E agora José?

por Saulo - 21/03/2007

Acho que precisaremos de mais alguns Alternativas para acender o estopim da mudança no nosso mercado. Longe de mim criticar o evento. Achei a iniciativa sensacional e os mais chegados aqui do Netlus podem até fazer prova dos meus esforços individuais pela sua realização. Acontece que por questões práticas a discussão que ele tem gerado não chegará aos ouvidos de quem faz a roda girar com a força necessária.

Não chega a ser um erro. Por instinto de sobrevivência, o maior número de ações de divulgação foi feito dentro das universidades, onde está o maior volume do público interessado. Fácil raciocínio: quanto mais inscrições feitas mais dinheiro para pagar as contas, com as contas pagas o evento se torna viável. Nada de errado. O problema é que com isso o mercado profissional é pouco impactado com a mensagem e a discussão, que merece espaço e dedicação, acaba não tendo a força necessária para gerar mudanças a curto prazo.

Desculpem o meu imediatismo, também concordo que é indispensável e tanto mais importante preparar a nova geração de profissionais (que inclusive já estão sendo naturalmente preparados) e que uma mudança cultural leva algum tempo para acontecer. Falo com a impaciência de quem bate de porta em porta em agências de publicidade e clientes há mais de 2 anos e sempre escuta que “a internet é a mídia do futuro”. A internet tem sim muito futuro, mas esse reserva um triste fim para quem tem ignorado o seu passado e insiste em não levar a sério o seu presente.

Falando nisso… também senti falta da presença dos colegas do mercado de internet. Tirando o Celso Portioli cearense (que na minha opinião tá parado a muito tempo) e o pessoal da Tropus, não lembro de ter visto ninguém de web. O risco para esses é ainda maior. Tomara que seja exagero meu e que eles estejam discutindo isso tudo em alguma mesa de reunião ou de bar por aí, mas me preocupa continuar vendo os mesmos sites, as mesmas soluções, os mesmos erros e o pior, as mesmas justificativas para tudo isso.

“A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?…”

8 comentários para “E agora José?”

  1. Pedro Markun Says:

    e agora José?

    Que tal um Barcamp?
    barcamp.blaz.com.br

    Não vai resolver o problema de trazer a galera ‘que gira a roda’ para aprender novos caminhos, mas mantém o trem andando.

    Entra na lista, vamos trocar umas idéias e organizar alguma coisa. Moro em POA, mas estou sempre com vontade de subir para esses lados ;)

  2. marco Says:

    num deu para eu ir golden boy[quase morro de rir quando vi o chite chamando assim hehe] oda é que eu tava muito afim com certeza perdi a oportunidade de aprender muita coisa mas a próxima eu não perco!

  3. Rodrigo Coifman Says:

    Acredito que é questão de pouquíssimo tempo para o mercado local praticar essas inovações (que já não são tão novas assim). O mercado como um todo esta insatisfeito com tudo que é feito hoje de forma tradicional. Eles querem mudança mas ainda não sabem como fazê-la. Espero que nós possamos ajudar de alguma forma nesse processo de vanguarda aqui no Ceará.

  4. Adriano Macedo Says:

    Só para registrar, soube do ocorrido apenas porque acessei o COCADABOA para ver as últimas e entre elas estava lá a chamada para o evento. Daí que, em cima da hora, tentei me inscrever e não deu mais infelizmente. Senti falta de SPAM “do bem” para as empresas que trabalham com WEB em Fortaleza. Comentando com outros colegas, muitos sentiram o mesmo. Enfim… faltou mais divulgação.

  5. Crise de critatividade no BlogueIsso! Says:

    […] Esta semana já descartei vários. Tentei escrever sobre o mercado de internet no Ceará para prosseguir com uma conversa iniciada no Netlus. Chato, o mesmo blá blá blá de sempre: as agências não estão nem aí para inserir web nos portfólios de produtos, os próprios anunciantes não querem nem ouvir falar nela, em parte porque simplesmente não entendem nada, em parte porque são velhos demais para acompanhar novas tendências. Eu acrescentaria basicamente que as pessoas que entendem não tem nenhum poder de mobilização para criar cultura, porque ou não querem, ou se acomodam ou… porque sentem tédio em falar sobre o assunto […]

  6. BlogueIsso! Portal » Blog Archive » Crise de criatividade Says:

    […] Esta semana já descartei vários. Tentei escrever sobre o mercado de internet no Ceará para prosseguir com uma conversa iniciada no Netlus. Chato, o mesmo blá blá blá de sempre: as agências não estão nem aí para inserir web nos portfólios de produtos, os próprios anunciantes não querem nem ouvir falar nela, em parte porque simplesmente não entendem nada, em parte porque são velhos demais para acompanhar novas tendências. Eu acrescentaria basicamente que as pessoas que entendem não tem nenhum poder de mobilização para criar cultura, porque ou não querem, ou se acomodam ou… porque sentem tédio em falar sobre o assunto […]

  7. Evamar Says:

    Gostei da indicação do site vixi.net…

  8. Thiago Sobral Says:

    Olá! Infelizmente demorei muito tempo para saber da discussão de um assunto que me interessa tanto. Mas como dizem…nunca é tarde! Especificamente em relação ao mercado o que sinto é desconhecimento (por favor, entendam como crítica construtiva) por parte da maioria das empresas. Em grande parte, empresas WEB de desenvolvimento de sites e aplicativos relacionados. Mas e o planejamento de mídia, e o relacionamento com com os consumidores? Entendo que existem muitas formas de se fazer um banco de dados, mas o principal, como usá-lo?? Assim como vocês sou apaixonado pela intenet, tanto que como sócio-diretor de planejamento de uma agência de publicidade resolvemos mudar o nosso foco e hoje podemos dizer que somos uma agência de comunicação digital. Estamos reformulando o nosso site para esse novo momento, mas o que eu quero dizer a vocês é que: SIM, é possível. Hoje temos duas campanhas baseadas na internet em andamento, além de negociações avançadas com algumas outras empresas. Transformamos concorrentes em parceiros, como é o caso das agências tradicionais, visto que os dados que coletamos e repassamos são para ajudar na tomada de decisão do planejamento de campanha dos respectivos clientes. Não adianta ficar reclamando que o mercado aceite o novo se não há posicionamento. Confesso que nós estamos fazendo nossa parte, mas a discussão é bem maior. E pra terminar gostaria de deixar duas palavras: COMUNICAÇÃO DIGITAL? Até que ponto entendemos isso?? Obrigado.

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