Archive for the 'Comportamento' Category

Comida “Requentada”

por: Rafael Dourado - 08/08/2007

Esse negócio de indexação do Google as vezes não dá certo. Prova disso foi o meu artigo de 28/06/2007 sobre um seminário que aconteceu aqui em Fortaleza que foi “requentado” por um cidadão do reino de Deus que não quis se identificar, mas faz questão de xingar tudo e todos. Paciência, né?

Se quiser conferir a troca de farpas, comece por aqui.

Nem eu sabia que era viciado…

por: Rafael Dourado - 30/07/2007

77%

Imagine se eu blogasse mais!

Aí Pode

por: Eduardo Novais - 26/07/2007

Pesquisa encomendada pela F/Nazca e realizada pelo Datafolha mostra a banda Calypso como a mais ouvida no Brasil. […] Os CDs e DVDs da banda são produzidos, divulgados e distribuídos sem nenhuma gravadora.

Seria uma informação que não valeria nada se eles não atingissem 1 ou 2 milhões de cópias vendidas com tanta facilidade. Ivete Sangalo aparece apenas em 7º lugar.

Que mané Arctic Monkeys, Prince ou NiN! Calypso é a banda que fugiu do modelo padrão da indústria fonográfica muito antes dos gringos lerem nos livros do Seth Godin.

Do you Calypso? no Coxa Creme

Num tô dizendo? Desde que a internet e suas técnicas de comunicação agregada se implantaram como status quo, a comunicação vários-vários (many-many) ganhou espaço e se expandiu. Desde o momento em que várias pessoas podem produzir conteúdo para várias, e com o alcance proporcionado pela rede mundial, fenômenos como esse da banda Calypso foram se tornando cada vez mais fáceis de serem observados.

A regra é: quem quiser que se organize. Seja você popular ou cult, espaço tem. O Arctic Monkeys distribuiu o disco todo na rede e se fizeram nessa linha também. Outras bandas e pessoas de várias áreas estão entrando nessa. A banda Ok Go se firmou lançando o clipe engraçadinho no Youtube e a idéia vingou.

Aqui no Brasil, Lobão ajudou a criar um desses canais alternativos. Lançado em 1999 e utilizando bancas de revista como meio de distribuição, o ótimo A Vida é Doce foi um dos primeiros exemplos de que a coisa poderia ser outra. Tanto foi que hoje o próprio Lobão é editor da revista OutraCoisa que lança CDs de bandas como Mombojó, Wander Wildner, Cachorro Grande, Bnegão, entre outras. São todas bandas que hoje possuem público próprio e não precisam ir à TV ou pagar jabá às rádios para ficarem conhecidas.

Cada vez mais o lance é fazer a sua arte e soltar pelo mundo. E vários outros fenômenos vão aparecer pelo mundo. Porém, fenômenos como a Calypso acho que não serão tão comuns. A tendência é que os hypes sejam cada vez mais numerosos, mas isolados, com um número de pessoas atingidas menor.

As grandes empresas vão ter que se ligar para mudar sua forma de atuação. Já tentaram, e o que aconteceu foi que essas tentativas só se mostraram ridículas. Para citar algumas: não lembro bem o ano, mas quem não lembra do Metallica brigando com o Napster para anos depois liberar algumas faixas do disco St. Anger na rede e tentar limpar um pouco a sua imagem? Como não lembrar da justiça punindo jovens de 17 anos por download de músicas?

A época de domínio total sobre o artista, sobre o conteúdo e sobre o público acabou. Em vez de gastar criando propagandas como “se você não roubaria um carro, por que roubaria um filme?”, a indústria do audiovisual deveria estar fazendo como a indústria de games que incentiva sua modificação e redistribuição. Mas isso já é papo para outro post.

Bons tempo para nós, usuários, que temos a possibilidade de acesso à informação quase que irrestrita. Essas bandas estão aí para mostrar que existe vida pós-música distribuída. Viva!

