Divagando sobre Flash, Sites e Internet

por Rafael Dourado - 30/06/2007

Nesta semana tive uma conversa com o Caetano Neto pelo messenger sobre uma certa figurinha repetida: o uso do flash na internet. Este assunto é algo que, vira e mexe, eu e ele estamos perdendo de vez em sempre alguns 30 minutos das nossas vidas.

Adiantando o fim, não chegamos a uma conclusão e nenhum dos dois abaixou a cabeça e disse “você está certo”. Mas se a conversa é um hábito normal entre nós, porque gastar alguns míseros kb no banco de dados do Netlus com essa dai? Porque estamos nos aperfeiçoando, ora. E nesse dia os dois estavam inspirados.

Sem mais delongas, fiquem com o bate-papo.

Caetano diz:
… o Michel Lent colocou um link lá do Muniz comentando o 12 EWD.

RaFaeL DouRaDo diz:
Tu viu eles falando do carinha da Gringo?

Caetano diz:
meteram o pau. Acho meio foda isso…. achar que não pode existir alguém que pense flash….
e que site em flash não é site de verdade

RaFaeL DouRaDo diz:
que “pense flash”??? Flash virou religião agora???

Caetano diz:
cara, se chamam de filosofia pensar web standard, e se já existem vários dogmas em cima… acho que tá já chegando nesse ponto… hehehehe… flash nosso que adobe tem patente, libertai a animação e dinâmica na web… fazei com que joguinhos sejam possíveis e sites como Get The Glass imagináveis. huahuahuahuaha

RaFaeL DouRaDo diz:
rapaz… o Muniz falou um negócio massa……. internet não é mistura de televisão com videogame….. é informação…..e o flash esconde informação…..
site em flash às vezes é dificil de navegar até por quem tem banda larga e anos de uso…

Caetano diz:
cara… será que site é só informação? por quê tem que ser?… cuidado… olha os dogmas…. vou fazer tua oração: Nielsen nosso que estai na terra, santificado seja, livrai-nos do mal das tabelas…

RaFaeL DouRaDo diz:
nem desse doidim do Nielsen eu gosto…. eheheh

Caetano diz:
que história…. mó seguidor do cara… hehehehe

RaFaeL DouRaDo diz:
site não é só informação… mas também não é só animação…..
já te mostrei exemplos de bom uso do flash…. mas só que isso só representa 1% dos sites em flash por aí…. quantos sites em flash bons tu conhece? e quantos ruins? se só 1% de quem usa flash consegue usar ele bem…… tem alguma coisa errada aí…….

Caetano diz:
cara… acho que a gente vai continuar nessa lenga lenga até não poder mais… hehehehe…cara… acho que nós dois pensamos um pouco mais livres do que esses dogmáticos seguidores do Zeldman, Nielsen etc…a única coisa que não concordo contigo é esse limitador…. acho que site não é obrigado a ser lido pelo google, isso tem melhoras? tem! mas é obrigatório? pra mim nada é obrigatório… acho que internet realmente não é TV… vai além. E se internet é um espaço onde eu posso fazer uma campanha, que não tem conteúdo, mas que consegue divertir, entreter alguém e passar a idéia da minha marca, porque não?

RaFaeL DouRaDo diz:
TER não tem… mas se hoje em dia já se criou o costume a procurar por informações no google…. se você quiser ir contra a maré…. fique a vontade. publicidade é diferente cara…. não é serviço…. se ficar em flash é ateh melhor que eu posso bloquear com adblock

Caetano diz:
pronto ai chegamos onde eu queria.. acho que a etimologia da palavra foi tão esquecida que já incorporou novas funções. site É endereço. Site (pra mim) é aquilo que se encontra na WEB. Então dizer que o Get the Glass, o Sou assim e sou Feliz e todas essas campanhas de internet não são sites de verdade acho isso loucura

RaFaeL DouRaDo diz:
já ouviu a expressão: “esse aí não mora, se esconde”?

Caetano diz:
pois é, mas como eu te disse… quem criou esse tipo de sites por mais que engane o cliente,… sabe que não vai ser lido pelo Google. acho meio impossível um profissional não saber disso. Mas ele escolheu não ser lido pelo Google em prol da “diversão” do usuário…

RaFaeL DouRaDo diz:
“impossível” não é… nunca duvide da estupidez humana

Caetano diz:
sabia que tu ia dizer, já tava com a resposta… hehehehe… se esse cara não sabe disso, ele pra mim, não é profissional web…

RaFaeL DouRaDo diz:
cara…. a informação deve ser transmitida da forma mais adequada e de acordo com o meio…. tem tipos de informação que em vídeo ou animação fica muito mais claro…. como os infogramas no G1…. o problema é quem inventa de fazer site institucional em flash…. pra quê??????

Caetano diz:
ahhhhhh, ai já é outra história…. pode ver que eu estou defendendo campanhas que somam a marca, mas não necessariamente são institucionais

RaFaeL DouRaDo diz:
então estamos falando de sites diferentes

Caetano diz:
hehehehe…

RaFaeL DouRaDo diz:
mas outra coisa….
campanha publicitária não precisa necessariamente estar sempre atrelada a animações
um banner animado que puxa pra um site com informações… essas informações não precisar estar animadas….. talvez até nem deveriam

Caetano diz:
só lembrando, a discussão começou pq o Rodrigo Muniz disse que a Gringo não faz site de verdade.

RaFaeL DouRaDo diz:
Concordo.

Caetano diz:
meu martelo bate sempre contra dogmas

RaFaeL DouRaDo diz:
mas a gringo não faz site de verdade. faz televisão interativa….. é qualquer coisa menos internet…. exatamente por que ele é defensor de que TUDO deveria ser animado, em flash etc… tu viu aquele site deles do tricô? eu fiquei foi tonto de tanto que a imagem subia e descia.

