Archive for the 'Artigos' Category

Wordpress Atualização 2.3.2

por: Rodrigo Coifman - 03/01/2008

Bom começo de ano a todos que apreciam ou não o Netlus!  Para mim o ano começou hoje, e já dei de cara com atualização do nosso querido xodó que gerencia esse blog e outros projetos da minha vida.

Segue a lista de melhorias:

  • Trac 5325 sanitize_post and sanitize_post_field are very expensive no-ops Trac Trac
  • Trac 5373 wp_list_pages - set ‘hierarchical’ to 0 on ‘include’
  • Trac 5473 Suppress DB errors unless WP_DEBUG is true Trac
  • Trac 5487 query.php mistakenly uses is_admin() to check for admin privileges Trac
  • Trac 5495 setup-config.php, install.php don’t check for a valid MySQL connection Trac
  • Trac 5500 Custom DB Error Page Trac
  • Trac 5535 Limit post_password exposure in XML-RPC metaWeblog.getRecentPosts

Para você que não está entendendo nada desse post, acesse e conheça mais sobre esse poderoso gerenciador de conteúdo. Para aqueles que já são familiarizados, vale a pena ter esses dois links em seu del.icio.us:

Qual seu nome?!

por: Chico Neto - 26/11/2007

Em design, escolher nome de empresa, produto, serviço tem nome. Chama-se naming. Se preferir: marca nominativa.

Nos cursos de graduação em Letras há, inclusive, disciplinas de Criação Lexical dedicadas a tal estudo. Um fonema tal que significa ou representa este ou aquele sentimento. Muita epistemologia, neologismos e Aurélio Buarque de Holanda nessas horas.

O importante, em todos os casos, é conceber um vocábulo capaz de representar verbalmente os valores da causa e dialogar com a estratégia do projeto. Do nome de um remédio ao nome de um plano de saúde. Se possível, por favor, que seja uma palavra de fácil pronúncia, simples redação e rápida assimilação.

Estou, neste momento, envolvido na concepção das marcas nominativas de duas instituições. Um dos casos merece destaque por um simples detalhe: o cliente solicitou que o nome estivesse disponível para o registro de domínio “.com.br”.

Ai, ai, ai!

O cliente, que tem sempre a razão, realmente tinha várias boas razões em se preocupar com isto. Ele já reconhece a internet como meio de comunicação estratégico na concepção da instituição. Ótimo.

O problema é que existem, agora, 1.125.083 chances de fracasso na escolha do novo nome da instituição. Tal número corresponde a quantidade de domínios com registro “.com.br”. E isto significa duas coisas. Primeiro, que vai ser cada vez mais difícil encontrar um domínio disponível para tal categoria de registro.

Só para ilustrar o quão raros estão os endereços, fiz uma pesquisa vasta pela cultura grego-romana, celta, tupi, egípcia e nórdica. Todos os nomes consultados estavam registrados. Sem falar nas várias tentativas no universo da astronomia. Nenhuma estrelinha restou. Tudo registradinho.

Segundo, que vai chegar o momento em que, finalmente, o uso das várias outras DPNs (Domínios de Primeiro Nível) será praticado corretamente. Logo, advogados terão seus sites registrados com terminação “.adv.br”, entidades da área de turismo com “.tur.br” e “.etc.br”…

E, se a quantidade de novos registros seguir a atual e expressiva estatística ascendente, tão logo, criaremos novo parâmetros para registros identificados. Se os veículos e telefones ganharam novos algarismos e dígitos, logo, será a vez da internet.

Explique que designer não é webdesigner.

por: Chico Neto - 31/08/2007

Existe um livro que eu gostaria de conhecer. Você pode ajudar-me, indicando-o. Juro que faço um extenso texto, aqui no Netlus, sobre a publicação, caso ela exista de verdade. Sim. Este é um post em forma de apelo.

Estou aqui para falar que designer não é webdesigner. Nem o contrário. Mas disto eu já sabia. Possivelmente, você também. Acredito que sim.

Rafael já vem publicando alguns textos sobre as peculiaridades que fazem o dicurso visual para a internet ser diferente daquele pensado para o meio impresso. Sem falar nas nossas conversas sobre este assunto. Aliás, segundo o instituto datafoda-se, este é o assunto favorito do Dourado.

