Sugiro o meme “Não consigo ficar sem” para sabermos o que é indipensável na vida de um fissurado em tecnologia. Eu já começo confessando:
Celular com Sistema Operacional Symbian (Opera, MSN, Cliente de Email, Office, Câmera Fotográfica e Vídeo, Dicionário, Agenda e Emuladores de Vídeo Game);
Cartão de Memória de pelo menos 2 Gb;
Leitor de Cartão MMC e RS MMC;
Fone de Ouvido (para aguentar 12 horas de programação imitando uma percussão com o mouse e teclado!);
Pen Driver de pelo menos 2 Gb (rodo aplicações portables);
Fone Bluetooth (no trânsito sem fio);
Adaptador Bluetooth (trocar arquivos do celular com o pc).
O Glacial me fez um convite meio torto para um meme sobre jogos que me fizeram (e às vezes ainda fazem) perder o sono e ganhar calos nos dedos. E eu topei por dois motivos: raramente participo de memes e, depois de tantos posts sérios, é bom relaxar um pouco. Além de eu ser um verdadeiro “verminoso”, como se diz aqui no Ceará.
1. Super Mario World (SNES)
Esse é o melhor de jogo de todos os tempos da história da humanidade. Ok, ok, eu sei que sou fã do bigodudo e contra fã não há argumento. Mas não acredito que alguém tenha sobrevivido aos anos 90 sem ter jogado Super Mario World.
O sucesso foi tanto que até hoje é considerado pelos fãs o melhor jogo do personagem, ao ponto de forçar a Nintendo a lançar um novo jogo para Nintendo DS em duas dimensões. Além de ser considerado um ícone do videogame (posto disputado bit a bit com o ET de Space Invaders).
2. Doom 2 (PC)
Se para muita gente hoje em dia jogar na internet é mais que natural, saiba que foi Doom que difundiu a jogatina online na metade dos anos 90. Doom 1 podia ser jogado via rede local, mas foi Doom 2 que veio com a possibilidade de se jogar com outra pessoa por linha telefônica.
Sim, eram modems (alguém lembra?) de 14.400bps e a gente esperava até meia-noite para jogar pagando um único pulso da ligação. 6 horas da madrugada a promoção acabava, o sol raiava, os pais acordavam e, então, hora de dormir. Sim, a aula começava às 7:30. E daí?
Doom 2 tinha gráficos sensacionais para a época, uma jogabilidade excelente, as fases mais bem desenhadas da década e gerou dezenas de assassinos seriais mundo afora (antes o videogame era a culpa de todos os males do mundo, hoje é a internet). Sua continuação 10 anos depois é muito boa, mas longe de causar o rebuliço que suas outras versões causaram.
3. Série Monkey Island (PC)
Nos games, ao contrário do cinema, a continuação geralmente é melhor que sua versão anterior. E Monkey Island é a prova maior disso. A saga de Guybrush Threepwood é excelente e possui um humor capaz de fazê-lo cair na gargalhada. A Lucas Arts tem uma série de jogos no estilo e todos são muito bons, mas Monkey Island é o melhor de todos. São 4 jogos no total (Guybrush diz que tem contrato para 5) e para quem não conhece, aconselho começar pelo terceiro por ser o com melhores gráficos e ter uma versão em português (não lembro se os outros também têm).
4. Série GTA (PC)
A série que divide adultos de crianças no mundo dos games sempre foi muito foda. Foi o primeiro a trazer uma trama adulta de fato, o primeiro a criar um mundo virtual totalmente livre e o primeiro a disputar mercado com títulos populares. E é incrivel como não importa o quanto você jogue, simplesmente não dá para cansar dele. Mesmo quando não se quer seguir a história, simplesmente andar pela cidade fazendo um absurdo atrás do outro já basta. E esses “absurdos” sempre causam mais polêmica a cada nova versão, o que só serve para atrair mais e mais fãs.
5. Shadow of the Colossus (PS2)
Para não ficar só nos PCs, cito esse jogo que foi o único que me fez considerar a possibilidade de comprar um Playstation 2. Mas como eu ainda prezo pela minha vida social e a vida adulta me força a trabalhar, preferi não comprar. O mote da história é simples, mas a mitologia em cima do jogo é incrível e inúmeras comunidades no Orkut vivem criando novas e novas teorias para os detalhes não explicados.
Para propagar o meme, convido dois dos três blogueiros que menos blogam que eu conheço: Saulo Carvalho e Caetano Neto. Conheço outros “verminosos”, mas que não provaram dessa cachaça chamada Blog.