JJ3054? Fude…!

por: Chico Neto - 20/07/2007

Ao ver a cobertura do lamentável acidente com o vôo JJ3054, uma notícia chamou minha atenção, entre várias. Foi agorinha, na finalização do programa Mais Você, da Rede Globo. A apresentadora, Ana Maria Braga, exibiu as relevantes (?) imagens flagrantes do assessor especial da Presidência da República para assunsto internacionais, Marco Aurélio Garcia, fazendo gestos obscenos em referência aos possíveis motivos que causaram as mortes em Congonhas (SP).

Não foi a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez que a Globo exibiu a cena de forma expressiva e crítica. Na madrugada, durante o Jornal da Globo, foram várias as chamadas para a exibição da imagem - captada em vídeo - que só aconteceu ao final do programa. As cenas são narradas de forma indignada e sugerindo uma crítica ao Governo Federal.

E daí?

Daí que faço uma sugestão a você. Sorria. Você está sendo filmado. Tudo que você disser poderá e será usado contra você. É a liberdade de imprensa como argumento para a invasão de privacidade. Bem-vindo ao Big Brother Brasil. Vamos dar uma espiadinha?!

Aqui todas as câmeras, de alta resolução digital ou de aparelho celular, podem estar direcionadas a você. E não há como fugir desta imprensa que tem a liberdade de invadir nossas vidas, sem oferecer um milhão de reais. Nem pedir licença.

É, Ana Maria e Marco Aurélio: fude…!

“The book is on the table”

por: Mariana Fontenelle - 20/06/2007

Quando eu tinha 9 anos meus pais me matricularam em um curso de inglês. Que judiação! A pobre criança mal falava o português direito, já tinha que saber o verbo to be e suas conjugações.

No começo era um martírio. No fundo, no fundo eu nunca gostei muito daquela lingua. Cheguei a concluir o curso mas nunca senti que soubesse de verdade falar inglês. E a minha aversão só aumentou quando fui morar 5 meses nos “istates”. Tá certo que foi pouco tempo, mas aquilo tudo já tava me dando nos nervos. Até do espanhol eu gostava mais… cheguei a fazer curso de francês pra ver se eu conseguia fugir da obrigação social de ter o inglês como segunda lingua, mas num teve jeito.

Recentemente recebemos indicação para fazer um trabalho para um cliente sueco. Na reunião, falavamos em inglês, espanhol, português e ainda tinha uma interprete traduzindo pro sueco quando nenhuma das outras formas dava certo.

Nessas horas que eu me arrependo de não ter seguido os conselho dos meus pais que diziam: “Vai estudar, menina!!!”. Onde é que eu tava com a cabeça quando pensei que não iria precisar disso um dia?

Alguém conhece algum curso de inglês com foco em linguagem “internética”??? Enquanto isso, o jeito é pedir socorro.

Dica de Site: Localização através de IP

por: Rodrigo Coifman - 12/06/2007

Gostei muito desse site e desse outro. É muito simples: você informa um determinado IP e o sistema informa através de estatísticas as prováveis localizações geográficas. O mapeamento geográfico por IP já é uma realidade fora do Brasil. Vejamos algumas possibilidades de uso do IpGeo no nosso dia-a-dia:

  • Identificação de um comprador on-line, se o CEP informado é realmente onde ele se encontra, evitando fraudes ou compradores mal intencionados.
  • Veiculação de publicidade on-line dirigido para uma região (Estado, cidade e bairro), ideais para programas de afiliação (program affiliates). Ex: banners, galerias, pop-up.
  • Dados estatísticos analíticos de compradores, page/views e publicidades por região.
  • Estatísticas de visitações de sites por regiões.
  • Informações regionais automáticas. Ex: clima local, voo local, bate-papo regional.
  • Identificação em sites de lista telefônicas.
  • Identificação do autor real de comentários em chats, fóruns, e-mails…
  • Posição automática inicial em sites de mapas.
  • Posicionamento automática de filial mais próximo ao internauta. Ex: Agencia de banco mais próxima, correios, até mesmo qual a pizzaria ou locadora mais próxima.

