Archive for the 'Eventos' Category

Café Com Internet

por: Saulo - 01/07/2008

Ok, é verdade que resolvi mudar de carreira, mas ainda acho interessante as discussões sobre publicidade online, principalmente quando elas são sobre o mercado cearense. Foi por isso que, ao receber a dica da Cynara via Twitter, confirmei a presença no Café com Internet, evento promovido pela WBI Brasil em parceria com o portal O Povo Digital sobre publicidade online e sobre o próprio portal.

Depois de fazer uma breve pesquisa sobre o tema do evento e as duas empresas, preparei-me para as possíveis contradições. Como falar sobre marketing digital e planejamento de comunicação online em tempos de web 2.0 em um evento com o apoio de um portal? A valorização de qualquer coisa diferente dos formatos tradionais de banners, floater ads e pop-ups é no mínimo pouco interessante para os negócios de um portal, já que esses são os formatos que ele mais valoriza. Acho inclusive que isso prejudicou um pouco o conteúdo da primeira palestra…

Primeiro falou Paulo Kendzerski, diretor da WBI Brasil, sobre “Publicidade Online. As melhores empresas já fazem. E a sua, quando começa?”.

Fiquei aguardando ansioso as colocações do Paulo, principalmente depois de saber de debates acalourados em listas de discussão na internet que criticavam seu trabalho. Posso até dizer que cheguei ao local com um certo preconceito. Talvez também pelas experiências negativas que tive em eventos passados, mas o nível não foi ruim. Apesar de ver e ouvir muitos clichês e lugares comuns o tempo inteiro (tem quem agüente mais uma palestra começando com o vídeo do Rafinha?), considerando que o público parecia novo e que repetições podem ser positivas para os cabeças mais duras, o saldo foi positivo.

Incomodei-me um pouco com a apologia ao envio de e-mails e sms sem permissão clara. Por mais que os dados apresentados na palestra “provem” que a maioria das pessoas adora receber e-mails de propaganda (do que eu discordo), acho que deve sempre estar clara a opção para não recebê-los em respeito à minoria maluca da qual faço parte. Um exemplo dessa má fé é a própria ficha de inscrição online do evento, extremamente perigosa.

Achei poucas as explicações sobre posicionamento em sistemas de busca e links patrocinados o que teria dado uma excelente palestra por si só, mas com certeza não era conveniente falar muito sobre maneiras alternativas de aumentar sua visibilidade quando o palestrante seguinte falaria sobre a maravilha que é anunciar no seu portal.

Pretendo ouvir o Paulo Kendzerski mais vezes se surgirem oportunidades. Seria legal saber a opinião dele sobre adsense e outros programas de afiliados direcionados aos blogs, por exemplo.

Depois falou o João Bosco Leite Couto Jr., Coordenador do O Povo Digital sobre as “Possibilidades de Publicidade Online do principal veículo do Ceará”.

Já começou mal. Eu ainda não entendi o que faz d’O Povo o principal portal do estado já que ninguém explicou isso lá. Até que me provem, os dois são equivalentes em números e em público. Em conteúdo, eu prefiro o concorrente Portal Verdes Mares que me parece trabalhar melhor as informações para a internet.

Se o primeiro palestrante foi repetitivo o segundo teve cheiro de môfo. Convenhamos, qual seria a grande novidade ao se falar em super banners, dhtml (detesto esse nome), janelas pop-ups, hotsites (que mais pareciam encartes virtuais estáticos) etc etc? Um sistema de acompanhamento de veiculação não é um grande diferencial. A segmentação da veiculação por tempo e conteúdo também não. Um jornal que você pode folhear na internet é? Não acho.

Gostei de ver o número de anunciantes aumentando, isso sim é novidade. E me passaram realmente a impressão de que estão fazendo um bom trabalho de planejamento e pós-venda com eles. Parabéns! Trabalhar com internet no mercado cearense é realmente uma catequese como foi falado.

Perguntas que mereciam melhores respostas: “Por que se cobra por impressão e não por cliques?” e “O que falta para a propaganda na internet deslanchar no Ceará?”. A velha resposta “por questões culturais” não responde. É apenas uma espécie de fuga de debates que precisam acontecer. Cada uma dessas perguntas merece um post. Este aqui já passou do tamanho.

Por fim, uma pequena correção: o nome do sistema de publicidade contextualizado do Google é Adwords e não Hotwords e ele exibe anúncios gráficos também.