Só que eu tô afim mesmo de conhecer e ajudar a construir uma publicação que compilasse informações como “como conhecer um designer se passando por webdesigner”, “não me peça um folder para internet”, além - é claro - de um discurso realmente inteligente da relação dos conceitos do design com a linguagem de folhas de estilo. Ou seja, falar de tipografia, suportes, cores e os outros conceitos de design, acrescentando aí o conceito de usabilidade, numa linguagem que tornasse possível aos designer entender melhor webdesigners.

É uma pensamento que, pessoalmente, faz todo sentido. Que, na verdade, pra mim vai virar doutrina obrigatória e cotidiana em breve. É o que justifica, por exemplo, o Adobe InDesign compreender a liguagem CSS. Conceitos que eu pude ver, rapidamente, discutidos em alguns textos e livros como o “Pensar com Tipos”.

Porém, não achei um site ou livro com este foco. Com a missão de levar isto até as últimas consequências (como diriam alguns retóricos do apocalipse). Então, repito o apelo (ou desafio, para alguns). Tô aqui para solicitar sugestões de publicações impressas e digitais feitas para aqueles designers do meio impresso que querem compreender melhor o universo online da produção visual.

SOS.

Cala a boca, Magda!

por: Chico Neto - 26/08/2007

Shiiii…. Silêncio! Vai começar o Jornal Nacional.

É, o JN. O primeiro jornal brasileiro a ser exibido em r-e-d-e n-a-c-i-o-n-a-l. Olha só! R-e-d-e n-a-c-i-o-n-a-l. Quer dizer então que, agora, em todo o país, as pessoas vão assistir ao mesmo noticiário e ter notícias compartilhadas sobre várias regiões do Brasil. Uau!

Uma grande novidade criada em 1969.

Agora, imagine uma rede mundial de computadores. Olha só! Quer dizer então que, agora, em todo o mundo, as pessoas vão assistir aos mesmos noticiários e ter notícias compartilhadas sobre várias regiões do mundo. Não!

Agora, as pessoas vão compartilhar notícias. É diferente. Não vão assitir aos mesmos noticiários, simplesmente. Elas vão noticiar. Dar opiniões. Trocar informações. Uau!

Uma grande novidade criada em 1969.

Jornal Nacional e internet. Invenções de um mesmo ano, mas descobertas pelo grande público em épocas bem diferentes.

Agora, mais uma vez agora, fica é difícil pensar a comunicação sem a partilha plural de notícias e opiniões. Fica difícil viver sem a internet.

Já sem o Jornal Nacional. Sem o Estadão…

Cala a boca Magda! Você não é um meio de comunicação de massa. Não tem credibilidade para dizer isto. Não tem a competência e a imparcialidade (?) para noticiar. Dar opiniões. Trocar informações.

Agora, silêncio por favor. Vou voltar a ver o meu jornal.

Mapa do Site no Fireworks

por: Rodrigo Coifman - 21/08/2007

Sempre tive curiosidade de aprender como fazer mapas de site no Fireworks. Apesar de alguns não gostarem tanto, achava-o muito bom para construção de wireframes por já ter bibliotecas próprias com os principais elementos HTML, mas sempre buscava outras ferramentas na hora da construção de diagramas como o de Garret. Essa dificuldade foi superada ao perceber que o Fireworks CS3 permite a importação de EPS para a suas bibliotecas.

Eis o passo-a-passo para você resolver esse problema de vez:

  1. Faça o download das imagens que compõem o diagrama em formato vetorial.
  2. Abra estas imagens no Fireworks. (Imagem 1)
  3. Selecione cada imagem e depois pressione a tecla F8 para converter essa imagem em símbolo. (Imagem 2)
  4. Selecione as duas opções abaixo da caixa para importar para a biblioteca e para não permitir a distorção da imagem. (Imagem 3)
  5. Após isso perceba que aparecerá a opção de salvar esse arquivo, apenas salve. (Imagem 4)
  6. Após a criação do elemento da biblioteca, observe q ele é criado na pasta Common Symbols dentro do painel Common Library. Você pode criar pastas personalizadas e arrastar o elemento para a pasta que você quiser. (Imagem 5)

Obs: O Glacial me ajudou bastante nesse processo.

Validador Web 2.0

por: Rodrigo Coifman - 18/04/2007

Dica de site para analisar de forma bem técnica se o seu site está dentro dos padrões da web 2.0. Concordo com a opinião que um site para ser web 2.0 não precisa de grandes recursos tecnológicos. Sei também que é muito mais uma mudança de conceito do que ferramenta ou tecnologia. Mas não podemos negar que existem ferramentas que nos ajudam muito na integração e divulgação do conteúdo. o Web 2.0 Validator classifica 66 elementos presentes na maioria dos sites que se dizem 2.0.

