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Preconceito e Conceito de Marketing
por: Chico Neto - 03/04/2007De uns tempos para cá, marketing virou sinônimo de muita coisa. A palavra ganhou até uma conotação nefasta de manipulação de mentes. Fazer uso do marketing, ou ser “marketeiro”, virou sinônimo de enganar e ser “enrolador”.
Marketing passou a ser uma palavra pejorativa, utilizada na definição de vários novos conceitos. Na internet, Marketing de Guerrilha, BuzzMarketing e Marketing Viral são alguns exemplos.
Novas definições mercadológicas que, vistas isoladamente, levam-nos a acreditar que marketing pode ser a mesma coisa que esforço promocional. Ou que marketing é, simplesmente, vender mais. Que marketing é publicidade. Que marketing é propaganda. Enfim, que marketing é, somente, falar.
Falácia?
Entrevistado por Peter Drucker, Philip Kotler explica - de forma simples e genial - a definição de marketing e a diferença entre o esforço de vendas e o esforço de marketing.
A definição mais curta que já ouvi dizer que marketing é encontrar necessidade e satisfazê-las. Eu acrescentaria que ele produz valores positivos para ambas as partes. A diferença entre marketing e vendas está no seguinte: se você começa com os clientes, consumidores, ou grupos que deseja atender bem – isso é marketing. Se você começa com um conjunto de produtos que tem e deseja empurrar para qualquer mercado que possa encontrar, isso é venda. (DRUCKER, Peter Ferdinand. Administração de organizações sem fins lucrativos: princípios e práticas. São Paulo: Pioneira, 1995:56).
Marketing é, antes de tudo, uma análise que visa alcançar um posicionamento adequado para proporcionar trocas. É ouvir para formular e oferecer as melhores propostas, respostas e soluções possíveis, visando algo em troca destas ofertas. Ele parte do princípio de que toda permuta pressupõe contrapartidas. E que a melhor relação se dará toda vez que cada uma das partes souber o que a outra deseja, espera e valoriza.
De acordo com Kotler,
A troca é o conceito central de marketing. Exige a oferta de valor a alguém, em troca de valor. Através das trocas, várias unidades sociais – indivíduos, pequenos grupos, organizações, nações inteiras – obtêm os insumos de que precisam. Pela desistência de alguma coisa, elas adquirem alguma outra coisa em seu lugar. Essa alguma coisa é normalmente mais valiosa do que aquilo de que se desistiu, o que explica a motivação da troca. (KOTLER, Philip. Marketing - Para organizações que não visam o lucro. São Paulo: Atlas, 1978.20).
Resumindo: se você deseja fazer uma ação de marketing, antes de falar, ouça.
Pensamento Alheio #1
por: Rafael Dourado - 05/02/2007Projete uma interface homem-máquina de acordo com as habilidades e as fraquezas da humanidade, e você terá ajudado o usuário não apenas a realizar uma tarefa, mas a ser alguém mais feliz e produtivo.
Jef Raskin, 2000
Usurpado do livro Pensar com Tipos de Ellen Lupton. Gentilmente emprestado a perder de vista pelo mestre Chico Neto.