Caetano diz:
chapa…. pensa assim não…. você tem cabeça…. não entra nessa de dogmas… qual era esse?
aliás,,… essa era até uma coisa que eu queria saber…. como é que o Rafael Dourado, assumido jogador de jogos eletrônicos, alguns em 3d, consegue se sentir bem jogando esses jogos novos, mas se aparece algum site que tenha tais recursos, te deixam tonto? hehehehehe

RaFaeL DouRaDo diz:
pq videogame é videogame…. site é site…. e eu fico tonto em alguns jogos 3d também …. quando a proporção é distorcida. por isso que eu gosto do Super Mario. hehehe

Caetano diz:
hehehehe…. tá vou fingir que entendi… hehehe

RaFaeL DouRaDo diz:
cara… e tem outra coisa…. a maioria das lombras em flash que eu vejo não tem base nenhuma pra saber se o usuário está gostando ou não.
nesse site da vale do rio doce por exemplo…. o próprio carinha do Gringo disse que a maioria das pessoas só escrevia CU e saia e provavelmente nunca mais voltava.
famoso bonitinho mas ordinário.
a gringo se destaca quando usa esses recursos de maneira correta….. como o próprio site de lançamento da gringo.nu que tinha uns vídeos personalizáveis para enviar por email para o chefe…..
ali foi um bom uso do flash. mas tu já imaginou o orkut em flash? o gmail em flash? imagina a merda. com umas 3 barras de rolagem espalhadas na área. sem poder aumentar a fonte. sem poder selecionar o texto direito

Caetano diz:
foi mal fui escrever cu no vale natureza

RaFaeL DouRaDo diz:
auhauhhauhahua

Caetano diz:
cara… entenda… eu não defendo o flash como única ferramenta de web. eu implico com quem diz que ele é errado que isso não é internet. talvez se eu tivesse lido só o comentário do cara do Fator W, a gente nem teria tido essa conversa. enquanto o Rodrigo Muniz quase mandou linchar o Matarazzo porque ele diz que sites só com texto e imagens não impactam, o cara do Fator W veio com uma resposta altura: “Ora, pensemos nos sites que mais impactam a vida das pessoas: Google, Orkut, Gmail, Flickr, YouTube, Delicious, Netvibes, internet banking, blogs… algum deles usa 3D, animações, sons? Não creio.”

RaFaeL DouRaDo diz:
eles concordam….. só que um mostrou argumentos
e aquele Neto Leal, mah!…. que até o blog dele é em Flash?!?!?!

Caetano diz:
o que me puxou a casca da unha encravada do meu dedo menor do pé esquerdo, aquele dedo que a gente sempre topa nos pés das mesas. foi o cara dizer que o Matarazzo não faz sites de verdade

RaFaeL DouRaDo diz:
o negócio mah….. é a essa galera que defende flash sofreu lavagem cerebral da Macromedia lááá no começo. a Macromedia quando lançou o flash…. quis convencer todo mundo de que o flash substituiria o HTML. chegou a lançar um navegador que só abria swf. só q quanto mais força eles faziam…. mais o HTML crescia…. em vez do povo amadurecer e saber que tem opções agora…… tem um monte de gente por aí que ainda ficou nessa época. enfim….. se a topada foi que o Matarazzo não faz site….. site pra ti é qualquer coisa que tá na internet???

Caetano diz:
é!

RaFaeL DouRaDo diz:
intranet é site?

Caetano diz:
tem o endereço (não conteúdo) acessível? site = endereço

RaFaeL DouRaDo diz:
Não!!! por isso é intranet
torrent é site?

Caetano diz:
nopz… torrent é um arquivo. HTML é um arquivo. swf é um arquivo.

RaFaeL DouRaDo diz:
Um “site” em flash pesando 10 mega é site?

Caetano diz:
não, site é o www.pesadopracaralho.com.br. huahuahuahuhahua! cara… mas, sim, considero sim que “site” com dez megas, sites que o google não lê, sites que nunca vão abrir no meu celular/palm/smartphone (quando eu tiver um), sites que bordam cu, são sites de verdade.

RaFaeL DouRaDo diz:
e são internet? o que é internet pra ti?

Caetano diz:
internet é um meio de comunicação… assim como tv é um meio, rádio é um meio….
na tv tu vê o jornal nacional (web standard, tá, com ressalvas, mas…) e vê a Xuxa (flash)… fazendo a paródia sobre acessibilidade de conteúdo. (pq há quem diga que a Xuxa tem conteúdo, mas como eu não consigo achar (google))

RaFaeL DouRaDo diz:
sim… mas você concorda que tem muita gente aqui no ceará principalmente fazendo TV quando deveria estar fazendo rádio? pq o formato é de rádio e não tv?

Caetano diz:
cara, concordo…. assim como tem muito filme do cinema com cara de teatro. com cara de quadrinho. acho até que teatro é o mais mal adaptado pras outras mídias…

RaFaeL DouRaDo diz:
sinal de que estão no meio errado, não é? um transexual nu pode estar numa missa de 7o dia….. mas alguma coisa tá errada ali

Caetano diz:
será? tu assistiu A Partilha? tu assistia Sai de Baixo? tu assistiu Quarteto Fantástico? tudo tava errado ali?

RaFaeL DouRaDo diz:
sai de baixo sofria adaptações pra passar na TV….. tanto que quando faziam ao vivo era uma desgraça…

Caetano diz:
mas deixou de ser teatro? quantos e quantos filmes, por mais que joguem dinheiro e tomadas diferentes de câmera, continuam com cara de teatro… e pra mim, nem por isso deixam de ser engraçados/divertidos…. e é o que eu estava querendo na hora…

RaFaeL DouRaDo diz:
cara…. mas a relação da TV com o teatro é muito próxima…
são ambos um show na sua frente……. no teatro se tem uma imersão maior…. mas na tv isso também acontece

Caetano diz:
e da internet com o .swf? é longe? e da internet com o videogame? é longe?
onde tu joga teus jogos? onde tu acessa teus sites?

RaFaeL DouRaDo diz:
mas EU jogo meus jogos….. minha mãe não… e EU não sou maioria na internet….

Caetano diz:
quem é a maioria na internet? o que é maioria na internet? será que meu site é acessado por minha mãe?

RaFaeL DouRaDo diz:
aí que entra meu conceito de internet
internet para mim é um “shopping” com trocentas opções…. e que todo mundo que entra nele pode, se quiser, conhecer todas as lojas….