No geral o evento foi fraco para quem esperava novidades relevantes. Se ele cumpriu ou não o seu objetivo só quem o promoveu pode dizer. Ficamos no aguardo de mais oportunidades de reencontro. Talvez na próxima o chopp dê certo.

Geek Brother Brasil

por: Chico Neto - 16/02/2008

Em todo blogger, twitter, vídeo do you tube, álbum de fotos do Flickr, Fotolog e Orkut não se vê outro assunto, além do Big Bhother. Estou falando do Campus Party Brasil. As referências relativas ao evento são tantas que, para quem está de fora da “casa”, a coisa às vezes parece tão chata quanto o BBB.

Pura inveja, confesso. Queria estar lá dentro. Viver confinado de idéias que nunca passaram pela minha mente, além da oportunidade de conhecer novas pessoas e até viver romances passageiros. Tudo isto visto por milhões de pessoas seja por chat, vídeo, celular ou, claro, pela televisão.

Se Big Brother é na Globo, Campus Party - óbvio - é na Cultura. Quem não viu, assisti o Radar Cultura, apresentando pela Sabrina e Rodrigo (não é a Sato e o Scarpa, por favor) no canal público mais famoso do país. Tem direito até a mensagens deixadas pelos participantes que lembram um confessionário. Alou Brasil, um beijo mãe, aqui tá sendo ótimo, não quero ir embora, saudades.

E eu vou deixando meu post por aqui, porque quero continuar dando uma espiadinha. Porque, sabe como é… vicia.

Blogcamp/CE - Menos é Mais

por: Rafael Dourado - 12/11/2007

Como divulgado por aqui, o Blogcamp/CE aconteceu no fim de semana passado na Fanor em Fortaleza. Pouco mais de 30 pessoas compareceram ao evento. Todos blogueiros.

A nossa maior vontade no começo era atrair mais pessoas “normais”, mas, infelizmente, por vários motivos acabamos não conseguindo isso. O que não impediu que discutíssemos sobre assuntos de nosso interesse como ética, jornalismo, monetização, audiência, profissionalização, servidores, mulheres e cerveja.

Caras novas, que não estiveram presentes no 1º Encontro de Blogueiros, apareceram e colaboraram com as discursões. Destaque para dois figuras dentro os demais que conheci lá e que não são da cidade: Ian Black e Sampson Moreira.

O Ian, que está praticamente rodando o Brasil participando de todos os “QualquerCoisaCamp“, eu só conhecia da fama gerada pelo Interney Blogs, e é um figuraça. Ajudou muito na organização do bate-papo, até mesmo garantiu que o Blogcamp seguisse o modelo proposto originalmente por seus idealizadores, e mesmo tendo dormido só 2 horas depois da viagem participou de tudo, do evento até as farras depois (o que por pouco não derrubou nosso patrono). Deu dicas essenciais do mundo da publicidade e do relacionamento das agências com blogueiros.

Já o Sampson, com quem eu disputava a primeira posição de comentários no Blogueisso, não tem nada a ver com a caricatura usada no site. Do alto dos seus quase 1,90m de altura, agüentou o carinho excessivo do Léo – que depois de 3 cervejas ama a tudo e a todos – com uma paciência e simpatia inabaláveis. Com certeza ainda vai fazer muita coisa bacana nessa blogosfera, principalmente depois do sucesso do blogurinhas.

No fim, muitas idéias de novas ações surgiram e encontros em barzinhos já marcados para uma vez por mês. Se coisas novas não surgirem, no mínimo faremos um último encontro no AA. Confira as fotos do evento. A lista de todos os presentes ainda será divulgada.

Blogcamp/CE neste fim de semana

por: Rafael Dourado - 07/11/2007

Blogcamp/CE

Depois do 1º Encontro de Blogueiros, mais um evento movimenta a blogosfera cearense.  O Blogcamp/CE acontecerá na Fanor (mapa) no sábado (10) e domingo (11) a partir das 9h da manhã.

Para participar, basta se inscrever aqui e comparecer no dia marcado. É gratuito e você poderá participar desde aprendendo como montar seu próprio blog até discutindo temas como monetização e novas mídias. Mais detalhes no Eu Podia Tá Matando do Silveira.

Até lá!

