Archive for the 'Negócios' Category

A internet em números.

por: Mariana Fontenelle - 12/04/2007

Há algum tempo busco informações estatísticas de fonte confiável sobre o mercado de internet no Brasil para botar no meu projeto de conclusão de curso da pós-graduação.

Sabia da existência do Comitê Gestor de Internet no Brasil - CGI, mas para a minha feliz surpresa, eles tinham muito mais que apenas números de usuários.

Têm pesquisas atualizadas anualmente sobre tudo o que você puder imaginar. Passei a tarde viajando nas estatísticas. Apesar do número de domicílios com acesso a internet ter aumentado apenas 1,5% de 2005 (13%) para 2006 (14,5%), pensando no quanto isso representa realmente, é gente pra dedel.

Mas o que me surpreendeu mesmo foi a quantidade de empresas nordestinas que possuem website: 41,31%. Como eu já imaginava, a região com menor percentual.

É como eu sempre digo: devagar e sempre!

Ceará traz audiência para a internet

por: Rodrigo Coifman - 09/04/2007

Equipe do Portal Verdes Mares

No começo de 2000 recebi uma proposta de emprego para trabalhar no Sistema Verdes Mares. A proposta era interessante, pois a idéia seria criar um portal de conteúdo que tivesse um foco regional. Esse projeto, originalmente pensado pela globo.com, tomou proporções inesperadas. De lá para cá, crescemos muito em quantidade e qualidade do nosso conteúdo.

Orgulho-me muito de ter participado e ainda hoje contribuir para o sucesso da internet cearense. Nesse último mês chegamos a bater mais um recorde: 1,79 milhão de visitas mensais. Dentro da globo.com, só perdemos para dois portais regionais (o gaúcho RBS e o paranaense Tudo Paraná).

Foi publicado uma matéria no Diário do Nordeste contando mais.

Produtividade é proporcional à felicidade

por: Rodrigo Coifman - 02/04/2007

Admiro muito o tratamento do Google com seus funcionários. Eles oferecem alguns beneficios para os seus colaboradores:

  • Médicos
  • Alimentação (Comida de várias nacionalidades)
  • Lava Rápido (Carros)
  • Lavanderia de Roupas
  • Salão de Beleza
  • Salão de Jogos
  • Quadras e Campos Esportivos
  • Piscinas para Natação
  • Sala de Massagem
  • Academia de Ginástica

Além disso, dão liberdade para o funcionário ir trabalhar por exemplo de pantufas e com seu animal de estimação. Promovem ainda eventos que envolvem toda a família do funcionário e ainda eventos anuais. A empresa tem como filosofia “Work-Hard Play-Hard” que traduzindo em miúdos é “Você vai se divertir proporcionalmente ao que você trabalha”. É aqui onde queria chegar. Eu observo que as empresas cobram uma alto de índice de produtividade de seus funcionários, mas esquecem que eles são seres humanos e não robôs. Precisam de estímulos, possuem emoções, resistem a mudanças, erram, odeiam trabalhar sob pressão.

Estamos vivendo uma época de convencimento coletivo com frases formadas do tipo: “Emprego tá difícil”, “Tem muita gente formada querendo arranjar emprego de salário mínimo”, “Se você tiver um emprego agarre com unhas e dentes independente de te fazer feliz ou não”. Eu nunca concordei com isso. Apesar de não ter concluído meu curso superior, tive o privilégio de trabalhar sempre na minha área e ter um salário que muitas pessoas gostariam. Não estou aqui para contar vantagens, mas para com a minha experiência aconselhar aos que desejam o sucesso profissional. Se existe uma fórmula, uso a do Google. Estar feliz em todas áreas da vida.

Assistindo uma palestra do Abílio Diniz no Endeavor, confirmei o que já tinha lido antes a respeito do incentivo dentro das suas empresas ao esporte e a família. Ele disse que não tem interesse naquele profissional workaholic, pois sabem que dificilmente esses profissionais terão tempo para a família e para a diversão. Isso me lembra o exemplo de um amigo que montou uma granja. Ele montou sua empresa em uma região perto de um aeroporto. Sempre reclamava do baixo índice de produtividade. Depois de tentar de tudo, ele percebeu que o impacto do som causado pelas aeronaves, causavam stress as aves que por consequência não produziam ovos como deveriam.

