Para que serve um jornal?
por Rafael Dourado - 13/01/2008É comum escutar de professores ou de “informais” formadores de opinião que ler jornal é obrigatório. Algumas empresas até usam isso como elemento seletivo de seus candidatos a funcionários e os perguntam sobre notícias da capa dos principais jornais da cidade como algo a definir a sua disposição a se manter informado. Em todo semáforo há alguém os vendendo e até nas bancas de revista eles têm local de destaque.
Ok, ok. É inegável a importância que o jornal ainda detêm. Mas, afinal, para que ele serve? Dentre as possíveis respostas: para se manter informado sobre o que acontece no mundo e para se ter opinião formada sobre as coisas. Contudo, o jornal ainda cumpre esse papel?
Começando com o que é só uma implicância minha: o suporte é péssimo. O papel é sujo, freqüentes problemas de retícula, é necessário uma certa habilidade para manuseá-lo e vem com tanta propaganda que não dá para pegar um jornal sem derrubar várias delas no chão (só pode ser proposital). Mas tem quem goste e assumo que é chatisse minha.
Mas transpostas as barreiras características da mídia e alcançando o conteúdo, este já perde para outras mídias em tudo o que já foi o melhor em outros momentos. O furo jornalístico, por exemplo, não é mais algo que o jornal consiga fazer. Hoje, quem fura alguma coisa é a internet, pela própria agilidade da mídia. É até comum, por exemplo, o jornal do dia trazer uma notícia errada, pois a questão foi resolvida horas depois das cópias serem rodadas.
Esse desespero para mandar o jornal às ruas cada vez mais cedo também influencia na qualidade dos textos. É tanto erro de português e tanta manchete absurda que tem até quem as compile só para rir depois. Só para constar: na porta da sala da equipe de revisão do Diário do Nordeste tem revisão escrito sem acento.
E por mais que se ignore esses erros, não se lê a opinião de ninguém. Os jornalistas há muito tempo não têm liberdade alguma nos jornais e são obrigados a falar o que a empresa quer e como quer. Alguns até tentam ingenuamente esconder fatos que se tornam de conhecimento público por outros meios, como se ainda pudessem controlar a informação. Alguns blogs até se especializam em denúncias que os jornais nunca mostram.
Com dificuldade de manuseio, textos mal escritos, nenhum compromisso com a verdade e “rabo preso”, os jornais perdem leitores a cada ano. E para recuperá-los, eles tentam adaptar características de outras mídias como a revista. Reduzem o tamanho do papel, alteram a linguagem, identidade visual, abusam de infográficos, criam cadernos de fofoca… Mas se é para ter o que já termos em outros meios, para quê ler jornal?

13/01/2008 • 21:56
rafael,
thanks again,
prometo não escrever comentário maior que o post, mas é o fim da comunicação de massa meu velho,
os jornais impressos, toda essa era gráfica, que inclusive ainda está na internet, começa a experimentar o que Karl Marx avisou, tudo que é sólido desmancha no ar,
esses dinossauros a serviço da mentira foram desmontados pela força da mão invisível economica…
se já era cômico ver impresso notícias já divulgadas nos meios eletronicos, agora na convergencia tudo isso virou pastelão…
o principal é que a internet queimou duas etapas do processo industrial, a produção e a distribuição…
não há mais necessidade de todo esse processo industrial lento e caro — de um lado, past-ups, fotolitos, chapas, rotativas feitas de ferro; por outro, derrubada de arvores, celulose, papel, transporte de bobinas,
tudo isso tornou-se anacrônico, como já está anacrônico a antena de tv + o transmissor que consumiu o mesmo ferro da rotativa e consome muita energia cada vez mais escass
13/01/2008 • 22:03
Dourado, pela expectativa gerada, achei seu texto apressado, poderia ter ido mais além.
Norton, só uma observação: desde quando jornal impresso é comunicação de massa? Nunca foi. Um dia quiseram ser, mas nunca conseguiram e jamais vão conseguir, 200 mil exemplares, dentre os mais vendidos, e 30 mil, dentre os menos vendidos (regionais), não é massa aqui, muito menos na China. Esse na verdade é o grande erro mercadológico que eles cometem, querer ser Globo, querer ser internet quando sempre serão atrelados a seus bairros. O problema é que eles acham ruim, quando de fato, não é.