Começa hoje Semana de Design na Fanor

por: Chico Neto - 16/10/2007

Texto pequeno, evento grande. De hoje até sexta-feira, na Fanor, acontece a quarta edição da Semana de Design. No evento: bazar, oficinas, apresentações acadêmicas, mini-palestras e apresentação de grandes convidados. Hugo Kovadloff, da Gad’Design; Freddy Van Camp, da ESDI e Célio Teodorico, da Paradesign são só três exemplos de profissionais do Design nacional que integram a programação do evento.

Além das palestras e oficinas, que necessitam de inscrições, há ainda as mini-palestras gratuitas durante todas as tardes, antecedendo as palestras principais. Aliás, na quinta-feira às 18h, vou estar por lá, falando sobre design de marcas.

Você pode conferir a programação completa, inscrições e muitas outras informações sobre a 4ª Semana de Design no site do evento. Até lá.

A Web 2.0 e as novas fronteiras do mercado e da profissão (Alternativa Web)

por: Rodrigo Coifman - 03/10/2007

A palestra mais interessante da noite na minha opinião foi a do Michel Lent, sócio e diretor de criação da agência 10′ minutos. Ele começou apresentando o trailler do filme Tropa de Elite que apesar de estrear somente no próximo dia 12 de outubro, a maior parte do público presente já assistiu através de cópias teoricamente “vazadas” na net. A dúvida sobre se a ação promocional era ou não guerrilheira permaneceu no ar. Lent lembrou que há 20 anos atrás o mundo era totalmente analógico e cada aparelho possuia apenas uma única função, e que atualmente vivenciamos um mundo digital onde “zeros” e “um” representam qualquer tipo de informação (imagens, textos, sons e vídeos). Achei fantástico a comparação entre o relógio de bolso utilizado em 1907 e atualmente o iphone em 2007 que também possui a função de relógio.

Sobre a convergência de mídias, Michel mostrou que em 1978 existiam setores de mídia bem definidos e que com o tempo e de forma natural interagiram entre si. A aposta dele para o mercado de publicidade é a telefonia móvel que só no Brasil conta 110 milhões de usuários e mais de 2 bilhões no restante do mundo.

Em sua palestra fez questão de organizar e classificar a web 2.0 em:

  1. Redes Sociais e Comunicação (MSN, Orkut, Skype…)
  2. Produção e Consumo de Conteúdo (You Tube, Flickr, Blogger, CNN, Globo …)
  3. Ferramentas (Picnik, Delicious, Gmail…)
  4. Serviços (Bancos, Companhias Aéreas, Lojas …)

Para Lent vivemos a era do “Eu mídia” que significa que estamos cada vez mais interessados em nos vermos e produzirmos o nosso próprio conteúdo. Citou o famoso caso do Chad Vader e Sonia You Tubiu. Isso tudo comprova o assustador crescimento dos blogs que hoje já são 70 milhões segundo o Technorati que mantém a média de 120 mil blogs criados todos os dias. Para encerrar a palestra valeu os conselhos para quem antes só pensava em internet acessível pela tela de um browser. Ficou claro que viveremos nos próximos anos em um mundo de telas grandes, médias e portáteis onde cada uma possuirá a sua própria forma de interação.

Confiram os slides e áudios de algumas palestras do Alternativa Web 2007:

  • Michel Lent - A Web 2.0 e as novas fronteiras do mercado e da profissão (Slides)
  • Thiago Dória - Microformats (Audio)
  • Diego Eis - Padrões Web (Áudio / Slides)

Terça, a segunda do Alternativa.

por: Chico Neto - 03/10/2007

Elogios. Eles estão em primeiro lugar. O Alternativa Web foi um sucesso. A segunda edição do evento traz mais experiência aos realizadores e a certeza que nas próximas edições ele será ainda melhor. Penso que grande parte do público presente estará disponível para que isto aconteça. Então, Vale o pensamento de marketing: ouvir o consumidor.

O segundo dia de palestras começou com a apresentação de Bruno Ávila. Carioca radicado em Fortaleza, Bruno tem um comportamento diferenciado no mercado. E é famoso por isto. Após deixar o Portal de Notícias do Grupo O Povo, Ávila deu início ao vôo solo na confecção de sites. A estratégia de promover os serviços como produtos e oferecer preços promocionais sempre causou dissabores no mercado weblocal.

Foi, particularmente, ótimo ver o Bruno apresentar e defender sua estratégia, diga-se de passagem bem arquitetada e suscedida, de atuação. Ele segue à risca alguns pequenos conceitos de marketing, de comunicação, de adminsitração e de relacionamento. Por isto se dá bem.