Agora deixo uma pergunta para ser respondida nos comentários: “De que forma você sendo empresário incentivaria seus funcionários para obter mais produtividade na sua empresa?”.

Confira um vídeo contando um pouco mais sobre o Google Plex.

Por que reinventar a roda?

por: Rafael Dourado - 30/03/2007

Qualquer um que mergulha na internet diariamente sabe que nessa época de aplicativos opensource e Web 2.0 o mundo online já apresenta várias soluções prontas para problemas corriqueiros. Editar fotos, salvar e converter vídeos, organizar-se, criar fluxogramas, escrever um texto, criar uma planilha, criar apresentações e inúmeros outros aplicativos podem ser usados a custo zero ou quase zero.

O uso da inteligência coletiva é tão forte que até mesmo sistemas operacionais totalmente grátis são feitos. E, como não poderia deixar de ser, gerenciadores de conteúdo também. O Wordpress começou como um gerenciador para blogs, mas ganhou tanta força e tantos recursos com seus plugins e versões mais recentes que é pouco provável que você precise de algo além do que ele oferece para sites de médio porte. Vejamos os recursos mais usuais de um site: artigos e notícias, busca interna, editor visual de conteúdo, controle e cadastro de usuários, temas, upload de arquivos… Todos recursos nativos do Wordpress. “Ah, isso não é suficiente, pois preciso de galeria de fotos, indicação de artigo, inserir vídeos, antispan, gerenciador de publicidade, enquetes etc”. Tudo isso e outras tantas opções que você nem achou que precisava estão disponíveis como plugins, cuja instalação é mais fácil que empurrar bêbado em ladeira. Isso sem contar nas ferramentas que o Google oferece como e-mail online usando a interface do Gmail, um sistema de estatísticas sensacional e até mesmo uma busca exclusiva para o seu site.

Então, para que gastar um segundo que seja desenvolvendo algo que já existe? E o pior, cobrar isso do cliente! Se a roda já foi inventada, use-a. Não estou dizendo que ninguém jamais precisará de um CMS diferente. Sites de grande porte como portais têm necessidades próprias que justificam um gerenciador personalizado.

Coloque-se na situação do cliente. Ele contrata uma empresa para fazer seu site, e um determinado gerenciador é instalado. Depois de um possível mini-curso, ele começa a utilizar a ferramenta. Por qualquer motivo que seja, ele se decepciona com a empresa e resolve mudar. Lá vem outro gerenciador totalmente diferente, ou seja, mais tempo para aprender e se acostumar. Durante uma visita ao site do concorrente ele vê um recurso que adora e acha que tem tudo a ver com o próprio site. Solicita uma alteração à empresa, que envia um orçamento baseando-se no tempo de desenvolvimento vezes hora de trabalho e um prazo de 15 dias. Mais tempo perdido…

Ninguém gosta de perder tempo no trânsito, nem esperar um site carregar, nem aguardar a refoma da casa, e se você for asiático, nem esperar o peixe esquentar. Então por que desperdiçar o próprio tempo e do cliente fazendo o que já existe? Um único motivo poderia justificar isso: se for pra fazer outra roda, que seja a melhor roda de todos os tempos da história da humanidade. O Google fez isso com o Gmail, Michael Jordan com o basquete, os Wachowski com os filmes de ação e Steve Jobs com o walkman.

Nem todo mundo consegue essa proeza. Mas se for pra fazer… melhor fazer direito.

Desenvolvimento de uma Web Produtível

por: Rodrigo Coifman - 30/03/2007

A tecnologia se torna válida quando agrega e torna o processo o mais simples possível. A simplicidade ainda hoje faz diferença em um mercado agressivo, onde os prazos são quase sempre estourados. Quando criamos a Tropus, sabíamos que a tecnologia seria um ponto fundamental para oferecer resultados aos clientes. Porém, sabíamos também que a nossa capacidade produtiva era baixa (contávamos inicialmente com dois profissionais na área de produção direta) e precisávamos rentabilizar o nosso negócio.

