Archive for the 'Comportamento' Category

A volta do escambo

por: Mariana Fontenelle - 20/10/2007

Minha experiência de pouco mais de um ano no atendimento comercial da Tropus tem rendido algumas saias justas e algumas histórias engraçadas.

Recentemente, ao negociar o desenvolvimento de um projeto com um novo cliente, fui surpreendida com uma proposta meio estranha. Tratava-ve de uma loja de roupas e o cliente queria pagar em mercadorias. Desde quando camiseta substitui o bom e velho “dim dim”?

Isso me lembrou um outro episódio de dois clientes que tive quando trabalhava em outra empresa. Um deles que teimava em querer pagar com pizza (era uma pizzaria, claro) e outro em sushi. Até que ponto dá pra negociar quando a moeda de troca não é o dinheiro?

Em alguns casos, principalmente quando se trata de prestação de serviço, dá pra tentar oferecer um em troca de outro quando a permulta é válida para ambas as partes. Mas eu fico me perguntando: em quantos anos o cara da pizza terminaria de me pagar se eu topasse?

E meus funcionários aceitariam receber o salário em camisetas?

Tenho percebido que as pessoas tentam de tudo para conseguir um descontinho a mais, desde tentativas em sonegação de impostos (muitos tentam negociar um desconto na dispensa da nota fiscal) até redução de funcionalidades do projeto. Esse último, quase ninguém quer! Não quero discutir aqui o que é certo ou errado, se a carga tributária no Brasil é justa ou não… Não é essa a questão.

Existe apenas um argumento que desarma qualquer tentativa de pedido de desconto: quando se trata do salário dos outros. Chegando a determinado ponto da negociação, Quando você não tem mais de onde tirar nem um centavo e o cliente ainda não está satisfeito, o que tem me salvado muito é a sensibilidade das pessoas quanto ao salário dos meus queridos funcionários.

Não dá pra se negociar em cima do ganha-pão de outra pessoa. Se a hora de trabalho de um profissional é R$10,00, por exemplo, não dá pra dizer: “Ô, faz por R$7,00???”

Sem querer generalizar, mas já generalizando: isso me leva a crer que as pessoas contratam empresas por segurança e profissionalismo, mas tentam sugar tudo o que podem para que o preço acabe sendo equivalente a contratação de um freelancer. Enfim, não dá pra ter tudo, não é?

Certeza? De quê?

por: Rafael Dourado - 19/10/2007

Muita gente achou genial (eu, inclusive) essa história da venda do novo CD do Radiohead ser feita exclusivamente pela internet, principalmente o fato da versão para download ser vendida pelo valor que você quiser pagar (inclusive nada). Isso me lembrou uma “certeza” que muitos temos com relação a nós brasileiros: entre pagar e não pagar, melhor não pagar. Isso dá aquela sensação gostosa que muita gente parece adorar: “me dei bem”.

Mas será que isso é verdade mesmo? Será que brasileiro é realmente um povo malandro que tenta dar um jeitinho de se dar bem em cima de tudo e todos? Muito antes de qualquer In Rainbows surgir, o professor da CEFET/CE Mauro Oliveira resolveu tirar a prova com seus alunos. Mauro é uma espécie de Silvio Meira cearense, pois além de ministrar aulas, administra um núcleo da CEFET/CE no bairro Pirambu em Fortaleza aos moldes do C.E.S.A.R do Recife.

Bom, mais ou menos em 2002, Mauro resolveu fazer uma experiência com os alunos: uma placa de preço em uma geladeira de sorvetes no pátio da escola seria suficiente para garantir as vendas, ou os alunos pegariam os sorvetes sem pagar? Após a 1ª semana, cerca de 70% pagaram pelo produto. Sim, a grande maioria resolveu fazer o que parecia certo e deixou o dinheiro na caixa ao pegar o sorvete.

Na semana seguinte, aumentou para cerca de 85% o número de pagantes. O que mudou? Para descobrir, o professor resolveu passar nas salas parabenizando os alunos pela lição de civilidade e, ao informar os números, alguns começaram a apontar os não-pagantes. Os “espertos” passaram a ser execrados pelos justos e uma auto-fiscalização começava a ser percebida.

Mais uma semana de experiência e 100% dos sorvetes já estavam sendo devidamente pagos sem a necessidade de nenhum fiscal ou vendedor para garantir que assim fosse feito.

Está certo disso? Posso perguntar?