13/01/2008 • 22:08
Léo, foi mal. Um dia eu acerto. Tava a tanto tempo sem escrever…
13/01/2008 • 22:20
leonardo de nardo,
comunicação de massa é um princípio… uma mentalidade… uma era…
e o que deseja a comunicação de massa? chacinar o individual, matar o individuo dissolvendo-o em massa,
todas as coisas afirmativas disparadas em um canal, portanto, sem interatividade são comunicação de massa, toda frase anunciada sem direito a distribuição imediata da réplica, como fazemos agora nesse espaço semelhante a uma ágora, é comunicação de massa…
a rigor, a rigor, jornal impresso é também uma televisão — conceito que não pode ser confundido com o aparelho televisor… televisione, transmissão de uma visão (que pode ser um pensamento de onde nascem as imagens…)
engraçado isso leão leonardo, o conceito televisão existia desde o século 4, mas a humanidade só criou o televisor 16 seculos depois, no século 20… a humanidade não, os nazistas…
essa diabólica comunicação de massa é coisa criada dentro da igreja romana, nos tempos dos concílios no sentido de fazer com que todo mundo pensasse igual… trazendo para o lado mais filosofico ainda, diria mesmo que comunicação de massa é tudo que transmita uma só moral…
14/01/2008 • 0:59
Trabalho em um jornal. Não o defendo e nem o ataco ferozmente, apenas vejo que o meio precisa ser repensando e logo. Perder leitores, é fato! Faz tempo que não compro um jornal, faço da web meu canal para informações, agora, sou suspeito para falar, estou na cadeia produtiva, estou fisicamente em um jornal, então, natural que uma cópia impressa esteja ao meu lado, daí não ser necessário comprá-lo.
Aprecio o meio impresso, incomoda-me por demais ler em um monitor, sei que está limitação de leitura está prestes a se resolver, agora, não tão acessível assim para todos ainda, um dia vai. Aborrece-me ler alguma noticia que já foi de ontem, confesso que isso não me deixa ver o jornal impresso com bons olhos, não consigo ser otimista quanto ao futuro do jornal impresso mas existem esforços para se repensar o meio, acho que já li algo sobre esse assunto no Blogueisso!.
Estou com trinta anos e acho que pertenço a uma geração que cresceu com gibis, livros, enfim, mergulhados nesse lance de se ter suportes folheáveis e com cheiro característico de tinta e cola! Será que a lembrança é mais da cola, rsrsrs, brincadeira a parte, não sou saudosista e nem tampouco conservador, gosto de novidades tecnológicas e se for para o meio mudar, quer seja digital ou impresso, acho que a instituição jornal não vai acabar, concordo com o Leonardo quando ele afirma que jornal não é de massa, Rafael, temos uma tiragem pífia de 26.000 a 32.000 jornais, no caso do Diário, não sei o jornal o Povo, agora, da maioria dos meus amigos, poucos compram jornal impresso, a grande maioria está na web, recorrendo aos blogs, imagina só a geração dos nossos filhos, que desde já nascem com um WII ou um Playstation na mão?? Essa geração está distante da leitura dos livros, é imediatista, poucos lêem e daí vejo um problema sério: como incentivar esses jovens para o hábito da leitura a ponto de culturalizá-los a valorizar o meio impresso (não falo só de jornal mas livros, romances e bons escritores)?? São só apenas questionamentos, talvez nem precise dessa obrigatoriedade de culturalizá-los, pode ser, por puro desconhecimento meu, que já esteja implícito que quem procura informação na web por sí só já tenha este hábito de leitura enraizado.
Talvez o jornal físico acabe, talvez não, já o livro não acredito que ele morra da forma que está, mesmo vendo todo um esforço no desenvolvimento de E-papers, o livro é mais atemporal e da mesma forma que muitos adoram o meio digital, um outro grande contingente detesta estar posicionado de frente a um suporte luminoso por muito tempo se informando, tergiversação: a batalha entre digital x impresso parece já apontar um claro vencedor, mais lembremo-nos de que tudo ainda está numa fase muito embrionária.
ps. desculpa um post tão extenso.
14/01/2008 • 1:50
Wendel, sempre que falam que se lê cada vez menos tenho a impressão de ser um dado produzido por quem perde leitores a cada dia. O mesmo caso quando dizem que ninguém valoriza música só porque não compra mais CD.