Relembrando o Princípio de Pareto procuramos em nossos projetos priorizar as ações para colher os bons resultados. Encaramos a tecnologia como meio de chegar ao resultado e nunca como solução direta do problema. Isso não quer dizer que estamos desenvolvendo “qualquer coisa”, porém, ganhamos tempo pensando e planejando. Planejamento, personalização e estratégia são palavras infelizmente raras no mercado local. Não me assusto quando vejo o modelo ineficiente de alguns sites que apelam para o “Quem Somos”, “Fale Conosco” e “penso como um programador ao criar um Site” (brincadeira, isso foi caco meu!).

Existem milhões de ferramentas semelhantes ao Wordpress. Integráveis e com seus códigos abertos e bem documentados. Isso não quer dizer que estou apenas tentando ser produtivo e eficiente, mas me dedico a estudar cada uma delas para conhecer e adquirir uma inteligência no desenvolvimento. É a diferença entre saber como e onde usar.

Para quem quer conhecer ainda mais sobre Gerenciadores de Conteúdo, recomendo o Opensourcecms e a comparação entre os sistemas no CMSmatrix.

Webby hour nesta quarta

por: Saulo - 26/03/2007

webbyhour.jpg

Esta semana acontece em Fortaleza mais uma edição do já consagrado webby hour, ou, pra quem não simpatiza tanto com esse nome, (assim como eu) happy hour web. O encontro acontece desde 2000 e reúne profissionais e interessados em internet e propaganda. O papo é sempre informal e agradável e os assuntos vão desde a última grande fusão da rede até o viralzinho da moda no youtube. Sempre militei por eventos do tipo, mas esse é especial por ser filho já que ajudo a organizar desde o primeiro. O dessa semana é iniciativa do Portal Verdes Mares.

Sem mais conversa por hora, quem quiser conferir é só aparecer na próxima quarta-feira, dia 28 de março, às 20:30 na Zug Chopperia (Rua Professor Dias da Rocha, 579, Varjota). Até lá.

South Park e o Marketing de Relacionamento

por: Rodrigo Coifman - 23/03/2007

Sou fanático por esse desenho. Me lembro que há alguns anos eu e meus amigos de trabalho nos reuníamos para assistir a “vigésima” reprise da série na tv por assinatura. Acho muito bacana o enfoque dado ao enredo ao invés de abusos tecnológicos observados hoje em dia. Acho interessante como tudo começou na cabeça dos idealizadores (Trey Parker e Matt Stone). Eles simplesmente foram contratados para fazer um vídeo-card simples de Natal, mas decidiram ir além e conceberam um curta-metragem chamado “The Spirit of Christmas“.

O detalhe mais importante é que inicialmente foi distribuído para alguns formadores de opinião, que logo fizeram um marketing boca-a-boca e divulgaram através da internet para seus amigos mais próximos que por sua vez, encarregaram-se de distribuir para o resto do mundo. Esse simples projeto tornou-se inicialmente em um seriado e uma indústria que gera milhões de dólares através de produtos como: camisas, bonés, chaveiros, adesivos e simpáticas “bugigangas” que os fãs amam consumir até hoje. Percebemos que pequenas idéias na rede tornarem-se significativas por causa de sua distribuição instantânea e a um baixo custo.

Dica: Veja todos os episódios de todas as temporadas e baixe as legendas em português.

[atualização] Vi no sedentário um link para o site da revista Rolling Stone elegendo os melhores 25 momentos dentre todos os episódios da série.

E agora José?

por: Saulo - 21/03/2007

Acho que precisaremos de mais alguns Alternativas para acender o estopim da mudança no nosso mercado. Longe de mim criticar o evento. Achei a iniciativa sensacional e os mais chegados aqui do Netlus podem até fazer prova dos meus esforços individuais pela sua realização. Acontece que por questões práticas a discussão que ele tem gerado não chegará aos ouvidos de quem faz a roda girar com a força necessária.

Não chega a ser um erro. Por instinto de sobrevivência, o maior número de ações de divulgação foi feito dentro das universidades, onde está o maior volume do público interessado. Fácil raciocínio: quanto mais inscrições feitas mais dinheiro para pagar as contas, com as contas pagas o evento se torna viável. Nada de errado. O problema é que com isso o mercado profissional é pouco impactado com a mensagem e a discussão, que merece espaço e dedicação, acaba não tendo a força necessária para gerar mudanças a curto prazo.

