Se tem um benefício que a internet trouxe e eu gosto de destacar é a morte do atravessador. Um bom exemplo no meu cotidiano de designer e comunicólogo é a compra de livros internacionais. Quando entrei na faculdade, em 1999, lembro que as agências e profissionais exibiam suas estantes repletas de publicações estrangeiras – pricipalmente revistas alemãs archive e anuários de propaganda dos Estados Unidos – como troféus. Isso porque a compra era extremamente complicadíssima. Havia uma espera semestral pela visita de um representante de uma livraria especializada do Rio de Janeiro ou de São Paulo.
Ah, saudoso tempo bom. Bah!
Ano passado, no atual escritório de design onde (também) trabalho, um dos meus chefes dialogou sobre o interesse em comprar mais alguns títulos estrangeiros. E, logo, um colega de trabalho, motivadíssimo, entrou em contato com o importador pelo Messenger. Em poucos minutos, todos nós apreciávamos uma lista de livros, com seus respectivos preços.
Eu achei os valores tão salgados que, juro, quase tive ali mesmo um ataque cardiovascular. Tá bom, não juro. Mas que os valores pareciam-me excessivamente caros, pareciam.
Resolvi consultar no Google (aquele site que tem um botãozinho supersticioso chamado “estou com sorte”) o título do livro. E ele me indicou uma centena de lojas virtuais estrangeiras que traziam o título à venda. Após alguns cliques, uma publicação que, na tabela do distribuidor local, custava trezentos reais estava sendo oferecida pelo Amazon.com por um dólar.
Isso, um dólar.
Depois, descobri a maravilhosa sessão “New and Used” do mesmo Amazon.com com várias e várias publicações com coletâneas de trabalhos em design por menos de dez dólares.
Meu primeiro sentimento foi “que ódio que não moro nos Estados Unidos”. E o segundo foi “que ódio do vendedor”. Finalmente, o terceiro sentimento: “vou comprar”. E cada título custou-me, incluindo o frete, cerca de quarenta reais.
Só para citar um exemplo que fiz em seguida, pesquisei o preço de uma câmera digital Sony no site de coméricio eletrônico da empresa nos Estados Unidos e no mesmo site da Sony, só que brasileiro. Compare: comprar no Sony Style ianque, pagando taxa de importação e frete, sai mais barato que comprar o mesmo produto no site brasileiro.
Irritante.
Fica a dica: não compre livro e nem uma série de outros produtos importados, de preferência aqueles que você não vai sentir falta de uma assistência técnica ou garantia, no Brasil. Importe você mesmo.