Na palestra, Bruno apresentou, além de sua postura mercadológica, seu histórico pessoal. Sim, o Bruno Ávila gosta muito de promover seu nome. Acho até que em excesso.

Mas o que tomou a maior parte da apresentação foi o projeto Causos Reais de um Webdesigner. São pequenos vídeos, integrados aos cursos Online e DVDs produzidos pelo próprio Bruno. A produção é assumidamente amadora. Portanto há vários comentários críticos como, por exemplo, a atuação do próprio Bruno. Mas há também muitas frases criativas no roteiro e a excelente atuação dos amigos do Bruno, novos talentos das artes cênicas.

Depois veio a palestra do internacionalmente conhecido e luxuoso Michel Lent. Maravilhoso (não entendeu a piada, clique aqui).

A apresentação de Michel foi um inegável e unânime hiato de qualidade para o evento. O designer preencheu a noite de todos com muito mais que termos, cases, técnicas ou mesmo as bem-vindas piadinhas que nós, cearenses, adoramos: ele trouxe conceitos. Um exemplo é a postura do aprenda primeiro as teórias, depois vá à prática. E Lent defendeu isto com perfeição. Disse que se hoje somos os jovens de vinte e poucos anos que dominam como ninguém as novas tecnologias, daqui a cinco anos, haverão outros jovens de vinte e poucos anos que dominarão como ninguém as novas tecnologias. E nós? Teremos 25 anos.

Na segunda palestra da noite, houve também o comentário sobre a libertação do “profissão webdesigner” tão repetido, por exemplo, na apresentação do Bruno. Não podemos imaginar a internet como única e grandiosa mídia. Há várias interfaces no nosso presente e futuro. Os celulares são só um exemplo. E isto justifica tão bem a defesa do saber acadêmico. O conceito, a criatividade e as teorias se adaptam rápido, com inteligência, as novas oportunidades. Mas as ferramentas mudam.

Finalmente, Michel fez uma interessante crítica aos tão falados “virais”. Eu gosto. Lent tem vários exemplos, na 10′Minutos, de ações que usam a internet para multiplicar a promoção de marcas e produtos. Porém, na maioria absoluta dos casos, vemos estratégias que convidam os usuários para ações “sinceras”.É uma oposição, por exemplo, aos vídeos do “iutubiu” e weblogs arquitetados por agências se fazendo passar por público. Você não sabe se aquilo é, ou não é, sincero e autêntico, ou se você está sendo, literalmente, contaminado por mais um “viral”.

Sabe o que está acontecendo? Estamos criando anticorpos para os “virais”.

A palestra de Michel Lent prosseguiu tão bem que todos foram “convidados” a deixar o auditório Sebrae/CE. Ela se extendeu pela noite na churrascaria ao lado. Lá, os quatro palestrantes, os organizadores e a turma cearense continuou discutindo sobre internet, negócios, Chico Tuita (qualquer semelhança com a voz de Michel ou do ator de “Causos Reais de um Webdesigner” é mera coincidência)e cearensidade.

A conversa prosseguiu tão bem que todos foram “convidados” a deixar a churracaria. Diego Eis e Tiago Dória (que ganhou um camiseta Ninguém Merece), persistentes, foram premiados com uma visita ao Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. A conversa prosseguu tão bem que todos foram “convidados” a deixar o Dragão do Mar.

Meu Alternativa Web acabou por aqui. Mas, segundo Saulo (aquele viadinho infantoblogcida que, junto com um programador e um designer, criou o Netlus) a noite continuou…

Alternativa Web 2007 - 1º Dia

por: Rafael Dourado - 02/10/2007

Blog coletivo às vezes dá nisso. Chico Neto acabou de publicar a visão dele sobre o evento e agora publico eu um post sobre o mesmo assunto…

Bom, 1º dia de Alternativa Web 2007. Evento criado pela Agência Exista e fruto da mente bocó do Bruno “Catilogência” Saraiva (Saraaaaaiva, bloga mais!). Assim como o anterior, foi bastante organizado. Até o horário foi cumprido, o que é raro em qualquer coisa por aqui. Diego Eis e Tiago Dória na fila… Comecemos a sabatina.

Diego Eis | Padrões Web

Diego enganou todo mundo com a foto usada no panfleto entregue na pasta do evento. Sua foto com 16 anos de idade com aquela cara de quem se prepara para o vestibular não traduz nem de longe seus quase 1,90m de altura. Mostrou-se bastante simpático e à vontade no palco e conseguiu traduzir de uma maneira muito clara e direta o motivo de se seguir os Padrões Web.

