Archive for the 'Propaganda' Category

Criatividade na contra-mão do mercado

por: Saulo - 24/04/2007

Menna Barreto, o mais interessante dos publicitários que eu já li, escreveu uma vez num livro:

“Ter idéias, notadamente em propaganda, é descobrir relações novas entre coisas conhecidas.”

Aproveitando a carona da Bolero Comunicação, na prática é isso aí:

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Mamãe, quero ser cineasta

por: Rafael Dourado - 18/04/2007

Engraçado como algumas profissões de uma hora para outra se tornam “fáceis”. Antes, ser músico era uma coisa complicadíssima, até que inventam as mesas de som e todo mundo vira DJ. Ser designer era só para quem tinha o dom, mas com o computador todo sobrinho de cliente vira webdesigner. Óbvio que ser um bom músico e um bom designer ainda é difícil, mas é meio caminho andado.

Agora, a grande sensação do momento é ser cineasta. Com uma câmera na mão e uma idéia na cabeça você ganha o mundo (ou pelo menos o YouTube). Tanto é que duas promoções seguidas de videos caseiros foram lançadas: seleção sprite e festival de curtas neosaldina (ambos relacionados à MTV).

Parece que a MTV trocou os clipes profissionais por vídeos amadores, já que em ambas as promoções os vídeos ganhadores serão veiculados na emissora (mas no do Neosaldina você pode ganhar até R$5.000,00).

Quem serão os próximos Spilberg, Tarantino, Allen, Coppola…?

Viralzinho de um viral

por: Rafael Dourado - 06/04/2007

Vi esse vídeo da vm-people no blog do Luciano Ritta. Uma maneira didática e superficial de explicar marketing viral (propaganda viral ou seja lá o que for, foda-se Chico :P).

Para os menos familiarizados com a língua do tio Sam, segue a devida tradução (com pequenas alterações, já que eu não tenho as imagens):

Digamos que o que você faz da vida seja vender sabão.
Como você diria às pessoas para comprarem seu sabão?
Você poderia: tocar algumas campainhas e vender de porta em porta.
O que significa que você perderia muito tempo andando por aí tentando convencer as pessoas de comprarem seu sabão.
Desvantagem: quanto mais você quiser vender, mais você terá de andar.
Ou você poderia botar um outdoor gigante e rezar para as pessoas prestagem atenção para o que o outdoor diz.
Você também poderia gastar muito dinheiro e divulgar sua mensagem na TV.
O que, potencialmente, permite o acesso à uma GRANDE audiência, sem realmente saber se alguém do seu público está realmente prestando atenção.
Você também poderia escrever uma carta para um monte de gente e dizer-lhes o quão bom é seu sabão.
O que envolve um monte de selos caros e, enviando essas cartas, você provavelmente terá alguma resposta, o que não quer dizer que você venderá algum sabão.
Parece que vender coisas como sabão se assemelha a isso: uma agulha no palheiro.
Sugestão: e se você se concentrasse nos clientes que você já tem e os deixassem com o falatório?
Esses clientes falariam para seus amigos.
Eles fariam o trabalho de convencimento em vez de você.
Por que isso é melhor?
Porque quando amigos conversam entre si eles prestam atenção para o que dizem, e estão mais dispostos a acreditarem em suas opiniões.
Mais que em venda de porta em porta, outdoors, televisão, cartas
O que também economiza tempo, dinheiro, sorte, selos
O que faz a agulha no palheiro parecer maior.
Isso é o que chamamos de marketing viral.

Santa Tartaruga!

por: Chico Neto - 05/04/2007

Uma exibição que deixaria Michelangelo impressionado, se não fosse protagonizada por ele próprio e seus amigos Rafael, Donatello e Leonardo. O quarteto Tartarugas Ninjas Mutantes.

Estou falando da ação promocional (não vou chamar de Marketing, ok?!) realizada em São Paulo para promover o filme Tartarugas Ninjas. Em pleno cenário urbano, na movimentada Avenida Paulista, às 20h, interagindo com o cotidiano da segunda cidade mais populosa do mundo, uma projeção em um prédio simula um incêndio. Em meio às chamas, uma jovem pede socorro.

É quando surgem as Tartarugas Ninjas Mutantes para resgatá-la. Logo após a cena - encenada por animações tridimensionais - um telão exibe cenas do filme e, ao final, o endereço do site.

A exibição, e a admiração do público presente durante a ação, está no You Tube. Um admirável trabalho da Ginga que conseguiu, através de um conjunto de ações criativas de promoção publicitária guerrelheira, para promover o filme. Uma ótima solução frente à retirada dos outdoors da capital paulista.

Cowabunga!

Guanabara guerrilheira

por: Saulo - 02/04/2007

guanabara2.jpgA Expresso Guanabara é definitivamente a empresa que mais faz ações de guerrilha por essas bandas. E deve estar ganhando com isso, tanto que aproveitou a oportunidade do último apagão aéreo para emplacar mais essa. Modelos seguravam placas de recepção bem humoradas na área de desembarque do aeroporto de Fortaleza.

Note os nomes nas placas: Pedro Guerra e Moézio Fiúza. Você os conhece? Será que tinha a do Kleyton Mourão?

No Diário do Nordeste de hoje você lê uma notícia completa sobre essa e as outras ações de guerrilha da Expresso Guanabara.

