. Mas não fica muito longe disso não. Resultado a médio e longo prazo merecem um ótimo planejamento. Mas isso é assunto para outros posts…

Adios.

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