Archive for the 'Games' Category

Crysis é areia demais pro seu pczinho

por: Rafael Dourado - 17/12/2007

Como já disse outras vezes aqui no Netlus, escrevo para o Portal Verdes Mares fazendo análise de games. O último que fiz foi sobre Crysis. Confira o texto abaixo ou acesse o artigo direto pelo PVM:

CrysisHá cerca de 3 anos, a Crytek era uma produtora alemã de fundo de quintal que percebeu que se quisesse bater de frente com ID, EA, Valve e outras grandes teria de inventar alguma coisa diferente. E foi exatamente isso que fez. Lançou um tremendo jogo chamado Far Cry logo antes de Doom 3 e Half-Life 2. Sim, seu sucesso só não foi pleno por ter sido logo ofuscado por dois jogos esperado há tempos. Mas Far Cry era tão inovador graficamente que manteve fãs fiéis esperando ansiosamente por uma continuação.

A seqüência está em desenvolvimento até hoje, mas uma nova franquia ainda melhor — agora em parceria com a gigante EA — foi criada: Crysis. A ambientação é a mesma, mas os gráficos gerados pela nova CryENGINE 2 estão muito melhores. Os efeitos de iluminação são de tirar o fogo e a interação com o ambiente é incrível, sendo possível derrubar árvores para destruir veículos e inimigos, destruir folhagens e comprometer sua camuflagem, atirar em pneus de veículos em movimento e fazê-los capotar… A luz interage com qualquer elemento em cena e os efeitos de atmosfera como fumaça, explosões e poeira garantem um visual extremamente realista e sensacional.

A jogabilidade é o outro elemento forte de Crysis e o principal motivo disso é a nanosuit. Ela é uma roupa especial criada pela exército norte-americano no ano de 2019 e é capaz de aumentar a força e velocidade do soldado que a utiliza, além de outras habilidades. Você é um desses soldados da Delta Force e faz parte do grupo enviado a uma ilha próxima à China para resgatar cientistas americanos. Eles estavam em uma escavação pesquisando um meteoro que por lá caiu e, quando o exército norte-coreano invadiu a ilha toda a comunicação foi perdida. Para a história ter alguma graça, o meteoro na verdade é uma nave alienígena, e os ETs ficam mais fortes com o consumo de energia elétrica.

O controle da nanosuit é acionado pelo botão do meio do mouse e movimentando-o é possível escolher entre os 4 modos de uso da roupa: defesa, velocidade, força ou invisibilidade. Sabendo usar cada modo no momento certo e personalizando suas armas com os acessórios mais adequados (são nove armas, a maioria personalizável com miras, lanternas, granadas etc) potencializa a estratégia de jogo e garante a jogabilidade única de Crysis. Ela se adapta ao estilo de cada jogador e realizar os objetivos pode ser feito escalando pelas irregularidades da natureza da ilha, invadindo estações com super velocidade e distribuindo tiros ou passando despercebido com o modo de invisilidade. E diferente de Far Cry, você não fica mais perdido perambulando pela ilha. Apesar de fraquinha, a história é muito bem contada e um mapa e guia de missões sempre o orientam a seguir com a história, mesmo com uma ambientação tão ampla.

Além da falta de criatividade na história e até mesmo na cópia de si mesmo, Crysis tem um defeito causado pela qualidade exigida: o custo. Não só pelo preço do jogo, que é o mesmo de qualquer outro, mas pela máquina necessária para rodá-lo. Sendo executado na qualidade recomendada (Core 2 Duo, 256 de vídeo e 2 giga de RAM), Crysis roda na qualidade mínima. Menos que isso você pode até tentar, mas vai sofrer com o FPS lá em baixo nas fases mais avançadas. E não adianta nem pensar em vender seu carro, casa e roupas para comprar uma máquina para aproveitar o máximo de Crysis. Em testes amadores feitos com o último lançamento da nVidia (3 GeForce 8800 de 512 ligadas em paralelo), o jogo até rodou na qualidade máxima, mas com até 28 frames por segundo (uma média boa é de 60 fps). Ou seja, o máximo de Crysis é só propaganda enganosa.

Mas mesmo no Very Low, Crysis é emocionante. Apesar do máximo de 20 horas de jogatina para completá-lo, vale a pena jogar tudo denovo no modo mais difícil, quando os inimigos param de falar inglês com sotaque e passam a falar coreano. Além disso, seu modo multiplayer é muito semelhante a Counter Striker, o que dá aquela sensação de familiaridade. Para quem estiver disposto a bancar a edição de luxo, ainda vem com um DVD com a excelente trilha sonora de Inon Zur (Prince of Persia The Two Thrones) e outro com extras e uma veículo hovercraft exclusivo para jogos multiplayer. Com “pacotão” ou não, Crysis é obrigatório.