A troca de links entre quem conversa em IM é freqüente e se procura muita coisa na internet. A geração internet, a meu ver, lê MUITO. Lê muita porcaria, mas lê muito. Se já existe o hábito, não é mais fácil só direcioná-lo?
Quando ao hábito da leitura em monitor, vi uma pesquisa que dizia que fisicamente, não há diferença relacionado ao cansaço da visão. Pra mim, um item causa essa impressão: design. Se o design pra web já tivesse evoluído tanto quanto o impresso, não teríamos essa sensação. Como até hoje tem quem adapte conceitos do papel para o monitor…
14/01/2008 • 14:09
Jornais são ótimos para limpar vidro.
14/01/2008 • 14:17
E pra forrar o chão pra cachorrinha fazer as necessidades.
14/01/2008 • 16:29
jornais não servem nem para enrolar peixe, nem para enrolar pão… mas como há quem use papelão como colchão, há quem os use também em substituição ao papel higiênico…
14/01/2008 • 16:36
vamos repensar o papel do jornal, conforme solicitação de wendell…
repensando…
repensando…
repensando…
repensando…
pesando bem, pesando melhor o jeito é regredir ao tempo das cavernas, ficar totalmente abestado de novo, aprender a falar, desenhar o que vê nas paredes, dominar o fogo, aprender a andar em pé… daí esperar que alguém repita o que fez gutemberg, criar os tipos móveis etc et coetera…
dai tentar ser alguém porque conseguiu trabalhar em um grande jornal, “olha mãe, olha pai, trabalho no New York Times…”
mesmo assim chegará o dia em que os anjos da Liberdade criaram a web fumando maconha numa banheira em san francisco… criaram de novo a internet para decretar o fim de mais uma era que existiu para mentir e manter o homem dominado por outros homens e demônios…
14/01/2008 • 16:57
[…] Divertido debate sobre atual inutilidade dos jornais no Netlus/Netluz […]
14/01/2008 • 17:21
Atualmente, o único uso que eu dou para um jornal é usá-lo para limpar os vidros das janelas daqui do escritório. O resultado é muito bom!
Mas como mídia em si eu o considero ultrapassado.
14/01/2008 • 19:47
Êita negada, vejam que não estou levantando bandeira dos jornais, nas entrelinhas do que escrevi dá até pra dizer: “pôxa, paradoxal a situação, ele trabalha num jornal e não acredita no futuro dele”, é por aí, só li uma vez um longo Post do Leonardo no Blogueisso que abordava uma discussão sobre o futuro do jornal, de um lado, se bem me lembro, alguns defensores com suas estatísticas apontando um fôlego para o meio do outro neguim dizendo que já morreu e vai tarde…eu acredito que ele esteja ultrapassado.
Rafael, ok quanto existir a pesquisa apontado não haver diferença entre o suporte físico e o digital mas vejo muita gente se incomodar com a leitura em tela, certo, entendo que possa ser um problema de design, acho coerente sim seu argumento, agora, quem tem astigmatismo como eu, putz, incomoda mesmo eu estando de óculos, por essas e outras, nessas situações não tem pesquisa que me convença por enquanto!
14/01/2008 • 20:34
Eu tenho um pouco de fotofobia e não me incomodo com leitura em monitor.
Vai ver eu tenho é papelfobia no final das contas.
Mas eu sempre reduzo o contraste (o que é muito simples de ser feito em monitores LCD).
E tem um detalhe importantíssimo pra não sentir dor na vista ao ler em monitor CRT: aumentar a taxa de atualização pra pelo menos 75Hz. Em LCD esse problema não acontece porque a atualização é diferente da imagem é diferente.
Rpz… isso merece um post!
14/01/2008 • 20:43
Cara, eu acho que é papelfobia mesmo viu, cê tem papelfobia, kkkk!!
pô Rafael, mesmo reduzindo a droga do contraste, também tenho um pouco de fotofobia mas nem sempre dá meu véio, parabéns por vc conseguir, agora mesmo o colírio tá aqui do meu lado como fiel escudeiro!!
Taí que vou aguardar esse novo post!
14/01/2008 • 22:56
Rafael,
Concordo com muitas das suas observações e discordo de outras. O tema é tão apaixonante que acho difícil chegarmos a um consenso, daí me recolho e deixo de dar minha opinião para não cansar ninguém. Mas devo considerar um exagero de má vontade com o jornal impresso aquela em que você diz que “é necessário uma certa habilidade para manuseá-lo”. Pôrra, cara, é necessário ter uma certa habilidade para manusear uma colher, um lápis, um computador, um foguete intergaláctico, um órgão sexual, para tirar meleca do nariz, para dar cotoco etc e tal.