Espero que tenha se feito entender para todos os presentes, já que muitos ali não estão nem aí para essa história de tableless (mas bem menos do que o meu preconceito sugeria, de fato). Bom, para quem já segue os padrões e acompanha o tableless.com.br não ouviu nenhuma novidade. A não ser alguns possíveis argumentos para convencer seus superiores a adotarem os padrões.

Na hora das perguntas, Diego foi altamente radical em suas opiniões. Particularmente, como leitor cativo do Tableless desde os primórdios, não esperaria nada diferente dele. Mas, infelizmente, isso acabou causando um efeito negativo em alguns que acabaram desconsiderando algumas de suas opiniões. Segundo o homem Visie, Flash é uma bosta, Dreamweaver pior ainda e Fireworks nem se fala. Se eu tivesse um Mac talvez falasse a mesma coisa, além do que essas discursões já rolaram por aqui. Então… pula.

Conclusão: se a mãe do Diego Eis conseguir fazer, é porque o negócio funciona mesmo.

Tiago Dória | Microformats

Dória não foi muito feliz em sua palestra. Começou falando de Microformats já mostrando como criá-los e depois explicou suas aplicações. Isso fez com que boa parte da platéia ficasse se perguntando: — Certo, e daí? Quando as respostas vieram já era difícil se lembrar de como implementar aquilo.

Além disso, um dos seus primeiros argumentos da palestra foi quebrado com a única pergunta feita por um integrante da platéia: — Se Microformats é “para agora” como você disse, porque é necessário usar o Firefox e ainda instalar um plugin específico para isso?

Quem já leu sobre Microformats sabe que é realmente um negócio bacana, apesar de chato. Tinha que ser usado uma didática muito bem pensada para vender os Microformats numa hora dessas. A inversão da palestra já melhoraria um bocado, mostrando as possibilidades primeiro e a forma de fazer depois.

Ah! Antes da palestra quando líamos a programação tinha algo assim: “Tiago Dória, Microformats, Microblogs e Videocast (RocketBoom, Revision2, Walstrip…)”. Microblogs é um assunto extremamente interessante e videocast é de fato atual e “para agora”. Não sei como se deu a escolha do tema, mas quem acompanha o que o Dória escreve sabe que ele tem conteúdo para horas de palestra. Uma pena, foi mal aproveitado.

Conclusão: Diego Eis tira as tags do código e Tiago Dória as coloca de volta.

Quem também está acompanhando o evento:

Alternativa Web, primeiramente.

por: Chico Neto - 02/10/2007

Público menor e coquetel menos expressivo foram notáveis em relação ao primeiro evento realizado pela Exista. Também chamou a atenção a melhoria significativa em todo material de divulgação do encontro, além das belas assistentes de produção e da bela pasta com verniz uv total, impressão no verso e faca de corte especial da Agência Exista.

Tabeless e Microformats foram os temas abordados nas duas primeiras palestras do Alternativa Web. Mas antes, o assunto foi o Twitter, que promete ser a próxima grande mania da internet.

Diego Eis, da Visie, apresentou as vantagens do uso do Tabeless e dos padrões W3C no desenvolvimento de websites. O palestrante defendeu que o uso das folhas de estilo (CSS) e dos “padrões web” de acessibilidade tornam o trabalho de toda cadeia produtiva de produtoras web, do diretor da empresa ao designer de interfaces, mais célere. E excedente de tempo é excedente de dinheiro.

Diego aproveitou o microfone para brincar com o público, falando mal de tabelas, do dreamweaver, do fireworks, do internet explorer e declarar seu amor ao firefox e seus widgets. A grande mensagem do palestrante, sem dúvida, foi que não conhecer semântica da linguagem de códigos-fonte mostram um analfabetismo do profissional com a linguagem de produção web. Por isto, o Eis condena os softwares WYSIWYG (What You See Is What You Get).

Para falar sobre acessibilidade e desenvolvimento de sites, Eis usava recorrentemente a deficiência visual de usuários, o acesso à internet através do celular e a própria mãe como exemplos. Nos bastidores, a piada afrodescendente (porque “piada negra” é politicamente incorreto) foi que, talvez, a mãe do palestrante fosse cega e viciada em aparelhos celulares. Maldade.