Por favor, não ache que estou dizendo que essa experiência daria certo em todo e qualquer contexto. Sei inclusive que o mesmo caso não funcionou no Colégio Antares, por exemplo. Mas de certa forma isso mexe com o que achamos que é certo.

Mas quantas outras certezas nós temos? Firefox é mesmo melhor que Internet Explorer? Sites em Flash são mais “legais” que HTML? É mais fácil usar os dedos que uma caneta stylus? O Google é clean ou feio? Spam não funciona? As pessoas não gostam de novidades? Se é grátis é porque não presta? As mídias tradicionais devem ser imparciais? Barras de rolagem são ruins? RSS é a melhor solução para leituras de notícias? Ler no monitor é pior que ler no papel? A web é democrática? AdBlock deveria ser proibido? A W3C está sempre certa?

Leio dezenas de sites e blogs todo dia, além dos que comentam, e todos têm opiniões e experiências próprias sobre esses e milhares de outros assuntos. Mas boa parte da nossa argumentação busca convencer (ou catequisar) outras pessoas a seguirem nossa opinião. Tudo na base do “achômetro”. Claro que discussões são saudáveis e necessárias, mas profissionalmente “achar” alguma coisa só nos leva a dar chutes no escuro.

O que me leva à pergunta: por que nós não pesquisamos sobre nada? Todo o nosso posicionamento quando não se baseia em poucos exemplos pessoais é baseado em pesquisas americanas ou poucos dados estatísticos do IBOPE (que, convenhamos, não tem essa credibilidade toda). Sempre que vejo um artigo sobre usabilidade a Nielsen/Netratings é citada, mas quem eles são para ditar regras mundiais? A web, por mais universal que seja, não é capaz de apagar traços culturais — que em se tratando de Brasil, são os mais diversos possíveis.

Muitos inclusive têm mania de dizer que tal coisa “o usuário” não vai entender. Quem é essa figura? Por que “o usuário” é tão limitado? O seu “usuário” é o mesmo que o meu “usuário”? Até mesmo tratando esse elemento como público-alvo não é garantido que irá acertar esse alvo que você “acha” ser o certo.

É para responder todas essas perguntas que a pesquisa científica existe. E quem souber de mais pesquisadores BRASILEIROS blogando, além do Frederick, por favor me informe. Preciso (sempre) rever meus conceitos.

“Bom demais para o próprio mercado”

por: Rafael Dourado - 12/09/2007

Semana retrasada tive uma reunião com o diretor de uma agência web local. Ele era bastante sincero em tudo que dizia, mas respeitar sua postura não me impede de discordar de tudo o que disse.

Uma das frases que ouvi foi:

Nós estamos em Fortaleza. Não podemos fazer um trabalho com a mesma qualidade do que é feito em Rio e São Paulo porque não ganhamos o suficiente para isso.

Estou há uma semana tentando escrever um texto decente sobre o assunto, mas considero a frase tão absurda em tantos aspectos que está difícil elaborar as frases. Ela é segregadora, justifica o trabalho medíocre, desconsidera a criatividade, fere a vontade de crescer de profissionais de qualquer área, nivela profissionalismo pelo salário, ignora qualquer razão humana de motivação que não o dinheiro além de ser, no mínimo, deselegante falar isso para o cliente. Afinal, se havia ainda alguma esperança de melhora do trabalho, morreu ali.

Se um cliente o paga para realizar qualquer serviço que seja, o mínimo que você pode fazer é realizá-lo da melhor forma que conseguir. Ninguém é obrigado a fazer o que não quer. Mas se você se propõe a fazer algo pelo valor acordado, é melhor fazer direito. Afinal, existe um negócio chamado concorrência que sempre se deve considerar. Pode-se morrer de justificar a própria incompetência dessa forma, mas ― principalmente em se tratando de internet, considerada a mídia mais democrática atualmente ― há grandes chances de outro conseguir fazer o mesmo serviço com a esperada qualidade. E não precisa nem ser alguém do sudeste.

Criatividade

Sou obrigado a resgatar o real sentido da palavra criatividade. Não se é criativo por fazer coisas diferentes, mas por encontrar soluções para os mais variados problemas. Claro que se um problema ainda não foi resolvido, a solução é de fato original, mas a originalidade por si só não foi o estopim.

Logo, ser criativo em um mercado menos maduro é ter retorno mesmo sem receber $20.000 para isso; aumentar o número de clientes com ações de SEO; melhorar a imagem de uma marca simplesmente assumindo os próprios erros; encontrar soluções prontas e grátis para situações corriqueiras e fazer malabarismo com o que se tem disponível.

