Archive for the 'Usabilidade' Category

A primeira entrevista a gente nunca esquece

por: Rafael Dourado - 15/01/2008

Leonardo Fontes voltou a exercer seu papel de Marília Gabriela da blogosfera e está novamente entrevistando um monte de gente. E como amigo é pra acudir outro, fui o primeiro da fila!

Serão várias entrevistas sobre um assunto de cada vez, começando por usabilidade e acessibilidade. Confira a entrevista, com direito a foto tosca e gagueira!

Alternativa Web, primeiramente.

por: Chico Neto - 02/10/2007

Público menor e coquetel menos expressivo foram notáveis em relação ao primeiro evento realizado pela Exista. Também chamou a atenção a melhoria significativa em todo material de divulgação do encontro, além das belas assistentes de produção e da bela pasta com verniz uv total, impressão no verso e faca de corte especial da Agência Exista.

Tabeless e Microformats foram os temas abordados nas duas primeiras palestras do Alternativa Web. Mas antes, o assunto foi o Twitter, que promete ser a próxima grande mania da internet.

Diego Eis, da Visie, apresentou as vantagens do uso do Tabeless e dos padrões W3C no desenvolvimento de websites. O palestrante defendeu que o uso das folhas de estilo (CSS) e dos “padrões web” de acessibilidade tornam o trabalho de toda cadeia produtiva de produtoras web, do diretor da empresa ao designer de interfaces, mais célere. E excedente de tempo é excedente de dinheiro.

Diego aproveitou o microfone para brincar com o público, falando mal de tabelas, do dreamweaver, do fireworks, do internet explorer e declarar seu amor ao firefox e seus widgets. A grande mensagem do palestrante, sem dúvida, foi que não conhecer semântica da linguagem de códigos-fonte mostram um analfabetismo do profissional com a linguagem de produção web. Por isto, o Eis condena os softwares WYSIWYG (What You See Is What You Get).

Para falar sobre acessibilidade e desenvolvimento de sites, Eis usava recorrentemente a deficiência visual de usuários, o acesso à internet através do celular e a própria mãe como exemplos. Nos bastidores, a piada afrodescendente (porque “piada negra” é politicamente incorreto) foi que, talvez, a mãe do palestrante fosse cega e viciada em aparelhos celulares. Maldade.

Já a palestra de Tiago Dória sobre Microformatos foi rápida. Em pouco mais de meia hora o convidado apresentou bem o conceito de microformatos. Dória falou sobre as oportunidades de interações entre websites proporcionados pela inscrição de linhas de código coplementares (microformats) nos códigos dos sites.

Porém, ao ser questionado sobre a funcionalidade, hoje, dos microformatos, Tiago foi sincero. O palestrante disse que, atualmente, as funcionalidades são limitadas, principalmente, pela incapacidade dos atuais navegadores em reconhecer tal tecnologia. A compreensão dos microformatos estará presente, apenas, na próxima versão do Firefox (que hoje já pode acessar microformats, a partir da instalação de adds específicos). A resposta causou frustração no público e desinteresse pelo tema, causando o final precoce da segunda palestra.

Mas é bom reportar que os microformatos serão, possivelmente, uma das tecnologias responsáveis pela futura organização e integração de conteúdos e ferramentas de interação dinâmica das novas mídias. Por isso, geek ou não, quem sair na frente pode de dar muito bem. Se Dória previu o acesso e uso global aos Microformatos para os próximos cinco anos, vale lembrar que na internet, as coisas caminham mais depressa que pensamos.

Final de primeiro dia de Alternativa, os amigos sairam para um after hours com os convidados. E eu fui pra casa, porque alguém aqui tem que trabalhar. Só não sei o porquê de ser sempre eu. Tudo eu.

Explique que designer não é webdesigner.

por: Chico Neto - 31/08/2007

Existe um livro que eu gostaria de conhecer. Você pode ajudar-me, indicando-o. Juro que faço um extenso texto, aqui no Netlus, sobre a publicação, caso ela exista de verdade. Sim. Este é um post em forma de apelo.

Estou aqui para falar que designer não é webdesigner. Nem o contrário. Mas disto eu já sabia. Possivelmente, você também. Acredito que sim.

Rafael já vem publicando alguns textos sobre as peculiaridades que fazem o dicurso visual para a internet ser diferente daquele pensado para o meio impresso. Sem falar nas nossas conversas sobre este assunto. Aliás, segundo o instituto datafoda-se, este é o assunto favorito do Dourado.

Só que eu tô afim mesmo de conhecer e ajudar a construir uma publicação que compilasse informações como “como conhecer um designer se passando por webdesigner”, “não me peça um folder para internet”, além - é claro - de um discurso realmente inteligente da relação dos conceitos do design com a linguagem de folhas de estilo. Ou seja, falar de tipografia, suportes, cores e os outros conceitos de design, acrescentando aí o conceito de usabilidade, numa linguagem que tornasse possível aos designer entender melhor webdesigners.