Caetano diz:
pronto perfeito….

RaFaeL DouRaDo diz:
minha mãe não acessa o YouTube…. mas no dia que ela quiser ela pode
EU não acesso o Get the Glass….. pq eu moro no ceará e minha internet é uma bosta

Caetano diz:
(sério? eu achei ateh rapidim)
e por isso o YouTube deixa de ser site de verdade?

RaFaeL DouRaDo diz:
não.. pelo contrário… o YouTube É um site de verdade

Caetano diz:
mas tua mãe não entra nele… alguma coisa deve estar errado! hhehehehe

RaFaeL DouRaDo diz:
não entra… mas quando quiser ela pode……
EU não acesso o site do Gringo.nu porque o computador da minha casa é ruim…. e ele ficou muuuuuuito lento
o gringo.nu eu não entro nem querendo
o get the glass eu não entro nem querendo.

Caetano diz:
e aê… ele deixou de ser site de verdade?

RaFaeL DouRaDo diz:
ela não acessa o youtube porque não quer…. não porque não pode
aí entra a liberdade de escolha….. que para mim é a característica da internet que está criando tantas revoluções seguidas

Caetano diz:
certo… vamos ver se eu entendi….
carro é um veículo, função do veículo é transportar. lancha é um veículo. jatinho é um veículo. eu não possuo uma lancha e nem um jatinho e estou longe de poder possuir. lancha, deixou de ser veículo? jatinho deixou de ser veículo?

RaFaeL DouRaDo diz:
a relação não é a mesma

Caetano diz:
por quê?

RaFaeL DouRaDo diz:
se quiser andar de jatinho eu pago e ando…… se eu não tiver dinheiro eu não tenho escolha…. o mundo real não é internet…. internet é um meio que é por natureza democrático….. quando eu tiro essa democracia eu crio uma falha na matrix

Caetano diz:
teu computador não renderizou corretamente o site da Gringo e tua internet não tem velocidade suficiente pra abrir em 2 segundos o get the glass….por isso eles deixaram de ser site?

RaFaeL DouRaDo diz:
o site da gringo…. se eu for deficiente visual…. eu nunca vou conhecer nada do que eles fazem…..

Caetano diz:
discordo….

RaFaeL DouRaDo diz:
o site da gringo….. se eu tiver com o mouse com defeito eu já não entro mais nele…um jatinho eu só preciso de dinheiro pra entrar num……. ou até amizade com piloto já basta. o da gringo…. se eu não estiver em condições normais de temperatura e pressão eu não entro

Caetano diz:
a minha pergunta é: Deixa de ser site? pra mim pode deixar de ser acessível/democrático/usável/lido pelo google

RaFaeL DouRaDo diz:
pode até ser um site….. mas não é INTERNET. é como os quadrinhos “desanimados” da marvel nos anos 70. no mínimo… uma adaptação mal feita

Caetano diz:
e vira o quê? Intranet?

RaFaeL DouRaDo diz:
não…. vira um elemento estranho. não é internet, mas está ali. vira uma gripe

Caetano diz:
(cara a gente tem que transformar essa discussão em post) vamos bombar de comentários

Caetano diz:
huahuhauhauhauhauha

RaFaeL DouRaDo diz:
eu jah tava pensando nisso desde o começo

Caetano diz:
a gente devia era fazer uma discussão aberta nos blogs. Huahuahuahuahuah. ai, ai…. só que eu já sei que vou ser crucificado. afinal os w3c’s são mais perigosos que os flashers. huahuahuahauhauhauhauha

RaFaeL DouRaDo diz:
são nada…. o flasher têm raios lazers.

Caetano Neto é um metido e enxerido que tem manias de grandeza e achou que viver de internet uma coisa divertida. Hoje, ele se encontra um pouco offline, mas costuma de vez em quando colocar ser parcos bons pensamentos nos blogs www.caetanoneto.com e www.bomabessa.com.br.

29 comentários para “Divagando sobre Flash, Sites e Internet”

  1. Leonardo Fontes Says:

    Deixa eu explicar, é assim ó: existe um cara do outro lado da produção, jornalista chama de leitor, publicitário chama de público-alvo, mas dá tudo no mesmo, é a pessoa para quem você quer transmitir uma mensagem (emissor, receptor e tal).

    Tem leitor que só vê e-mail, tem os que só entram no Orkut, tem aqueles que são craques e feras no RSS, tem uma classe social com computadores fantásticos e tem os fudidos com 56mb de memória ram, tem quem seja meio cego e use 800×600 e tem aqueles monitores enormes de 47 polegadas flat screen plasma ultra-tech XZY-K6. Existem cegos, surdos, burros, inteligentes, quem leu Paulo Coelho e foi para o Peru, quem sabe de cor o Finnegans Wake e vai todo 16 de junho para Dublin. Tem héteros, gays, lésbicas, pernetas e manetas. Tem gente de toda marca, ano e modelo. Você quer falar com quem?

    O produtor de internet não é o Deus de seu domínio, é esse fdp do outro lado com quem você quer se comunicar que dita as regras, agradar esse cara, falar com ele e ele com você, isso é internet. Flash, html, CSS, xpto são só ferramentas para chegar a esse sujeito e ele a você.

    Para mim, Caetano ganhou (ou não). :)

  2. Caetano Neto Says:

    1 a 0!!!!

    Huahuahuahuahuahuah!

    Brincadeira, não deu pra conter….

    Acho que realmente o Leonardo entendeu meu posicionamento. Eu não tenho problema nenhum com web standard. Sou monóculo (só enxergo por um olho) e por isso eu deveria defender com unhas e dentes o fator acessibilidade. Afinal, perder mais uma visão me deixaria cego, né? Diferente de quem ainda tem dois olhos,,, hehehe. No entanto, eu prefiro ser contra o dogma, a obrigação e a imposição.

    Só pra deixar registrado que é um prazer ter participado do Netlus e um prazer ainda maior discutir com o Dourado! Hehehehe.