Minha preocupação maior é saber até que ponto a opinião do tal diretor é compartilhada por outros. E aí, caro leitor? Sua criatividade é proporcional a quanto você ganha?

Só assim pra eu revelar minhas fotos!

por: Mariana Fontenelle - 03/09/2007

Não vou mentir que eu nunca me lembro de mandar revelar minhas fotos. Por conta disso, já perdi um acervo antigo de fotos dos tempos de faculdade no dia fatídico que quase perco minha monografia (na véspera da entrega), mas que me rendeu conhecer o Rafael Dourado. Não, eu não fiz backup… podem me xingar! No final deu tudo certo, mas as fotos se foram, ficaram apenas as lembranças.

Sabendo disso, vocês imaginam a minha cara de felicidade quando, no Encontro de Blogueiros, ganhei do Rafael Duarte, da Abafilm, um cartão com 17 revelações gratis pelo site deles. O melhor é que uniu o útil ao agradável, e nem a minha preguiça podia ser usada como desculpa. Resultado, uma ótima impressão do serviço que eles oferecem que até agora só tinha ouvido falar.

Explique que designer não é webdesigner.

por: Chico Neto - 31/08/2007

Existe um livro que eu gostaria de conhecer. Você pode ajudar-me, indicando-o. Juro que faço um extenso texto, aqui no Netlus, sobre a publicação, caso ela exista de verdade. Sim. Este é um post em forma de apelo.

Estou aqui para falar que designer não é webdesigner. Nem o contrário. Mas disto eu já sabia. Possivelmente, você também. Acredito que sim.

Rafael já vem publicando alguns textos sobre as peculiaridades que fazem o dicurso visual para a internet ser diferente daquele pensado para o meio impresso. Sem falar nas nossas conversas sobre este assunto. Aliás, segundo o instituto datafoda-se, este é o assunto favorito do Dourado.

Só que eu tô afim mesmo de conhecer e ajudar a construir uma publicação que compilasse informações como “como conhecer um designer se passando por webdesigner”, “não me peça um folder para internet”, além - é claro - de um discurso realmente inteligente da relação dos conceitos do design com a linguagem de folhas de estilo. Ou seja, falar de tipografia, suportes, cores e os outros conceitos de design, acrescentando aí o conceito de usabilidade, numa linguagem que tornasse possível aos designer entender melhor webdesigners.

É uma pensamento que, pessoalmente, faz todo sentido. Que, na verdade, pra mim vai virar doutrina obrigatória e cotidiana em breve. É o que justifica, por exemplo, o Adobe InDesign compreender a liguagem CSS. Conceitos que eu pude ver, rapidamente, discutidos em alguns textos e livros como o “Pensar com Tipos”.

Porém, não achei um site ou livro com este foco. Com a missão de levar isto até as últimas consequências (como diriam alguns retóricos do apocalipse). Então, repito o apelo (ou desafio, para alguns). Tô aqui para solicitar sugestões de publicações impressas e digitais feitas para aqueles designers do meio impresso que querem compreender melhor o universo online da produção visual.

SOS.

Entrei numa fria mesmo - Caso Ponto Frio

por: Rodrigo Coifman - 30/08/2007

Toda vez que penso em comprar eletrodomésticos ou eletro-eletrônicos, utilizo-me do e-commerce. Acho prático, rápido e cômodo. Já comprei dvds, livros, cabos, players mp3, pendrives, cartões de memória… Conheço os serviços da Submarino, Americanas e Mercado Livre. Faltava ainda conhecer as habilidades do Ponto Frio. No dia 16 deste mês fiz a compra de um home theater que um amigo meu tinha indicado, pois havia ganho como presente de casamento. Resolvi então aproveitar uma super promoção e enfim comprei. Me garantiram o prazo de 7 dias úteis, e até agora não chegou.

Vejam as telas do sistema do ponto frio comprovando o que disse:

Ponto Frio - Status do Pedido Ponto Frio - Lista de Produtos

Depois de esperar 1 hora no telefone no serviço de SAC (Serviço para testar Auto-paciência do Cliente), tento utilizar o serviço de chat online. Entrei numa lista de espera como 40º e depois de muitas perdas de conexão, consigo falar com um atendente. Veja o resumo da conversa:


Ednardo Santos: Olá Rodrigo Coifman ! Bem-vindo ao atendimento online Pontofrio.com. Em que posso ajudar?
Rodrigo Coifman: olá no dia 16/08 fiz uma compra no ponto frio de um home theater mas até agora nao chegou em minha casa
Rodrigo Coifman: como devo proceder?
Rodrigo Coifman: hoje fazem 12 dias que foi realizado a compra…
Ednardo Santos: me informe o número do pedido e qual a cidade para entrega do produto, por favor.
Rodrigo Coifman: so um minuto
Ednardo Santos: ok
Rodrigo Coifman: 0197128790
Rodrigo Coifman: HOME THEATER LENOXX HT-310
Ednardo Santos: Aguarde um momento por favor.
Rodrigo Coifman: fortaleza - ceará
Ednardo Santos: Seu pedido saiu em 20/08, segunda feira, do Centro de Distribuição do Rio de Janeiro para ser entregue em até 07 dias úteis no endereço informado no momento da sua compra.
É importante que no ato da entrega desembale o produto e somente assine a nota fiscal após verificar as condições da mercadoria.
Rodrigo Coifman: hj já são 28
Rodrigo Coifman: ja se passaram 8 dias
Rodrigo Coifman: existe algum tipo de rastreamento da mercadoria?
Ednardo Santos: não
Rodrigo Coifman: ednardo como devo proceder..já que vcs estouraram o prazo de vcs
Ednardo Santos: o prazo máximo de entrega expira amanhã até às 20:00 horas.
Rodrigo Coifman: ok irei aguardar entao…qualquer coisa irei entrar em contato novamente


Detalhe: Isso foi na última terça-feira (28/08/2007) e até hoje ainda nada de receber o produto.

[update]Recebi o produto no dia 31/08 (sexta-feira) em minha casa graças a Deus.[/update]

Cala a boca, Magda!

por: Chico Neto - 26/08/2007

Shiiii…. Silêncio! Vai começar o Jornal Nacional.

É, o JN. O primeiro jornal brasileiro a ser exibido em r-e-d-e n-a-c-i-o-n-a-l. Olha só! R-e-d-e n-a-c-i-o-n-a-l. Quer dizer então que, agora, em todo o país, as pessoas vão assistir ao mesmo noticiário e ter notícias compartilhadas sobre várias regiões do Brasil. Uau!

Uma grande novidade criada em 1969.

Agora, imagine uma rede mundial de computadores. Olha só! Quer dizer então que, agora, em todo o mundo, as pessoas vão assistir aos mesmos noticiários e ter notícias compartilhadas sobre várias regiões do mundo. Não!

Agora, as pessoas vão compartilhar notícias. É diferente. Não vão assitir aos mesmos noticiários, simplesmente. Elas vão noticiar. Dar opiniões. Trocar informações. Uau!

Uma grande novidade criada em 1969.

Jornal Nacional e internet. Invenções de um mesmo ano, mas descobertas pelo grande público em épocas bem diferentes.

Agora, mais uma vez agora, fica é difícil pensar a comunicação sem a partilha plural de notícias e opiniões. Fica difícil viver sem a internet.

Já sem o Jornal Nacional. Sem o Estadão…

Cala a boca Magda! Você não é um meio de comunicação de massa. Não tem credibilidade para dizer isto. Não tem a competência e a imparcialidade (?) para noticiar. Dar opiniões. Trocar informações.

Agora, silêncio por favor. Vou voltar a ver o meu jornal.

O Culto ao Falso Guru

por: Rafael Dourado - 14/08/2007

Só faltava um empurrão para uma briga e O Estadão o fez. Sua campanha inteligente sobre um assunto idiota gerou o merecido buzz e começa a mostrar que publicidade nada mais é do que é a síntese convincente de uma opinião egoista. Prova disso é esta pérola da “imparcialidade” jornalística: Capacidade de Discernir, editorial do Diário do Nordeste. Douglas Adams nunca esteve tão certo.

Já disse em outros artigos que o Brasil é o país do avesso. Nós levamos à sério coisas que deveríamos ignorar e brincamos com o que é de fato importante. Tanto que não passamos um dia sem fazer piada com política enquanto matamos uns aos outros no futebol. Essa capacidade de vermos tudo por trás (em ambos os sentidos) sempre permitiu que déssemos ouvidos a auto-proclamados geradores de opinião.

Não, não estou falando de blogueiros, mas de assíduos freqüentadores da mídia de massa. É comum ligarmos a TV e vermos uma tatuada falando de sexo para jovens curiosos com a autoridade de quem muito o fez, mas pouco leu; apresentadoras famosas por terem engravidado de artistas internacionais ministrando discussões entre atrizes pornô e completos desocupados sobre a pena de morte; ou colunistas de revistas com credibilidade inversamente proporcional à qualidade do conteúdo discorrendo sobre qualquer assunto que seja, do trivial ao sentido da vida passando por política, ciências, direito e tecnologia. Insistimos tanto em tirar leite de pedra que repórteres esportivos sempre fazem as mesmas perguntas e escutam as mesmas respostas de jogadores que são pagos para jogar e não para falar.