É uma pensamento que, pessoalmente, faz todo sentido. Que, na verdade, pra mim vai virar doutrina obrigatória e cotidiana em breve. É o que justifica, por exemplo, o Adobe InDesign compreender a liguagem CSS. Conceitos que eu pude ver, rapidamente, discutidos em alguns textos e livros como o “Pensar com Tipos”.

Porém, não achei um site ou livro com este foco. Com a missão de levar isto até as últimas consequências (como diriam alguns retóricos do apocalipse). Então, repito o apelo (ou desafio, para alguns). Tô aqui para solicitar sugestões de publicações impressas e digitais feitas para aqueles designers do meio impresso que querem compreender melhor o universo online da produção visual.

SOS.

Acessibilidade

por: Rodrigo Coifman - 30/05/2007

Durante as minhas aulas, palestras e conversas sobre web, nunca deixo de falar desse assunto tão importante e ainda tão esquecido. Acho que as empresas e os profissionais precisam entender que desenvolver um site acessível não é nenhum luxo mas uma necessidade. Não falo isso só para os sites serem acessíveis por deficientes físicos, mas por outros dispositivos (celular, handheld, televisão, microondas, geladeira, caixa de fósforo…).

Achei nota dez a iniciativa da Acesso Digital de produzir um vídeo que explica tão bem esse assunto:

Dicas

Caso você queira desenvolver um site acessível, não produza:

  • Sites em Flash.
  • Teclados Virtuais dos Bancos.
  • Imagens no menu sem descrição de texto.
  • Falta de um menu de navegação para pular para o conteúdo no início da página.

A importância de uma p4DronlZAÇã0

por: Rodrigo Coifman - 28/11/2006

Este assunto apesar de ainda está na moda, poucos são os que conhecem os verdadeiros motivos de uma padronização no desenvolvimento web. Nas aulas que tenho ministrado, trago este assunto em discussão frequentemente e os alunos aprendem a sua real importância. Eis alguns aspectos:

Valorização Profissional:
Poucos profissionais nessa área têm o cuidado preciso e suficiente com suas tarefas. Isso na maioria das vezes reflete em todo o trabalho. Quando você mostra-se preocupado em aprender sempre afim de evitar problemas, aumentam as chances de você pertencer a um grupo seleto de profissionais que o mercado absorve com a maior facilidade.
Velocidade e Diminuição de Tráfego:
Uma página que adota os padrões consegue diminuir seu espaço armazenado por que evita a redundância, isso quer dizer que não preciso utilizar o mesmo código repetidas vezes para obter um mesmo resultado.
Acessibilidade:
Engana-se quem pensa que desenvolver um site acessível é apenas para deficientes visuais. Muitas pessoas têm dificuldades sérias ou total impossibilidade de usar o mouse. Além dos cegos, pessoas com problemas de coordenação motora, mal de parkinson, paralisia cerebral. E não podemos deixar de comentar usuários que acessam sites em outros dispositivos que sejam diferentes do PC (celulares, handhelds, leitores de tela etc.)
Apareça no Ranking das Ferramentas de Buscas:
Sabemos que vivemos na era da informação. E decorar mais um endereço de algum site se torna uma tarefa praticamente impossível. Então, saiba que uma significativa parte de acessos de um site vem de uma possível busca no google por exemplo.
Facilidade na Manutenção do seu código:
Já ouviu falar naquela expressão: “Encontrar agulha no palheiro!”.Um código “enxuto” e com semântica torna mais simples qualquer manutenção.
Integração Tecnológica:
A linguagem XHTML é fruto de uma evolução do antigo HTML e desenvolvida pela W3C. Ela é totalmente compatível com o XML (linguagem de integração de dados na web), e com isso não me importa que dispositivo,linguagem ou sistema acessa essa informação.

Caso você queira desenvolver um site assim tome nota do que não pode faltar.

Fast buy

por: Saulo - 10/11/2006

Relatório da Akamai Technologies revela que consumidor americano espera no máximo 4 segundos pelo carregamento de um site de varejo e em seguida parte pra outro. A pesquisa revelou ainda outros motivos que atrapalham as compras do consumidor eletrônico.
Emarketer (em inglês)

Nos meus testes com banda larga (adsl 256k) hoje:

Submarino.com.br: 14s
Extra: 15s
Fast Shop: 16s
Pernambucanas: 16s
Americanas.com: 18s
Magazine Luiza.com: 25s
Shoptime.com: 30s

A intenção não é comparar nosso varejo online com o americano, mas alertar para o efeito negativo que a lentidão no carregamento pode causar. É bom que os sites nacionais comecem a se preparar para a correria das compras de fim de ano.
Seja sincero, quanto tempo você espera?