  3. Elvio Barbosa Says:

    Logo que a internet surgiu o pessoal andou falando da democratização da informação. Ainda lembro de minha professora na faculdade falando de sociedade de massa. Esse pensamento é um tanto utópico de que tudo será acessível a todos, principalmente desde que as marcas entraram na internet. As marcas precisam vender seus produtos para nichos, elas têm subsídios suficientes para saber quais tecnologias devem usar e os momentos ideais.

    Como o site da Gringo, Get The Glass, Natureza Viva e outros recebem milhares de visitas?

    Eu conheci o site da Gringo por um estagiário, o da Natureza Viva pelo Caetano, como eles ficaram sabendo? Só sei que não foi pelo Google.

    Ah, mas o kra só foi escrever CU e saiu, por mais que isso aconteça ele foi impactado, esperou o negócio carregar brincou um pouco, depois de uns 10 segundos ele teve a brilhante idéia de escrever palavrões e ainda saiu espalhando pros amigos acessarem e verem o q ele fez.

    Esse é o ponto, a internet é formada por pessoas que se relacionam a todo instante, achar que a distribuição de conteúdo só pode ser feita pelo Google é um pensamento minimalista, como também achar que todo usuário é tapado, que as condições de acesso são ruins e que sempre temos muito a fazer, se temos tão pouco tempo, por que acessamos a internet e ficamos discutindo em MSN, Blogs ou vendo sites de fofocas?

    As pessoas clamam por boas experiências, não importa se é feito em Flash ou não, o que importa é o ENVOLVIMENTO que elas vão ter dentro do site.

    Eu adoro o site da Apple, supre minhas necessidades informação, e adoro o site da DIESEL, os gráficos as animações a emoção que é transmitida, apesar da DIESEL não fazer site pra mim, que não pode comprar nem o bolso da calça.

    Os usuários têm necessidades momentâneas, isto é, um mesmo usuário pode usufruir todos esses serviços (orkut, msn, youtube, google, internet banking, brincar de montar um carro etc) ao mesmo tempo, mas com necessidades diferentes em cada acesso, por exemplo, no fotolog ele posta suas fotos revela ao mundo seus melhores momentos, no Orkut ele se relaciona com amigos, no MSN há necessidade de respostas rápidas, no site da Ford ele tenta se convencer do melhor investimento, clica no carro, gira 360º, vê os faróis piscando analisa tudo se deslumbra.

    Eu amo Flash
    Amo CTRL + C CTRL + V
    Amo RSS
    Amo Radio e TV na web
    Amo frescuras e conteúdo

    ISSO TUDO = INTERNET

    e no final das contas é isso, um amálgama, o conglomerado de mídia, e nada mais óbvio do que juntar as coisas e descobrir novas experiências, como TVs interativas ou Java Script com http Request.

    Dentro de um contexto tão amplo e um leque de opções variados não existe certo e errado, não existe definição única para internet o que existem são projetos específicos para nichos específicos.,

    E acho que é esse o pensamento do Caetano.

  4. Rafael Dourado Says:

    O Caetano não me convenceu, mas o Elvio sim. Tudo bem, isso tudo é internet.
    Mas nada me convence de que o conteúdo em Flash dispensa o textual. Ninguém deve se adaptar a um site, mas ele se adaptar a você. O Léo, por exemplo, disse que sentiu ânsia de vômito no site da Gringo. Que raios de experiência é essa?

  5. caetanoneto.com » Blog Archive » Conversa fora… Says:

    […] O Dourado é um deles. E o bate-boca padrão da gente é sobre a utilização do Flash na internet. A gente já discutiu tanto que a cada dia que passa essas discussões estão ficando melhor. A mais recente (não vou chamar de última porque daqui a pouco deve ter outra) foi no MSN (tá eu sei que o nome dele agora é Windows Live Messenger, mas no dia que eu disser WLM e alguém entender, eu paro de chamar de MSN) o que facilitou que pudéssemos postar com algumas poucas intervenções. Você pode conferir a lenga-lenga no Netlus. […]

  6. » Flash e EWD tudo a ver » Rodrigo Muniz Says:

    […] Hoje apareceu esse post do Rafael no Netlus onde ele reproduz uma conversa de IM que o assunto é o papel do Flash e o post mostra que o estopim dessa conversa foi o meu texto e os dois me citam em algumas linhas. Achei importante esclarecer alguns pontos, principalmente para quem ainda me vê como uma versão do Galactus fanático seguidor de Nielsen e que mora na W3C LOL. Brincadeiras a parte, vamos aos pontos. […]

  7. Adriano Aguiar Says:

    Galera, gostei muito das discurssões citadas acima, então darei meu ponto de vista quanto a tudo isso;

    Podemos levar em conta tudo no assunto de Rafael com Caetano divergências entre o que temos a oferecer de técnologia para estruturação de conteúdo e informações para a internet. Ok então, agora seguindo dessa forma podemos colocar a palavrinha COMUNICAÇão, independente do que seja, o objetivo é expressar de maneira clara, objetiva… muitas vezes com seus preceitos e conhecimentos para este tipo de organização, citando sempre “conteúdo e informação”.

    Flash: Ferramenta de gráficos vetoriais que proporciona gerar animações interativas voltadas para web. Conteito simples que foi desenvolvido ao longo de sua história e hoje considero sua primordial função, passar uma experiência de interatividade com o usuário, claro que não se limitando somente a isso, Flash como um todo deve ser observado de maneira enxuta e com sua base mastigada desde do início, para que realmente seja prazeroso: Navegação + Interatividade + Experiência, isso gera para o usuário uma Boa lembrança, podendo até ser uma comunicação viral, considero para campanhas publicitárias em curto e médio prazo uma ótima alternativa, se for o caso de trabalhar com recursos e ferramentas que possam interagir e fazer com que o usuário se prenda aquilo, muitas vezes fixando a marca ou a proposta da empresa. Em nenhum momento posso levar em conta SEO ou fatores que envolvam usabilidade, acessibilidade ou semântica. Acredito que tudo se limita ao publico alvo e ao perfil do cliente, divididos em sua hierarquia, como numa sociedade. Nunca vá esperar um catador de papel vir numa bela noite e ser convidado para uma festa de Gala, isso também funciona para internet, temos que intender que não é questão do que sabemos e queremos propor, tem que ser feito para atingir um planejamento estratégico, Matarazzo é um cara que respeito e ao longo de sua trajetória conquistou espaço nesse mercado, então não podemos esperar que ele faça diferente dos seus princípios, pois não seria o perfil do cliente que ele procura. Em relação ao flash, pode-se trabalhar de uma maneira ampla, como o próprio flash lite, games em 2D no geral, etc… é somente questão de bom censo, hoje meu foco não é flash… porque o perfil dos clientes que trabalho, não necessitam de tal ferramenta como um todo, mas nem por isso deixo de ler e estudar sobre o assunto, pois sei que um dia poderei precisar. Então para finalizar: Aprendam como uma forma alternativa de serviços a oferecer, independente de sua limitação, pois como falei tudo envolve comunicação e experiências para o usuário, como um todo. acessem: http://www.canneslionslive.com/cyber/ e vejam o porque disso.