Desculpem o meu imediatismo, também concordo que é indispensável e tanto mais importante preparar a nova geração de profissionais (que inclusive já estão sendo naturalmente preparados) e que uma mudança cultural leva algum tempo para acontecer. Falo com a impaciência de quem bate de porta em porta em agências de publicidade e clientes há mais de 2 anos e sempre escuta que “a internet é a mídia do futuro”. A internet tem sim muito futuro, mas esse reserva um triste fim para quem tem ignorado o seu passado e insiste em não levar a sério o seu presente.

Falando nisso… também senti falta da presença dos colegas do mercado de internet. Tirando o Celso Portioli cearense (que na minha opinião tá parado a muito tempo) e o pessoal da Tropus, não lembro de ter visto ninguém de web. O risco para esses é ainda maior. Tomara que seja exagero meu e que eles estejam discutindo isso tudo em alguma mesa de reunião ou de bar por aí, mas me preocupa continuar vendo os mesmos sites, as mesmas soluções, os mesmos erros e o pior, as mesmas justificativas para tudo isso.

“A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?…”

Quanto custa uma idéia?

por: Mariana Fontenelle - 21/03/2007

As palestras do evento Alternativa 2007 pelo visto renderam muito assunto e também uma profunda discussão de mesa de bar. Tudo começou com uma pergunta (já muito freqüente nos nossos questionamentos do dia-a-dia) ao palestrante Gustavo Fortes da Agência Espalhe: como o mercado poderá remunerar campanhas desenvolvidas especificamente para internet considerando que a maioria delas tem como característica marcante o baixo custo de desenvolvimento e veiculação? Não parece nada razoável seguir a linha das mídias convencionais que remuneram em percentual (normalmente 20%) do custo de veiculação. Quanto custa uma boa idéia?

Minha visão de administradora me força a olhar o lado prático da questão. Se temos um novo meio de comunicação que gera novas possibilidades de abordagem e que ainda por cima traz economia considerável e um resultado muitas vezes mais eficaz, acredito que temos ferramentas suficientes para propor uma remuneração alternativa.

Acontece que, como toda novidade em um mercado pouco ousado e conservador como o cearense, todo cuidado é pouco nessa hora. Como disse o Gustavo, para a Espalhe há 4 anos atrás não foi muito fácil impor um valor justo para o novo produto que estavam oferecendo (marketing de guerrilha) que prometia ser revolucionário e barato. Os primeiros clientes tiveram que arriscar e com o passar do tempo foram ganhando a credibilidade do mercado até se tornarem o que são hoje.

Acredito que com a internet será semelhante. E acho ainda que o Ceará está hoje, em termos de aceitação de investimentos web, no mesmo estágio que a Espalhe encontrou-se no comecinho. Ou seja, temos muito chão pela frente em busca de educar e desenvolver o mercado de internet para que não sejamos mais vistos como “meninos que mexem em computadores” e a comunicação na web não seja resumida apenas em sites institucionais e “viraizinhos no Youtube”. É só uma questão de paciência! Eles vão aprender a confiar em nós com nossos acertos.

Sem Pirataria

por: Rodrigo Coifman - 16/03/2007

Todos nós já estamos carecas de saber que a pirataria prejudica diversos setores da economia, gera desemprego e prejudica o desenvolvimento cultural de uma nação. Mas ao invés de ficarmos apenas no discurso, um site já providenciou uma maneira de por tudo isso em prática. É o site Give a way of the day. Eles disponibilizam softwares pagos para download em 24h. Claro que as grandes empresas ainda não se renderam ao modelo, mas acho que iniciativas como essa e qualquer outra é válida para tentarmos combater esse problema que o mundo enfrenta. Esta parceria tende a aproximar as empresas desenvolvedoras de seus futuros e possíveis clientes, além de divulgar softwares desenvolvidos por autônomos. Observem algumas vantagens desse site:

  • Você conhece um software novo e livre!
  • Você aprende mais sobre o produto porque é fornecido uma revisão detalhada do software.
  • Você obterá as informações e as ofertas especiais de todos os produtos adicionais da empresa ou desenvolvedor.
  • Você obterá um acesso fácil aos softwares mais recentes do mercado e versões melhoradas.

Dica: Existe um site voltado para games.

[update] Vejo como principal vantagem a divulgação de softwares desconhecidos por serem desenvolvidos por empresas que não são tão conhecidas no mercado. E vendo os comentários da galera no nosso blog vejo que é muito mais vitrine do que utilidade. [/update]