Como evitar LER e dar um nó no juízo ao mesmo tempo
por Rafael Dourado - 25/06/2007Quem trabalha muito com computadores com certeza já sentiu ou sente dores freqüentes no pulso. Nunca pensou que pudesse haver algo mais de errado além do seu jeito torto de sentar e sua cadeira improvisada?
O modelo de teclado que usamos atualmente ― conhecido como QWERTY, em referência às 6 primeiras teclas da 1ª linha ― foi desenhado para digitarmos mais devagar. Os primeiros modelos de máquinas de escrever eram muito frágeis e a mudança do modelo DVORAK ― modelo original adaptado para o inglês ― para o QWERTY passava a impressão de fácil uso, pois era possível escrever typewriter somente com teclas da 1ª linha (tinha quem caisse nessa história).
Ora, se hoje quase todos os teclados são resistentes basta voltarmos a utilizar o DVORAK, certo? Não, pois teclamos em português e precisamos de um teclado pensado para a nossa língua.
Pensando nisso, Ari Caldeira resolveu criar um modelo adaptado à nossa língua baseando-se nas seguintes condições, em ordem decrescente de importância:
- Assumimos que o digitador tecla usando os dedos corretamente, ou seja, digita como se aprendia nas escolas de datilografia, e não cata milho nem digita só com o indicador e o médio;
- Desse pressuposto, consideramos que é mais fácil digitar as letras na linha central do teclado, onde os dedos já repousam por natureza. Em seguida, em ordem decrescente de facilidade, vem a linha superior, a inferior e a numérica;
- A carga de digitação de cada dedo tem que ser proporcional à força desse dedo: os mais fortes, maiores e flexíveis, o médio e o indicador, devem ficar com uma carga de digitação maior do que a que fica com o anular e o mínimo. O mínimo deve ficar com o mínimo possível, principalmente o da mão direita;
- A mão direita, além da digitação, cuida do “Enter”, do “Backspace”, das setas direcionais, do teclado numérico, sem falar no mause. Dessa forma, considerei que é melhor balancear o mais igualmente possível a carga de digitação entre as mãos, e talvez até manter esse balanceamento ligeiramente penso para a esquerda, já que normalmente a mão direita trabalha mais de que a esquerda;
- É mais fácil e rápido digitar alternando as mãos, ou seja, se um toque é dado com a mão esquerda, o próximo deveria ser com a direita, e assim por diante;
- Quando o princípio acima não puder ser aplicado, ou seja, 2 toques têm que ser dados com a mesma mão, é melhor que eles:
- Não sejam dados com o mesmo dedo;
- Sejam dados com um movimento “de fora para dentro”, com o primeiro toque sendo dado pelo dedo mínimo, por exemplo, e o seguinte pelo médio ou indicador. Esse tipo de movimento é o mais natural para nossas mãos: experimente tamborilar na mesa com os dedos; com certeza você vai começar com o mínimo e terminar com o indicador.
O resultado:

Eu já estou treinando há 2 dias e ainda estou sofrendo um pouco. Nunca demorei tanto para conseguir escrever um post, mas espero estar melhor em pouco tempo. Se tudo der certo, faço um programinha para treino.
Quem quiser ao menos conhecer, baixe o driver para seu sistema operacional e boa sorte.

25/06/2007 • 13:04
Pô…depois de 13 anos mexendo em computador, acostumar com a mudança de layout do teclado ia ser difícil.
25/06/2007 • 14:56
Mas só assim pra eu conseguir mais uns 13 anos. hehehe.
Meus dedos estão já pedindo arrego.
02/07/2007 • 14:58
Uma excelente idéia! Concordo plenamente com esse padrão de layout desenhado exclusivamente para nossa lingua. Acredito que seja uma maneira mais confortável e rápida para digitarmos.
01/10/2007 • 23:23
gostaria de saber qdo se aciona tecla mauscula tambem é considerada como toque bruto?