    Webstandard: São padrões voltados para uma Base correta da construção Web. Isso sim é algo que aproveito constantemente, tanto pelo seu amplo uso quanto pelos beneficios que hoje temos para um público bem maior do que citado acima, tudo é questão de saber separar o joio do trigo, sua relação com a comunicação torna as informações acessíveis para aqueles que não buscam o acesso direto, webmarketing, etc… e sim a pesquisa daquele determinado assunto, claro que mutas vezes sem sucesso, por parcialmente algumas questões Semânticas. Em relação ao que eu acho é que tudo gira hoje em torno do resultado, seja ele experiências de interação ou a informação acessível a todos, claro que como Rafael citou, o flash muitas vezes esconde a informação, mas esse pode ser seu objetivo, pois se hoje eu necessitar deixar minhas informações a uma facilidade de busca no modo geral, óbvio que irei buscar os recursos e ferramentas que a tecnologia atual me oferece, nunca irei nadar contra maré e sim ver em qual direção ela está indo, pois nosso mar é amplo! Então se a maré atual requer disso, disso farei! O importante é ressaltar que Webstandar: SEO + Acessíbilidade + Semântica são padrões que devemos seguir, quando a informação deverá ser passada em massa, para atingir usuários como um todo, diferente do citado acima que existe um público alvo a atingir, esse não. Nele poderemos utilizar para oferecer o que temos de melhor para todos, sem ligar para seu nível de Hiérarquia.

    Para finalizar, eu não sou defensor de nenhum recurso web, apenas vejo num simples planejamento, como faço para atingir na mosca o Alvo. Façam em flash, façam em padrões web, mas façam corretamente.

  8. Rafael Dourado Says:

    Mas, afinal, o que é o público-alvo do flash? É qualquer um que tenha o flash instalado? É o que me parece, pois vejo muita gente argumento que hoje em dia o uso do flash se justifica por que 90% dos usuários de internet têm flash instalado. E daí? Fazer um site em flash envolve um monte de coisa e o fato do usuário tê-lo instalado é o menor dos problemas.
    Por exemplo, em usabilidade se trabalha com um negócio chamado curva de aprendizado. Quase todo site em flash tem uma demora maior nessa aprendizado, pois a estrutura de navegação geralmente é diferente. É um menu que você tem que adivinhar que é um menu, ou algo que você não precisa clicar para abrir, mas se clicar abre outra coisa… enfim, a ferramente oferece tantas possibilidades que a cada site o usuário tem que aprender tudo o que ele achou que já sabia. Eu não tenho problema em aprender tudo isso denovo, mas muita gente mesmo da minha idade tem dificuldade com computador. Essa máquina que vive dando erro não é fácil de usar por muita gente.
    Estamos tão acostumados com nosso mundo tecnológico, que torna de fato nossa vida muito mais fácil, que muitas vezes pensamos que a “maioria” (segundo o instituto datafoda-se) também tem a mesma habilidade.
    Pode ser a melhor ferramenta de todos os tempos, mas como última alternativa a um problema de comunicação, nunca a primeira.

  9. Adriano Aguiar Says:

    Boa Rafael, mas ai entra a questão de um bom planejamento, assim podemos pensar como usuários e atingir os objetivos, algo intuitivo, hoje em dia quem não é curioso? Quando você vê uma estrutura de navegação fora do padrão, ou você interagi ou não, caso seja um não foi simplismente fecha o browser ou primeiramente nem visualiza, que são os casos desses 10%, então caso seja feliz no acesso, terá uma experiência na interação. Quem um dia aprende a engatinhas, andar, pedalar numa bicicleta e assim por diante, está disposto a encontrar barreiras a superar na internet, eu sou um bom exemplo disso… na época que aprendi, nem sabia o que era flash player, mas nas dúvidas… sempre tinha alguém para me auxiliar, lan houses hoje são uma bela forma de aprender games, fazer com que sua intuição fique aguçada, isso cito apenas como um dos muitos exemplos. Hoje quem não se adapta as tecnolgias, tende a ficar para trás, tanto numa sociedade como na sua vida profissional, isso é uma necessidade de sobrevivência dos conceitos da informação. Essas poucas pessoas que não estão acostumadas, é como falei logo acima, aprendam engatinhando, por que dessa interação em flash que gosto de focar, posso comparar como um Avião para quem está ainda pedalando em bicicleta. Hoje os recursos que devem se adequar ao usuários, são aqueles que focam a massa dessa mídia, fatores acessível e etc… tudo em seu tempo, mas lembre-se que este tempo passa e com ele quem ficar para trás, somente ficará. Em relação a comunicação, concordo que não seja em primeiro lugar, senão teriamos uma massa interativa para essas informações, sendo passadas numa maneira intuitiva. Agora fico pensando nas convegências das mídias e viajo até um pouco numas idéias malucas que já são concretas, quando as empresas emissoras de TV tiverem convegido para sua digitalização como um todo, tudo escoará para a internet. Legal seria isso junto com o Surface > http://www.microsoft.com/surface, pois com o Joost > http://www.joost.com o bixo já está pegando, mas ai é outra história!

  10. Elvio Barbosa Says:

    Rafael, acho que não existe essa história de público-alvo do flash.