—xxx—
Adriano,
Ainda bem que existem jornais impressos, né? Não existissem, seria engraçado ver meu querido primo esfregando seu monitor de 19 polegadas nos vidros da janela do escritório
—xxx—
Norton, meu caro Norton,
“esses dinossauros a serviço da mentira” NÃO “foram desmontados pela força da mão invisível economica…” Eles estão na Internet. Reciclados como o papel também pode ser. E luminosos como a TV é. E sonoros como o rádio é.
14/01/2008 • 23:31
Boa obervação, Roberto!
Na verdade eu me referia mais em comparação a livros revistas. Mas o esforço para manusear um Senhor dos Anéis de fato é até pior.
Eu disse que era implicância minha. Não sei como demorou 16 comentários para reclamarem!
15/01/2008 • 3:39
robertossauro,
vc sabe que gosto de debater, que sei debater, e que tenho várias formas de me comportar em um debate… mas em homenagem a minha alma já cansada não queimarei mais esse mercúrio ímpio da desunião, evitarei qualquer tipo de polém-polémica com vc… afinal se nos cumprimentamos em supermercados e sempre há garrafas de vinho em nossos carrinhos, isso só pode ser algum tipo de amor, algo ágape, um ágapemor…
claro que a internet desmonta processos industriais… alguma dúvida? esse é em tese o papel da tecnologia no plantea, diminuir o espaço/tempo entre o pensamento e a forma… isso é tão óbvio quanto a certeza de que o oriente desmancha no ar a razão ocidental…
termino por esses dias um ensaio fundamental sobre a webvision como superação da television,
televisão é conceito inclusive do século 4, tempo dos concílios romanos, em que só permanecia com direito de continuar a falar aqueles que concordavam moralmente com as coisas que poderiam ser ditas…
a webvision, visão www, era algo presente em alexandria que roma destruiu. não deixa de ser curioso observar que no século 21 estamos em retomada do que ficou para trás no século 4 em marcha ré até 2.500 AC… se o rafael dourado e o rodrigón coifman assim permitirem publico o texto em primeira mão aqui…
a rigor a rigor vc não está errado em mostrar que monstro enviou seus DNAs tentando sobrevida no novo corpo… já dizia o grande ulysses guimarães, é mais fácil destruir o monstro do que remover os seus destroços, agora mete medo quem perdeu a capacidade de fazer medo?
não há como negar a ação niveladora da “mão invísivel”, estamos falando de plataformas, tecnologias que se universalizam e serão e já são gratuitas…
no ceará há uma pressão chantagista dos jornais em cima dos empresários. maioria que conheço, e olha que conheço muitos, não anuncia para vender, mas para comprar a omissão… teve um que até montou um jornal afirmando que montar um jornal era mais barato do que pagar uma banca de advogados… essa chantagem acabou no sentido de que todos têm direito a versão, veja esse fenômeno nos blogs do zé dirceu e do roberto jefferson que deixaram de ser transmitidos para transmitir…
agora a chantagem pode ser inclusive denunciada, por exemplo, qualquer um poderá perguntar ao hipocrito onde está a sua fábrica de papelão?
sabemos disso…
do amigo, nortonssauro
15/01/2008 • 9:10
Nortilhas,
acho que a tal fábrica de papelão está no meio de um matagal perdido nas selvas do Acre… Mas, voltando ao assunto, eu não o contradisse. Apenas fiz uma observação, pus um acréscimo, dei uma lembrança de que os monstros antigos - os vivos e os pútridos - estão por aí, com filhotes, inclusive
15/01/2008 • 20:51
Em Buenos Aires, ambientalistas protestam contra construção de fábricas de celulose
15/01/2008 - 21:02:44
Ambientalistas do estado argentino de Entre Ríos distribuíram hoje (15) folhetos sobre “a poluição das fábricas de celulose do Uruguai” a turistas que embarcavam com destino a Montevidéu, partindo do terminal de Boquebús, em Puerto Madero, na capital da Argentina, Buenos Aires.
O folheto distribuído destacava, em um mapa, a localização de três fábricas de celulose no Uruguai: a finlandesa Botnia, que funciona na cidade uruguaia de Fray Bentos, em frente a Gualeguaychú, e as projetadas Ence, espanhola, e Stora Enzo, finlandesa.
