Quanto custa uma idéia?
por Mariana Fontenelle - 21/03/2007As palestras do evento Alternativa 2007 pelo visto renderam muito assunto e também uma profunda discussão de mesa de bar. Tudo começou com uma pergunta (já muito freqüente nos nossos questionamentos do dia-a-dia) ao palestrante Gustavo Fortes da Agência Espalhe: como o mercado poderá remunerar campanhas desenvolvidas especificamente para internet considerando que a maioria delas tem como característica marcante o baixo custo de desenvolvimento e veiculação? Não parece nada razoável seguir a linha das mídias convencionais que remuneram em percentual (normalmente 20%) do custo de veiculação. Quanto custa uma boa idéia?
Minha visão de administradora me força a olhar o lado prático da questão. Se temos um novo meio de comunicação que gera novas possibilidades de abordagem e que ainda por cima traz economia considerável e um resultado muitas vezes mais eficaz, acredito que temos ferramentas suficientes para propor uma remuneração alternativa.
Acontece que, como toda novidade em um mercado pouco ousado e conservador como o cearense, todo cuidado é pouco nessa hora. Como disse o Gustavo, para a Espalhe há 4 anos atrás não foi muito fácil impor um valor justo para o novo produto que estavam oferecendo (marketing de guerrilha) que prometia ser revolucionário e barato. Os primeiros clientes tiveram que arriscar e com o passar do tempo foram ganhando a credibilidade do mercado até se tornarem o que são hoje.
Acredito que com a internet será semelhante. E acho ainda que o Ceará está hoje, em termos de aceitação de investimentos web, no mesmo estágio que a Espalhe encontrou-se no comecinho. Ou seja, temos muito chão pela frente em busca de educar e desenvolver o mercado de internet para que não sejamos mais vistos como “meninos que mexem em computadores” e a comunicação na web não seja resumida apenas em sites institucionais e “viraizinhos no Youtube”. É só uma questão de paciência! Eles vão aprender a confiar em nós com nossos acertos.

21/03/2007 • 8:42
Me peguei pensando demais nesse post e com muitas questões na cabeça. Lembro que quando fiz a pergunta ao Gustavo (é, a culpa é minha), esperava com fé que ele falasse algo do tipo: “eis que revelo o segredo… a solução é…” e me desse de volta o meu sono tranquilo.
Cheguei a pegar caneta e papel pra não perder nenhuma vírgula. Me desapontei. Aí veio a Mari com a sua visão de administradora me fez enxergar que é isso mesmo… c’est la vie, continuaremos batalhando e mostrando com resultado a resposta a uma pergunta tão subjetiva e difícil de responder. As oportunidades trarão a solução.
E outra coisa…. tirando quem já está muito acostumado não deve ser tão difícil convencer um cliente que não é nada vantajoso pra ele me pagar com base no que eu faço ele gastar.