    Concordo contigo quando o pessoal generaliza e esquece que tem que facilitar a navegação. Acho que nesse caso o problema não é o Flash e sim o designer de interface, não importa a tecnologia, em mãos erradas o negócio vai por água a baixo.

    Eu postei recentemente no meu blog um desabafo quanto a isso, o site não era em flash. rs. (http://elviobarbosa.blogspot.com/2007/06/labirinto-web-ache-e-fique-com-dvidas.html)

    Os desenvolvedores devem passar a ter uma nova habilidade, PENSAR COMO USUÁRIO. E para pensar como usuário é preciso ser sensível as dificuldades alheias. Ou melhor, ter um pensamento filosófico, questionar sobre tudo, sobre arquitetura da informação, entender que a informação tem que ser clara, pois não há tempo para deixar dúvidas na cabeça do usuário. Deixe espaços na cabeça do consumidor e os concorrentes com certeza a preencherão.

    Acho que o foco da discussão do Rafael não é usar o flash ou W3C standard, o problema está na má execução de projetos web.

    Fui.

  11. Thiago Sobral Says:

    Caros, infelizmente entro na discussão um pouco atrasado. Mas tenhoa lgumas considerações a fazer. Quanto ao André Matarazzo; participei do 12 EWD em Recife e o que percebi foi que, além de conceituais, todos os sites que ele (entenda-se Gringo) desenvolve são apoiados por outras mídias e principalmente são de marcas fortes no mercado mundial, na maioria dos casos. Ok! Ele defendeu o uso do Flash como se fosse o próprio criador do mesmo, e todos sabemos os problemas com usabilidade ( em certos casos) e acessibilidade que o uso demasiado provoca. Agora, não esqueçamos da mídia espontânea que essa inovação de valor causa, em blogs, jornais, tv ou qualquer outro meio. Então, mesmo que indiretamente a informação, ou site no caso, chega ao seu target com enorme sucesso. Agora o ponto chave pra mim é a integração das mídias, o uso correto das estratégias de marketing que utilizamos. Não adianta ficar pensando só pra web ou só pra tv, jornal, etc. O usuário-consumidor está inserido num universo bem maior. É óbvio que orientei um pouco o foco para comunicação em si, mas não vejo nenhum problema, já que trabalhamos estimulando os sentidos, e uma bela produção que interaja com quem a utiliza facilita a mensagem passada, caso ela seja consistente. E olha que nem falei sobre a mobilidade da Internet, e-mail marketing, CRM e outras “cositas más”! Acho que podemos discutir isso em outro tópico! Abraço a todos!

  12. Rafael Dourado Says:

    “Essas poucas pessoas que não estão acostumadas, é como falei logo acima, aprendam engatinhando”

    Adriano, não são poucas pessoas. São a maioria. Quem trabalha com tecnologia e que gosta dela somos não, não todo mundo. A grande maioria não consegue usar um caixa eletrônico direito. E a culpa não é delas, mas do caixa que, por mais simples que pareça, continua difícil.
    E outra, ela não aprendem engatinhando. Simplesmente não aprendem porque a vida delas sempre funcionou sem aquilo ali. Podem até aprender depois de muito esforço a pagar uma conta pelo caixa, mas daí para pagar pela internet é outro sacrificio. É só ficar uns 20 minutos numa fila de banco. Quase todo mundo ali é pagando conta. Na minha lógica tecnológica isso não faz o menor sentido, mas aquelas pessoas não são minoria. Nós somos.
    Ainda faltam bons anos para uma geração já acostumada com tecnologia se torne economicamente ativa no Brasil. A discursão sobre público-alvo pode até partir para o fato de que “sites para adolescente e crianças podem usar trocentos recursos visuais, pois elas estão acostumadas”. E isso é verdade, mas quantos trabalhos no mês você pega para esse público? Raríssimos.
    Nós não trabalhamos para crianças jogadoras de videogames, mas para adultos que bancam sua empresa ou seu emprego e que precisam enxergar o texto escrito com facilidade e achar a informação que quer sem a habilidade de quem destroi um pixel no Counter-Strike.
    O iPhone tem aquela banca toda porque além dos recursos, é fácil de usar. O mesmo com o MacOSX, o Google, Gmail, Youtube e, pelo que me parece, o Surface também. Eles são o que são por, dentro outras coisas, serem fáceis de usar.
    Raras exceções são sites em flash fáceis de usar. Este é um, e sempre o cito como excelente exemplo de bom uso do flash. Mas conto nos dedos bons exemplos assim.

  13. Adriano Aguiar Says:

    Até intendo seu ponto de vista Rafael, mas em nenhum momento gosto de defender algum recurso Web, falo apenas buscando uma maneira sensata, faço o que se torna mais viável para um retorno desejado. Em relação a forma “aprendam engatinhando”, posso ter me expressado de uma forma meio precipitada… mas me baseio com a facilidade e acesso à informação, considero por ter passado um bom tempo dando treinamentos e lidando com pessoas de todos os níveis de conhecimento que imaginar, analisei que mesmo muitos não sabendo até mesmo salvar um arquivo em disquete, tinham interesse em navegar, desses muitos que navegavam, sempre tinha orientação de uma pessoa, isso demostra o esforço em busca de soluções, então considero que a prática é a melhor amiga nessas horas. Vejo que você tem uma grande preocupação com fatores em acessíbilidade, pois “…mas para adultos que bancam sua empresa ou seu emprego e que precisam enxergar o texto escrito com facilidade e achar a informação que quer…” acredito que devemos trabalhar em cima de resultados, um bom caminho é através do Benchmarking > http://pt.wikipedia.org/wiki/Benchmarking, enfim… acredito que tudo em seu tempo.