Flash é para poucos

por: Rafael Dourado - 16/10/2006

Muita gente me pergunta porque eu não gosto do Flash. Na verdade, eu até gosto, o que eu não gosto é a forma como os desenvolvedores o utilizam, nem da postura da Macromedia/Adobe em relação a ele.

Esta discusão é mais velha que o rascunho da bíblia, tanto que o primeiro artigo do mestre-da-usabilidade-e-pirado-de-plantão Jacob Nielsen sobre o assunto é de 2000. Porém, até hoje escuto, com certa freqüência inclusive, alguns absurdos como “Flash é o futuro”, “por mim, tudo era em Flash” ou até “não existe arte com regras“.

Bom, vou começar xingando a mãe: a Macromedia. Apesar de ter crescido muito até ser comprada pela Adobe, essa empresa foi responsável por difundir o conceito da “ferramenta milagrosa”. Seus inovadores programas se tornaram sinônimo de suas funções. Ou seja, não é preciso aprender a criar sites ou desenvolver uma boa RIA, mas aprender a usar o Dreamweaver e o Flash.

Este é um pensamento errado e até perigoso para o desenvolvedor. Afinal, o Flash já encontrou um concorrente para aplicações ricas, o AJAX, e o Dreamweaver deixou de ser um bom programa já faz uns 3 anos (O beta 1 do Microsoft Expression consegue ser mais estável que o Dreamweaver). Se o Google lançar um produto semelhante - online e grátis - então, adeus Dreamweaver. E o desenvolvedor que não estudou outra coisa vai fazer o quê? Gastar mais R$ 2.000,00 em outro curso para aprender tudo denovo.

Dentre os inúmeros problemas do Flash:

  • Geralmente é mais pesado;
  • Inacessível a todos os usuários;
  • Incentiva o abuso visual;
  • Não separa apresentação de programação;
  • Ignora fundamentos básicos da Web;

PESADO

Quem desenvolve em Flash há alguns anos sabe que é possível fazer um site mais leve que em HTML, porém, quantos conseguem? Se 90% dos desenvolvedores não o fazem até hoje, talvez o problema não seja com eles.

INACESSÍVEL

Internet é informação sobre tudo para todos e ponto final. Se você escreve uma besteira num blog é para o mundo inteiro ter acesso. Mas não só isso, QUALQUER PESSOA deve conseguí-lo. Isso inclui cegos, deficientes, apressados, nervosos, analfabetos digitais, daltônicos, surdos ou bocós em geral. Não é possível ter uma navegação perfeita pelo teclado com o Flash e nem leitores de tela conseguem ler seu conteúdo, por exemplo. Dizem que o JAWS consegue, mas ele é pago e quase ninguém no Brasil usa. O DOSVOX da UFRJ, que é grátis e nacional, não lê. O Google até tenta, mas não consegue ler nem metade. Só conseguiria com uma versão sem Flash, mas isso é totalmente Web 1.0.

ABUSO VISUAL

Pense bem… Quantas vezes você sofreu para achar o X que fecha banners sobre o site? Quantas vezes procurou barras de rolagem diferentes? Quantas vezes viu o cursor do mouse diferente e se movendo lentamente? Quantos tipos diferentes de “Loading” já viu? E quantas “introduções” você já pulou?

APRESENTAÇÃO X PROGRAMAÇÃO

Depois que um projeto está pronto e é necessário fazer alguma alteração no funcionamento, o programador e o designer têm acesso ao mesmo arquivo. Ou seja, eles têm que entender e até se meter no trabalho alheio. Isso também ocorria com HTML, mas os padrões web resolveram isso com HTML e CSS separados. O Flash até que separa arquivos .as para programação, mas qualquer alteração precisa compilar tudo denovo. E quem já não perdeu os arquivos fonte (.fla) e só ficou com os .swf na mão?

FUNDAMENTOS BÁSICOS

Botão “Voltar”, salvar imagem, busca de texto do navegador, aumentar tamanho da letra, copiar url de uma seção interna, bloquear imagens, identificar links visitados, nada disso funciona no Flash. A não ser que o desenvolvedor queria muuuito, o que nunca acontece.

Quer dizer que Flash é uma porcaria? Claro que não. Só que, assim como qualquer decisão a se tomar em um projeto, devem ser pesados os prós e contras para fundamentar a escolha pelo Flash. Sites de filmes, publicidade em geral, vídeos, CDs, jogos, charges, tudo isso pode ser bem aproveitado com o Flash. Mas sites completos? Se não tiver uma boa desculpa… é dar um tiro no próprio pé.