Mais novidades no Google: Gmail paper

por: Saulo - 01/04/2007

gmail_paper.jpg E a turma do Google surpreende lançando mais um serviço sensacional, o Gmail Paper. A novidade veio para agradar aqueles que ainda não conseguiram se acostumar com o e-mail ou a era digital. Simples: agora você pode imprimir cópias do seus e-mails de graça (o custo é coberto por anúncios impressos na cor vermelha e em negrito nas costas do papel) e receber via correio.

Claro que isso não passa de mais uma das já tradicionais mentirinhas que o Gmail costuma contar no dia primeiro de abril. A última delas era sobre a caixa de correio sem limite de tamanho, acho que a maioria deve lembrar. Aproveitando a idéia postei a notícia como hoax propositadamente. Será que vai ter algum comentário?

Mais do que simples brincadeiras ações como essas ajudam a divulgar as marcas do Google e do seu serviço de e-mail sem gastar um só centavo com propaganda. Esse pessoal realmente entende de internet. Tanto que deve ler o Netlus, ou pelo menos os posts do Chico Neto :).

Webby hour nesta quarta

por: Saulo - 26/03/2007

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Esta semana acontece em Fortaleza mais uma edição do já consagrado webby hour, ou, pra quem não simpatiza tanto com esse nome, (assim como eu) happy hour web. O encontro acontece desde 2000 e reúne profissionais e interessados em internet e propaganda. O papo é sempre informal e agradável e os assuntos vão desde a última grande fusão da rede até o viralzinho da moda no youtube. Sempre militei por eventos do tipo, mas esse é especial por ser filho já que ajudo a organizar desde o primeiro. O dessa semana é iniciativa do Portal Verdes Mares.

Sem mais conversa por hora, quem quiser conferir é só aparecer na próxima quarta-feira, dia 28 de março, às 20:30 na Zug Chopperia (Rua Professor Dias da Rocha, 579, Varjota). Até lá.

E o shutdown day? Tá ligado?

por: Saulo - 24/03/2007

Como não aderi à campanha pude tranqüilamente ligar o meu computador hoje. Na verdade estava curioso pra saber quem estava por trás daquela conversa toda. Não vou discutir a causa que na minha opinião é completamente inútil, mas o site da campanha estava tão redondinho que tinha quase certeza que era coisa de marketeiro. E não é que era mesmo.

No final das contas, o movimentado shutdown day era mais uma ação de guerrilha na internet, dessa vez para o lançamento da National Laptop Foundation, uma organização sem fins lucrativos criada para “ajudar crianças pobres, idosos, médicos e escolas do terceiro mundo a terem acesso à internet, reciclando e recondicionando computadores velhos e quebrados.”

O site redondinho sobre o qual eu tinha falado foi substituído por uma tela onde o lançamento é anunciado ao lado de uma contagem regressiva de minutos até o fim do dia. O único link é para uma página de doações do paypal. Agora sim a coisa começou fazer sentido.

E agora José?

por: Saulo - 21/03/2007

Acho que precisaremos de mais alguns Alternativas para acender o estopim da mudança no nosso mercado. Longe de mim criticar o evento. Achei a iniciativa sensacional e os mais chegados aqui do Netlus podem até fazer prova dos meus esforços individuais pela sua realização. Acontece que por questões práticas a discussão que ele tem gerado não chegará aos ouvidos de quem faz a roda girar com a força necessária.

Não chega a ser um erro. Por instinto de sobrevivência, o maior número de ações de divulgação foi feito dentro das universidades, onde está o maior volume do público interessado. Fácil raciocínio: quanto mais inscrições feitas mais dinheiro para pagar as contas, com as contas pagas o evento se torna viável. Nada de errado. O problema é que com isso o mercado profissional é pouco impactado com a mensagem e a discussão, que merece espaço e dedicação, acaba não tendo a força necessária para gerar mudanças a curto prazo.

Desculpem o meu imediatismo, também concordo que é indispensável e tanto mais importante preparar a nova geração de profissionais (que inclusive já estão sendo naturalmente preparados) e que uma mudança cultural leva algum tempo para acontecer. Falo com a impaciência de quem bate de porta em porta em agências de publicidade e clientes há mais de 2 anos e sempre escuta que “a internet é a mídia do futuro”. A internet tem sim muito futuro, mas esse reserva um triste fim para quem tem ignorado o seu passado e insiste em não levar a sério o seu presente.

Falando nisso… também senti falta da presença dos colegas do mercado de internet. Tirando o Celso Portioli cearense (que na minha opinião tá parado a muito tempo) e o pessoal da Tropus, não lembro de ter visto ninguém de web. O risco para esses é ainda maior. Tomara que seja exagero meu e que eles estejam discutindo isso tudo em alguma mesa de reunião ou de bar por aí, mas me preocupa continuar vendo os mesmos sites, as mesmas soluções, os mesmos erros e o pior, as mesmas justificativas para tudo isso.

“A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?…”

Coca-Cola x Coca-Cola Zero

por: Saulo - 21/03/2007

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Parece batido, mas a receita é boa. Gere conteúdo a partir do seu produto, tempere isso com bom humor, coloque uma pitada de absurdo por cima e publique na web.

A Coca-Cola lançou o site cocacolazero.com pra reforçar a idéia do sabor da nova versão. A conversa é de que ela parece tanto com a original que eles resolveram processar eles mesmos por plágil.

No site você encontra até videos de reuniões onde atores tentam contratar advogados para darem entrada no processo, tudo feito com câmeras escondidas claro.