O plano mostra que, por causa de sua localização, o efeito combinado das três fábricas abarcará um raio de 100 quilômetros em volta, em áreas do Uruguai e da Argentina, com mais de 20 milhões de habitantes.
As três fábricas foram projetadas para serem construídas à margem do rio Uruguai, que faz a divisa entre os dois países.
15/01/2008 • 21:37
Enquanto os nobres discutem o fim da mídia impressa tal qual nós a conhecemos e que, reintero, para mim já é passado, a Apple acabou de dar o primeiro passo para extinguir também a mídia física: www.dailymotion.com/video/x427es_apple-macbook-air-envelope-ad_tech porque o futuro é wireless… e ao que parece cada vez mais fino!
15/01/2008 • 21:44
Tem nem DVD esse troço, Adriano!
Vai ver porque o dvd era mais espesso que o próprio note…
16/01/2008 • 8:48
… ou porque a mídia física está com os bits contados: primeiro, a Apple retirou o drive de disquete, depois os PCs de mesa retiraram. Agora, a Apple retirou o CD/DVD… aonde a vaca vai, o boi vai atrás?!
16/01/2008 • 9:29
1º mundo é outra história. Onde se vende pendrive de 300 giga e a internet é realmente rápida, pra que DVD mesmo?
16/01/2008 • 16:16
duas boas coincidências,
a primeira um dia depois de começarmos a debater o fim do monopolio do papel, que alguns ainda tentam salvar, soerguer et coetera, pimba, lançam um notepad para substituir o notebook e ainda sacaneam colocando o bochim dentro de um envelope…
a segunda é que estava exatamente chegando aqui no netlus para adicionar ao nosso debate a show-apresentação do steve jobs de ontem,
http://www.youtube.com/watch?v=jv98mKgWpZ0&feature=related
isso já merece um outro debate, sobre a obviedade da inovação tecnológica…
assim como hoje nos desmanchamos em grandes risadas dos grandes lançamentos feitos na década de 50, por exemplo, muitos risos a próxima geração dará sobre o lançamento “mais importante do planeta de ontem…”
não me impressiona mais tecnologias com base material… ai, alguém tipo nosso amigo leonardo fontes, vai com toda a razão do seu divino ceticismo perguntar: e existe tecnologia sem base material? claro, a criação de uma língua… ou ainda há quem faça diferença entre linguagem e tecnologia? há quem não compreenda que a tecnologia é apenas graus mais densos da linguagem que já é uma densidade do pensamento?
o que o steve jobs parece ainda não entender é algo que Plotino, espécie de Steve Jobs da antigüidade, já havia anunciado quando compreendeu (e anunciou o que até então era uma informação misteriosa) que a matéria e o pensamento são a mesma coisa, ambos são físicos…
o que acho interessante dessa aceleração toda, é a impossibilidade de ser o “ser up-to-date…” —
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Apple lança o notebook mais fino do mundo, capaz de caber em um envelope
Por Agência EFE
O presidente da Apple, Steve Jobs, anunciou hoje o lançamento do MacBook Air, o notebook mais fino do mundo, que, segundo mostrou, cabe em um envelope comum.
Visto de perfil, o MacBook Air, equipado com uma tela LED de 13,3 polegadas, mede 0,4 centímetro em sua parte mais fina e 1,9 centímetro em sua parte mais grossa.
Num discurso para cerca de 4.000 pessoas na conferência MacWorld, aberta ontem, em San Francisco, Jobs explicou que MacBook Air utiliza processadores Core 2 Duo da Intel, cujo tamanho foi reduzido em 60% para caber no computador portátil.
16/01/2008 • 19:26
O MAIS FINO DO MUNDO CHEGA AO BRASIL EM MARÇO…
O MacBook Air, laptop apresentado ontem pela Apple como o computador portátil “mais fino do mundo” , deverá chegar ao Brasil em março. A assessoria de imprensa da companhia americana não quanto vão custar os computadores no país.
Nos Estados Unidos, o MacBook Air será vendido a US$ 1.799 dólares na versão mais básica e US$ 3.098 na configuração com processador mais veloz e maior espaço de armazenagem.
16/01/2008 • 19:28
Tá fazendo assessoria de imprensa pra Apple, Norton? hehehe