Então, eis que somos presenteados com a internet e muitas coisas começam a mudar. A informação perde o controle e quem se dizia conhecedor de determinado assunto agora é obrigado a ouvir outro alguém que, no mínimo, sabe mais sobre esse mesmo assunto. E nós consumidores/espectadores começamos a escutar várias vozes falando coisas contrárias àquelas que o soberano de outrora dizia. O livre arbítrio, que era mais bíblico que verídico, tem seu significado ampliado, pois temos a opção real de escutar o tradicional, o inovador, o neutro, o revolucionário, o gênio, o ignorante, o mentiroso, o palhaço, o bonito e o feio.

It’s very real. How do I know? Because I saw it on TV.
Inspetor William Armstrong do filme Zodiac

Mas quais dessas opiniões são válidas? Decisão sua! Questione a posição de cada um, inclusive a própria. Escute vários antes de escolher qual considerar. Era muito fácil ligar a TV e aceitar tudo o que era dito como verdade enquanto a saliva escorria pelo canto da boca, folhear uma revista usando o banheiro e ler o jornal de manhã quando o cérebro nem tão oxigenado assim estava. Não interessa se é um blogueiro, um jornalista ou um especialista quem escreveu a reportagem, o artigo, o bilhete ou o post. Seja lá o que for que você estiver lendo, ele representa o ponto de vista de alguém. Já o discernimento só cabe à você.

O mundo está mudando queiramos ou não. As gravadoras já mostraram total incompetência para encarar tais mudanças e agora os meios de comunicação fazem o mesmo. Não entendem que a comunicação não é mais vetorial ― se é que um dia foi ―, mas é o fértil ambiente de um constante diálogo cujas réplicas e tréplicas agora são ouvidas por muito mais gente. Inclusive pelos próprios veículos, que, pelo visto, não aceitam o fato de não serem mais vistos como gurus da verdade.

O exercício do discernimento é diário e digno de erros e acertos. Ignore o significado “jornalístico” do verbo, onde discernir é aceitar o que sempre lhe foi dito, e comece (se é que já não o fez) a questionar tudo o que lhe é dito. Pode começar por este artigo. O formulário de comentários está logo abaixo.

Palestra de Jornalismo On Line

por: Rodrigo Coifman - 10/08/2007

Jornal em 2006Jornal em 2002Jornal em 1998

Ontem as 14h recebi a ligação do meu ilustre colega de trabalho Léo, perguntando se poderia falar sobre jornalismo online no evento educacional Multilinguagens Senac que aconteceria as 19h do mesmo dia. Confesso que fiquei nervoso, pois além de ser uma palestra direcionada à jornalistas (eu sou analista de sistemas), não tinha nenhum material de apoio feito (vulgo powerpoint).

Pensei em desistir, mas conversando com a assessoria do evento, eles disseram que essa palestra seria muito importante ao evento. Meu objetivo específico era falar da reformulação do jornal Diário do Nordeste, que ocorreu entre novembro e dezembro do ano passado.

Quando cheguei fui bem recebido pela organização que logo perguntou pelo tal powerpoint. Graças à Deus, tive a brilhante idéia de copiar alguns arquivos que tinha guardado do projeto naquela época. Ontem aprendi que slides só valem a pena quando forem para enriquecer realmente a apresentação (raríssimo de acontecer). A audiência e a participação foram muito boas, conversamos muito sobre blogs, o jornalismo e a inclusão social, liberdade de imprensa dentre outros temas. No final, fui até chamado para ministrar essa mesma palestra para uma outra instituição. Será que um dia fico famoso e sobrevivo só de palestras?

Por sinal, muitos destes temas serão discutidos no seminário de web 2.0, realizado pela INFO.

Comida “Requentada”

por: Rafael Dourado - 08/08/2007

Esse negócio de indexação do Google as vezes não dá certo. Prova disso foi o meu artigo de 28/06/2007 sobre um seminário que aconteceu aqui em Fortaleza que foi “requentado” por um cidadão do reino de Deus que não quis se identificar, mas faz questão de xingar tudo e todos. Paciência, né?

Se quiser conferir a troca de farpas, comece por aqui.