Notas
Gráficos: 10
Som: 10
Jogabilidade: 10
Total: 10

Games que detonei até dar dor de cabeça

por: Rafael Dourado - 24/08/2007

O Glacial me fez um convite meio torto para um meme sobre jogos que me fizeram (e às vezes ainda fazem) perder o sono e ganhar calos nos dedos. E eu topei por dois motivos: raramente participo de memes e, depois de tantos posts sérios, é bom relaxar um pouco. Além de eu ser um verdadeiro “verminoso”, como se diz aqui no Ceará.

1. Super Mario World (SNES)

Esse é o melhor de jogo de todos os tempos da história da humanidade. Ok, ok, eu sei que sou fã do bigodudo e contra fã não há argumento. Mas não acredito que alguém tenha sobrevivido aos anos 90 sem ter jogado Super Mario World.

O sucesso foi tanto que até hoje é considerado pelos fãs o melhor jogo do personagem, ao ponto de forçar a Nintendo a lançar um novo jogo para Nintendo DS em duas dimensões. Além de ser considerado um ícone do videogame (posto disputado bit a bit com o ET de Space Invaders).

2. Doom 2 (PC)

Se para muita gente hoje em dia jogar na internet é mais que natural, saiba que foi Doom que difundiu a jogatina online na metade dos anos 90. Doom 1 podia ser jogado via rede local, mas foi Doom 2 que veio com a possibilidade de se jogar com outra pessoa por linha telefônica.

Sim, eram modems (alguém lembra?) de 14.400bps e a gente esperava até meia-noite para jogar pagando um único pulso da ligação. 6 horas da madrugada a promoção acabava, o sol raiava, os pais acordavam e, então, hora de dormir. Sim, a aula começava às 7:30. E daí?

Doom 2 tinha gráficos sensacionais para a época, uma jogabilidade excelente, as fases mais bem desenhadas da década e gerou dezenas de assassinos seriais mundo afora (antes o videogame era a culpa de todos os males do mundo, hoje é a internet). Sua continuação 10 anos depois é muito boa, mas longe de causar o rebuliço que suas outras versões causaram.

3. Série Monkey Island (PC)

Nos games, ao contrário do cinema, a continuação geralmente é melhor que sua versão anterior. E Monkey Island é a prova maior disso. A saga de Guybrush Threepwood é excelente e possui um humor capaz de fazê-lo cair na gargalhada. A Lucas Arts tem uma série de jogos no estilo e todos são muito bons, mas Monkey Island é o melhor de todos. São 4 jogos no total (Guybrush diz que tem contrato para 5) e para quem não conhece, aconselho começar pelo terceiro por ser o com melhores gráficos e ter uma versão em português (não lembro se os outros também têm).

4. Série GTA (PC)

A série que divide adultos de crianças no mundo dos games sempre foi muito foda. Foi o primeiro a trazer uma trama adulta de fato, o primeiro a criar um mundo virtual totalmente livre e o primeiro a disputar mercado com títulos populares. E é incrivel como não importa o quanto você jogue, simplesmente não dá para cansar dele. Mesmo quando não se quer seguir a história, simplesmente andar pela cidade fazendo um absurdo atrás do outro já basta. E esses “absurdos” sempre causam mais polêmica a cada nova versão, o que só serve para atrair mais e mais fãs.

5. Shadow of the Colossus (PS2)

Para não ficar só nos PCs, cito esse jogo que foi o único que me fez considerar a possibilidade de comprar um Playstation 2. Mas como eu ainda prezo pela minha vida social e a vida adulta me força a trabalhar, preferi não comprar. O mote da história é simples, mas a mitologia em cima do jogo é incrível e inúmeras comunidades no Orkut vivem criando novas e novas teorias para os detalhes não explicados.

Para propagar o meme, convido dois dos três blogueiros que menos blogam que eu conheço: Saulo Carvalho e Caetano Neto. Conheço outros “verminosos”, mas que não provaram dessa cachaça chamada Blog.

Enrolando no expediente…

por: Rafael Dourado - 10/04/2007

Para que trabalhar quando se pode jogar o expediente inteiro?

“Divertido a valer” esse joguinho de raciocínio, onde você deve colorir os espaços vazios formando linhas entre um quadrado e outro de mesma cor, sem cruzar uma linha com outra.

Caso seu chefe apareça, tente uma dessas combinações: ALT+F4, ALT+TAB, WINDOWS+D ou WINDOWS+M.

3D Logic

Enganchei no 22…

Splinter Cell 4: Double Agent

por: Rafael Dourado - 29/12/2006

Mais um jogo analisado no Portal Verdes Mares. Confira.

Capa do jogo Splinter Cell 4