  14. Rafael Dourado Says:

    Você citou pessoas que estão interessadas e acabam aprendendo. Eu também dei aula em cursos técnicos e agora começo a dar aulas de extensão em faculdades e é claro que se alguém vai parar em um curso do tipo, a boa vontade se tem. Mas eles não são regra nem de longe. Cito novamente o exemplo do caixa eletrônico. Tenta pegar uma fila com 5 pessoas na sua frente num caixa eletrônico. Praticamente todas elas só vão fazer um saque… quanto tempo cada uma demora?
    Brasileiro gosta de tecnologia, mas não necessariamente sabe lidar com ela. Mas é obrigado a fazê-lo. Imagine você ter que lidar com algo que você não conhece de maneira forçada.
    Benchmarking é uma prática extremamente comum no Brasil, pois supostamente libera os custos de uma pesquisa bem feita de mercado e de aperfeiçoamento de um produto, pois se baseia em um produto já vencedor em outras praças. Mas nem sempre funciona, já que a cultura de cada local é diferente. Não estou dizendo que não funciona, claro. Temos vários exemplos de sucesso, como o Camiseteria, por exemplo.
    Concordo com o “tudo em seu tempo”. Tanto que disse que “ainda faltam bons anos para uma geração já acostumada com tecnologia se torne economicamente ativa no Brasil.” Até lá, não adianta sonhar. Temos que fazer coisas que PELO MENOS PAREÇA ridiculamente simples.

  15. Zeca Says:

    conversa pra boi durmir isso ai tudo…

  16. Zeca Says:

    vão trabalhar, melhor que ficar enrrolando ovo no msn, discutindo o sexo dos anjos.

  17. tihopilik Says:

    Hi

    I can’t be bothered with anything these days, but shrug. I just don’t have anything to say recently.

    Bye

  18. EMANUELLE Says:

    COMO EU FAÇO PRA COLOCAR O SITE QUE VOCE INDICOU

  19. Rafael Dourado Says:

    Qual?

  20. marcio Says:

    Em casa eu uso o linux, e sobre o swf (utilizando o firefox), o mouse não tem o wheel.. não consegui navegar em um ou dois sites apresentados no texto por conta disso, e vira e mexe prejudica minha navegação, ainda ele não existe flash transparente (pro caso de conteúdos mesclados), e muitos dos comandos de popups internos à página não funcionam (fechar por exemplo), o que torna impossível a leitura do site (não q eu culpe o flash pelo bug do FFlinux, mas deixe eu terminar de opinar).
    Acho q a experiência do usuário com o site é muito mais importante q o impacto no portfolio, e a meu ver, a animação é o caminho mais fácil a ser seguido quando se quer impressionar (animação impressiona até bebês).
    Vejo que o real desafio do designer (projetista) ou webdesigner (projetista de web) é criar mecanismos intelegíveis de informação, seja numa garrafa de coca cola, ou num site, pois se ele é capaz de criar impacto o cliente sem swf’s, pode se dizer q ele é superior.
    Já é possível até prover diversas animações via javascript (linguagem “ressucitada” pelo ajax) através de frameworks como o scriptaculus, o symphony, lida nas mais diversas mídias e principalmente pelos bots. Estas implicações seriam interessantes por exemplo, em modelos de comercio eletrônico drag-and-drop (como apresentada no próprio exemplo do symphony) e tudo de acordo com o DOM. É algo que só acrescenta em questões de usabilidade.

    Temos q ver ainda que a web evolui. A Web 2.0 já está aí apesar de muitos caducos falarem dela como apenas uma bolha. Ela é apenas o conceito de COMPARTILHAMENTO DE INFORMAÇÃO, motivo pela qual a internet foi CRIADA, sendo nada mais é q a volta às origens, renovação da estrutura que cresceu desorganizada.
    Voltando ao flash, a internet é antes de tudo DINHEIRO. O meu, o do dono da empresa, o dos funcionários da empresa. Optar por não ser lido pelo Google é optar por afirmar q seu conteúdo não é importante ou relevante, e pior, um total desperdício de DINHEIRO, pois o google é mecanismo de divulgação global mais barato que existe. Tão logo o flash só seria interessante para grandes empresas, com orçamentos de divulgação bem folgados (já ouviram que fazer publicidade com dinheiro é fácil?). Indo por esse lado, o flash poderia ser também lido como uma cara “pirotecnia for web” dito que não indexável, ele é 100% dependente de outros mecanismos de divulgação. O site institucional, que primordialmente deveria ser um vendedor (acessível de todas as formas, pro-ativo, agradável e principalmente claro), passa a ser um outdoor (onde o conteúdo fica exclusivamente em determinado endereço, e depende da boa vontade do usuário pra se vender, ou de alguém de bobeira).
    Principalmente nos dias de hoje, não temos tempo a perder. Há aplicações legais para o flash, mas em ambiente desktop, pq na web, sinceramente, se não foi, ele será enterrado com os “fazedores de site”.

  21. marcio Says:

    Antes q um espertinho fale “mas ninguém usa linux”, eu digo: - outro trambolho com muita funcionalidade, que o usuário perde tempo pra aprender a usar. ;)

  22. Rafael Dourado Says:

    Concordo plenamente, Marcio. Mas gostaria de acrescenter uma coisa que aprendi nessa conversa.
    O Google não é a única forma de divulgação barata para um site em flash. Mesmo sem contar com inserções na mídia tradicional e mesmo peças de branding como fullbanners, uma coisa é capaz de propagar um site em flash: buzz.
    O próprio Matarazzo fez isso muito bem no lançamento da Gringo. Era um site em flash de uma agência que não tinha nenhum cliente. Mas a idéia dos vídeos brincando com o ambiente corporativo e a possibilidade do próprio usuário divulgar os vídeos e o site por e-mail gerou buzz e a visibilidade adequada ao site.
    Claro que como toda publicidade, isso teve vida curta. Tanto que essa versão do site sequer existe mais. Para um site em flash ter vida longa, considero o Google indispensável.
    Por isso defendo o uso do flash para uso publicitário. Como uso cotidiano, continua sendo um saco.

