Qualquer um que mergulha na internet diariamente sabe que nessa época de aplicativos opensource e Web 2.0 o mundo online já apresenta várias soluções prontas para problemas corriqueiros. Editar fotos, salvar e converter vídeos, organizar-se, criar fluxogramas, escrever um texto, criar uma planilha, criar apresentações e inúmeros outros aplicativos podem ser usados a custo zero ou quase zero.
O uso da inteligência coletiva é tão forte que até mesmo sistemas operacionais totalmente grátis são feitos. E, como não poderia deixar de ser, gerenciadores de conteúdo também. O Wordpress começou como um gerenciador para blogs, mas ganhou tanta força e tantos recursos com seus plugins e versões mais recentes que é pouco provável que você precise de algo além do que ele oferece para sites de médio porte. Vejamos os recursos mais usuais de um site: artigos e notícias, busca interna, editor visual de conteúdo, controle e cadastro de usuários, temas, upload de arquivos… Todos recursos nativos do Wordpress. “Ah, isso não é suficiente, pois preciso de galeria de fotos, indicação de artigo, inserir vídeos, antispan, gerenciador de publicidade, enquetes etc”. Tudo isso e outras tantas opções que você nem achou que precisava estão disponíveis como plugins, cuja instalação é mais fácil que empurrar bêbado em ladeira. Isso sem contar nas ferramentas que o Google oferece como e-mail online usando a interface do Gmail, um sistema de estatísticas sensacional e até mesmo uma busca exclusiva para o seu site.
Então, para que gastar um segundo que seja desenvolvendo algo que já existe? E o pior, cobrar isso do cliente! Se a roda já foi inventada, use-a. Não estou dizendo que ninguém jamais precisará de um CMS diferente. Sites de grande porte como portais têm necessidades próprias que justificam um gerenciador personalizado.
Coloque-se na situação do cliente. Ele contrata uma empresa para fazer seu site, e um determinado gerenciador é instalado. Depois de um possível mini-curso, ele começa a utilizar a ferramenta. Por qualquer motivo que seja, ele se decepciona com a empresa e resolve mudar. Lá vem outro gerenciador totalmente diferente, ou seja, mais tempo para aprender e se acostumar. Durante uma visita ao site do concorrente ele vê um recurso que adora e acha que tem tudo a ver com o próprio site. Solicita uma alteração à empresa, que envia um orçamento baseando-se no tempo de desenvolvimento vezes hora de trabalho e um prazo de 15 dias. Mais tempo perdido…
Ninguém gosta de perder tempo no trânsito, nem esperar um site carregar, nem aguardar a refoma da casa, e se você for asiático, nem esperar o peixe esquentar. Então por que desperdiçar o próprio tempo e do cliente fazendo o que já existe? Um único motivo poderia justificar isso: se for pra fazer outra roda, que seja a melhor roda de todos os tempos da história da humanidade. O Google fez isso com o Gmail, Michael Jordan com o basquete, os Wachowski com os filmes de ação e Steve Jobs com o walkman.
Nem todo mundo consegue essa proeza. Mas se for pra fazer… melhor fazer direito.