Complicando o simples
por Rafael Dourado - 22/05/2007Vi no Ivo Gomes uma pesquisa feita pela Universidade de Arte e Design de Budapeste que testou o grau de reconhecimento de determinados símbolos em comparação a outros, identificando, assim, que símbolos eram mais facilmente (ou intuitivamente) reconhecidos. Todos eles se aplicam no cotidiano como sinalização de banheiros, telefones, restaurantes, balcão de informações ou proibido fumar.
Analisando os resultados pode-se perceber que símbolos mais simples sempre são mais facilmente reconhecidos. O de banheiro, por exemplo, quando tratado de forma mais literal, com silhuetas realistas, tornou-se quase irreconhecível em comparação ao tradicional. Claro que o tempo de existência dos símbolos tradicionais também influencia (eles foram desenhados entre 1974 e 1979), mas me parece que Alexandre Wollner nunca esteve tão certo.
Ah! Há uns meses eu e meus amigos que postam no Netlus fizemos um vídeo de uma situação ocorrida na Pizza Hut. A sinalização do banheiro feminino de “não jogue absorvente no vaso” estava dentro do banheiro masculino. Juro que passei uns 10 minutos (o álcool me deixa lento :D) sem saber em qual banheiro estava.


23/05/2007 • 17:47
A que parte da entrevista do Wollner você se refere, Rafael? Ou usou o link apenas como ilustração.
23/05/2007 • 18:01
Usei mais como ilustração, mas vale destacar o final da entrevista:
23/05/2007 • 18:03
Apesar de que, essa onda Web 2.0 começou a simplificar mais as coisas. Em partes, já que muita gente usa Ajax meio na doida. Mas disso não se tem como fugir.
24/05/2007 • 9:58
Concordo plenamente com o Wollner que webdesign tem que ser descomplicado mas o que eu mais vejo em se tratando de sites que seguem a estética WEB 2.0 são “mesmices”. Um design chato, acomodado e aborrecido, lembrando até mesmo uma época inicial da rede quando havia carência de recursos para se fazer algo melhor. Atualmente há uma semi-diratadura dos usuários, de se pensar como o usuário, de querer entender o usuário, de acessar o W3C zilhões de vezes e autenticar a codificação porque ó usuário ganha com isso… Ok, ok… isso é bom! CLARO! Mas vamos com calma, gente: descomplicar para o usuário não é chateá-lo. Descomplicar que o “ômi” falou é outra coisa.