  23. marcio Says:

    Talvez com um maior aprofundamento na integração com o xml diminua-se o problema, né?
    Concordo tb q a vida de um site em flash é bem mais reduzida, mas ainda penso se compensa trocar a idéia dos permalinks por algo não indexavel. Pois cada vez mais as grandes empresas tem pensado na interatividade com o usuário, acho que podem existir alternativas mais inteligentes de publicidade voltada à colaboratividade, mas infelizmente não tenho exemplos pra postar, especulando se até isso já existe. Mas no futuro com certeza haverá.
    E com certeza não existe o google, mas os mecanismos de divulgação estão evoluindo nos moldes, pois é o gigante que dita as regras da internet atual juntamente com a w3c. Ao ignorá-los, pode se optar por associar a marca à singularidade, ou simplesmente ser esmagado pela maré.
    O flash em si, é uma alternativa que só gera mais trabalho, e mais custo, tanto para se manter qto pra se divulgar, não esqueçamos que inserido nesse contexto, vale a inflação do custo na fase do planejamento, mas principalmente na execução da campanha. Não é só $, mas tb hora/profissional, e muito tempo de negociação de parcerias, na era q estamos, o tempo vale cada vez mais. Publicidade é divulgação, e por mais que existam exemplos atuais de sucesso, talvez não seja justamente o motivo de fracasso na atuação de um cenário futuro. Se o swf tornar-se público, talvez a representatividade dele fosse realmente formalizada, ao se lido por indexadores. Antes de tudo, a computação é automação, e sempre vai evoluir através dos scripts dos bots.

  24. Davi Says:

    1 - “Google, Orkut, Gmail, Flickr, YouTube, Delicious, Netvibes, internet banking”
    Eles são os mais acessados porque prestam serviços.

    2 - Site do Gringo
    Caso seu mouse parasse de funcionar era só apertar Shift 5 vezes e ativar as teclas de aderência do teclado, daí você usaria o Num Pad pra navegar usando o ponteiro do mouse, procure conhecer as funcionalidades do que você usa, mesmo que seja apenas uma cafateira, é bom saber quais as utilidades da mesma.

    3 - Sites pesados.
    Se seu computador ficou lento ao abrir o site “alguma coisa está errada…”. Com certeza, o seu computador. Se você quiser voar de jatinho você paga um jato, se você quiser abrir um site pesado, você paga um computador decente e internet (sai até mais barato que o jato.)

    4 - “Video Games”
    É importante lembrar o conceito de “video” e o conceito de “Games”, e das 2 palavras juntas. Caso vocês não saibam se refere a jogos eletrônicos em geral, e a estrutura de um video game atualmente, é bem parecida com a do seu computador, e tem também acesso a internet.

    Resumindo…
    É por conta das pesquisas utilizando o flash, etc. Que temos as opções de interatividade atualmente. Mesmo o youtube sendo UM site, como vc mesmo disse… Sem as pesquisas em torno do flash ele nunca seria possível. E por aí vai… Cara… pesquisa, estuda.. num fica nessa de criticar, tenta aprender algo novo. É sempre bom pra quem trabalha com tecnologia.

  25. Rafael Dourado Says:

    Davi:

    1- Serviços que por algum motivo não são em flash.

    2- Eu conheço esses recursos. Mas nem todo mundo é obrigado a conhecer. E lidar com usuário é lidar com pessoas diferentes com conhecimentos diferentes, necessidades diferentes e habilidades diferentes.

    3- Primeiro é a Microsoft querendo forçar a troca de computador pra usar o produto novo deles. E agora é webdesigner querendo que eu troque minha máquina para acessar o site dele. É muita gente agora querendo dar pitaco no que eu fazer com o meu dinheiro. Eu não posso simplesmente querer acessar um site? E ainda dizem que internet é democrática.

    4- E…?

    5- Eu dou aula de flash, eu estudo flash e eu trabalho com educação a distância em uma das maiores universidades do estado exatamente usando flash. Mas críticas são utéis para fazer uma coisa melhor. Conhecer os defeitos é tão importante quanto conhecer as qualidades.
    Além disso, tecnologia não existe para técnicos, mas para pessoas normais tirarem proveito dela. Procure conhecer mais pessoas e respeitá-las em vez de apenas criticá-las. É sempre bom até para quem trabalha com tecnologia.

  26. Davi Says:

    Cara, eu não sei de onde tu tira alguns dos teus argumentos, não sei mesmo. Mas vai lá, tenta vender um site “não-flash” pras campanhas da pepsi.

    E muitas das opções versáteis de programação em outras linguagens, que não sejam o flash, só são possíveis pela tentativa de fazer tão bom quanto.

    Existe uma série e efeitos que influênciam na evolução natural das coisas… até porque, foi necessário a muito tempo atrás, ser inventado a roda para hoje termos carros…

    Não se trata de conhecer as pessoas e respeita-las. Estou exibindo meu ponto de vista sobre o assunto e dando o meu “pitaco”. Além do mais, quem é você pra falar de respeito: “nem desse doidim do Nielsen eu gosto…. eheheh” ?!

    Assim, faço das suas palavras as minhas.

  27. Rafael Dourado Says:

    Um site não-flash pra Pepsi? Que tal esse aqui: http://www.pepsi.com.br/

    Mas como cheguei a dizer nos comentários, não sou contra o Flash e muito menos o considero a “evolução da roda”. Só o vejo como um recurso extra que deve ter seu uso justificado assim como qualquer outra coisa que gaste tempo e dinheiro para se produzir. Sites cuja base seja a informação (como o exemplo da Pepsi), não têm sentido ser em flash, pois ele limita a divulgação dessa informação. Sites publicitários que explorem o branding (como http://pepsi1.tempsite.ws/airguitar/?arq=, só para ficar ainda no exemplo da Pepsi), aí sim justificam o uso e abuso do flash.

    O seu 2º “pitaco” foi sim mais civilizado, diferente do 1º. E você está certo sim quanto ao que eu disse sobre o Nielsen, mas enganado quanto a minha intenção. Mas também, quem mandou eu colar uma conversa informal tal qual foi dita?

    E eu que pensei que essa polêmica já tinha sanado por aqui…

  28. Davi Says:

    É, só para deixar claro, foi exatamente o que eu quis dizer quando eu falei: “…um site ‘não-flash’ pras campanhas da pepsi.”. Leia-se CAMPANHAS da pepsi.

    Agora sim você foi claro no seu pensamento.

  29. Davi Says:

    Entendidos! (y)

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