Ah! Se você lembrar de alguma outra aplicação que tenha esquecido, comenta ai por favor!

Tim O’Reilly é a Glória Kalil dos blogs

por: Rafael Dourado - 02/06/2007

Tim O’Reilly tentou ensinar um pouco de boa educação para esse monte de porra-louca que faz a internet e deu no que deu. Um monte de gente reclamando do seu código de conduta sem muitas vezes sequer tê-lo lido.

Para quem não leu nada a respeito… o código é só um post feito pelo Tim O’Reilly em seu blog citando algumas regras de etiqueta: não dar trela aos trolls (repita “trela aos trolls” 10 vezes e bem rápido), não permitir comentários anônimos, não excluir comentários sem uma explicação antes e não sair difamando os outros por aí, muito menos quandos os outros são seus leitores.

Não tem NADA de lei, não é ordem de ninguém e não tem punição para que não cumprir. Essa punição é natural com as pessoas não querendo mais entrar no seu blog. E nem isso é certo, já que tem blogueiro por aí que ofende tão bem as pessoas que faz sucesso exatamente por isso.

Essa discursão foi parar no Portal Verdes Mares, onde eu e o teórico Glacial damos nosso pitaco sobre o assunto. Se quiser, leia o artigo.

Sim, esse mané na foto do artigo sou eu.
Sim, eu sou mais feio pessoalmente. O Photoshop ajudou.

Acessibilidade

por: Rodrigo Coifman - 30/05/2007

Durante as minhas aulas, palestras e conversas sobre web, nunca deixo de falar desse assunto tão importante e ainda tão esquecido. Acho que as empresas e os profissionais precisam entender que desenvolver um site acessível não é nenhum luxo mas uma necessidade. Não falo isso só para os sites serem acessíveis por deficientes físicos, mas por outros dispositivos (celular, handheld, televisão, microondas, geladeira, caixa de fósforo…).

Achei nota dez a iniciativa da Acesso Digital de produzir um vídeo que explica tão bem esse assunto:

Dicas

Caso você queira desenvolver um site acessível, não produza:

  • Sites em Flash.
  • Teclados Virtuais dos Bancos.
  • Imagens no menu sem descrição de texto.
  • Falta de um menu de navegação para pular para o conteúdo no início da página.

Complicando o simples

por: Rafael Dourado - 22/05/2007

Comparação entre símbolos informativos de banheiro

Vi no Ivo Gomes uma pesquisa feita pela Universidade de Arte e Design de Budapeste que testou o grau de reconhecimento de determinados símbolos em comparação a outros, identificando, assim, que símbolos eram mais facilmente (ou intuitivamente) reconhecidos. Todos eles se aplicam no cotidiano como sinalização de banheiros, telefones, restaurantes, balcão de informações ou proibido fumar.

Analisando os resultados pode-se perceber que símbolos mais simples sempre são mais facilmente reconhecidos. O de banheiro, por exemplo, quando tratado de forma mais literal, com silhuetas realistas, tornou-se quase irreconhecível em comparação ao tradicional. Claro que o tempo de existência dos símbolos tradicionais também influencia (eles foram desenhados entre 1974 e 1979), mas me parece que Alexandre Wollner nunca esteve tão certo.

Ah! Há uns meses eu e meus amigos que postam no Netlus fizemos um vídeo de uma situação ocorrida na Pizza Hut. A sinalização do banheiro feminino de “não jogue absorvente no vaso” estava dentro do banheiro masculino. Juro que passei uns 10 minutos (o álcool me deixa lento :D) sem saber em qual banheiro estava.

Eu vendo sonhos

por: Rodrigo Coifman - 17/05/2007

O que foi isso? Ainda estou sem entender…

Maravilhoso foi ver a reação do Roberto Justus após a apresentação.