Já a palestra de Tiago Dória sobre Microformatos foi rápida. Em pouco mais de meia hora o convidado apresentou bem o conceito de microformatos. Dória falou sobre as oportunidades de interações entre websites proporcionados pela inscrição de linhas de código coplementares (microformats) nos códigos dos sites.

Porém, ao ser questionado sobre a funcionalidade, hoje, dos microformatos, Tiago foi sincero. O palestrante disse que, atualmente, as funcionalidades são limitadas, principalmente, pela incapacidade dos atuais navegadores em reconhecer tal tecnologia. A compreensão dos microformatos estará presente, apenas, na próxima versão do Firefox (que hoje já pode acessar microformats, a partir da instalação de adds específicos). A resposta causou frustração no público e desinteresse pelo tema, causando o final precoce da segunda palestra.

Mas é bom reportar que os microformatos serão, possivelmente, uma das tecnologias responsáveis pela futura organização e integração de conteúdos e ferramentas de interação dinâmica das novas mídias. Por isso, geek ou não, quem sair na frente pode de dar muito bem. Se Dória previu o acesso e uso global aos Microformatos para os próximos cinco anos, vale lembrar que na internet, as coisas caminham mais depressa que pensamos.

Final de primeiro dia de Alternativa, os amigos sairam para um after hours com os convidados. E eu fui pra casa, porque alguém aqui tem que trabalhar. Só não sei o porquê de ser sempre eu. Tudo eu.

O que Orkut e cia. Podem dizer sobre sua empresa e suas marcas (Seminário Web 2.0 - Info)

por: Rodrigo Coifman - 27/09/2007

Confesso que quando vi esse tema no programa do seminário web 2.0 da INFO, achei que fosse pura bobagem. Afirmo isso pelo fato de não usar muito o orkut. Não concordo quando vejo a maioria das pessoas reduzirem todo o potencial da rede a MSN e Orkut. Observo que os americanos por exemplo, aproveitam muito mais os sites de comunicação e informação do que nós brasileiros. Alessandro Barbosa da e.Life foi o palestrante mais brilhante do evento na minha opinião. Sua empresa tem o objetivo de monitorar a repercussão de empresas na internet.

Ele começou a palestra de forma espontânea contando uma experiência terrível que ele teve ao comprar o Chevrolet Meriva. Segundo Alessandro, ele constatou que o alarme do seu veículo não era disparado ao abrir o porta-malas. Ele então resolveu enviar um email ao SAC da empresa informando o ocorrido e teve como resposta um email impessoal apenas constatando o problema e dizendo que não tinha solução (ele fez questão de exibir o mail no datashow). Então ele resolveu pesquisar na internet sobre pessoas que compartilhavam do mesmo problema. Encontrou um fórum que trazia uma solução barata que resolvia o problema rapidamente. Logo após isso, criou sua primeira comunidade no Orkut chamada “Eu odeio o Chevrolet Meriva” (atualmente não está mais no ar). Com esse caso pessoal, ele mostrou a quebra de paradigma que com o advento do consumer marketing (também chamado de marketing 2.0) pois no processo de marketing tradicional, o consumidor só consegue ter voz e poder até a compra, após isso ele fica completamente dependente do fornecedor do produto.

Alessandro apontou que índices como relevância, influência, repercussão e popularidade são fundamentais no processo de análise de repercussão. Links de entrada, número de membros, número de comentários e conteúdo dos comentários são alguns dados obtidos facilmente na internet. Verifique o estudo comparativo feito por ele entre o marketing tradicional e o marketing do consumidor:

Marketing Tradicional Marketing 2.0
Boca a boca invisível Boca a boca monitorável
Formadores de opinião: Celebridades Formadores de opinião: Consumidores
Produto desenvolvido internamente Produto desenvolvido em modelo insight
Fonte de Informação: A mídia Fonte de Informação: A mídia + Pessoas

Um dos principais clientes da E.life é o Boticário. Eles utilizam comunidades do Orkut para entender e se relacionar melhor com os seus clientes. Produtos que deixaram de ser fabricados ou apresentaram problemas, são facilmente discutidos ali. As comunidades servem para organizar assuntos e opiniões, mas o atendimento é feito de forma pessoal. “Para meu espanto (e da platéia) o Orkut e sites de redes sociais continuam bloqueados na maioria das empresas. Sinceramente, como as empresas pretendem investigar o espaço mental dos consumidores se desprezam o que eles falam? Não entendo.” disse Alessandro.