Eis alguns que considero importantes:

  • Utiliza classificação de Tags
  • Utiliza XHTML Strict
  • Utiliza CSS
  • Utiliza AJAX
  • Utiliza Google Sitemap
  • Utiliza RSS
  • Aparece referências ao Technorati, Slashdot e Digg
  • Utiliza Javascript
  • Utiliza Ruby, Django ou Phyton
  • Utiliza efeitos visuais
  • Utiliza microformatos
  • Apresenta um código semântico (padrões web)
  • Possui política adsense
  • Utiliza prototype
  • Conteúdo baseado em Creative Commons license
  • Possui podcasts

Em alguns aspectos não achei tão relevante como por exemplo se é beta ou se menciona alguns outros serviços web. Apesar de verificar rapidamente os itens, precisa-se de cuidado na sua interpretação.

Google Brasil

por: Rodrigo Coifman - 13/04/2007

Como já citei em outro artigo, as empresas estão buscando uma administração mais criativa e flexível. A Google Brasil já é um exemplo disso. Cada funcionário escolhe o enfeite que irá ocupar o lugar de destaque na sua baia. O refeitório tem mesas de pebolim, latinhas de refrigerantes, sucos e chocolates não podem faltar para os 60 funcionários que compõem o quadro da empresa. “As pessoas se sentem bem no ambiente de trabalho e produzem mais.” são palavras do Alexandre Hohagen, diretor da empresa.

Veja mais na matéria da Mundo S/A (dica do Walmar do FatorW):

Preconceito e Conceito de Marketing

por: Chico Neto - 03/04/2007

De uns tempos para cá, marketing virou sinônimo de muita coisa. A palavra ganhou até uma conotação nefasta de manipulação de mentes. Fazer uso do marketing, ou ser “marketeiro”, virou sinônimo de enganar e ser “enrolador”.

Marketing passou a ser uma palavra pejorativa, utilizada na definição de vários novos conceitos. Na internet, Marketing de Guerrilha, BuzzMarketing e Marketing Viral são alguns exemplos.

Novas definições mercadológicas que, vistas isoladamente, levam-nos a acreditar que marketing pode ser a mesma coisa que esforço promocional. Ou que marketing é, simplesmente, vender mais. Que marketing é publicidade. Que marketing é propaganda. Enfim, que marketing é, somente, falar.

Falácia?

Entrevistado por Peter Drucker, Philip Kotler explica - de forma simples e genial - a definição de marketing e a diferença entre o esforço de vendas e o esforço de marketing.

A definição mais curta que já ouvi dizer que marketing é encontrar necessidade e satisfazê-las. Eu acrescentaria que ele produz valores positivos para ambas as partes. A diferença entre marketing e vendas está no seguinte: se você começa com os clientes, consumidores, ou grupos que deseja atender bem – isso é marketing. Se você começa com um conjunto de produtos que tem e deseja empurrar para qualquer mercado que possa encontrar, isso é venda. (DRUCKER, Peter Ferdinand. Administração de organizações sem fins lucrativos: princípios e práticas. São Paulo: Pioneira, 1995:56).

Marketing é, antes de tudo, uma análise que visa alcançar um posicionamento adequado para proporcionar trocas. É ouvir para formular e oferecer as melhores propostas, respostas e soluções possíveis, visando algo em troca destas ofertas. Ele parte do princípio de que toda permuta pressupõe contrapartidas. E que a melhor relação se dará toda vez que cada uma das partes souber o que a outra deseja, espera e valoriza.

De acordo com Kotler,

A troca é o conceito central de marketing. Exige a oferta de valor a alguém, em troca de valor. Através das trocas, várias unidades sociais – indivíduos, pequenos grupos, organizações, nações inteiras – obtêm os insumos de que precisam. Pela desistência de alguma coisa, elas adquirem alguma outra coisa em seu lugar. Essa alguma coisa é normalmente mais valiosa do que aquilo de que se desistiu, o que explica a motivação da troca. (KOTLER, Philip. Marketing - Para organizações que não visam o lucro. São Paulo: Atlas, 1978.20).

Resumindo: se você deseja fazer uma ação de marketing, antes de falar, ouça.

Produtividade é proporcional à felicidade

por: Rodrigo Coifman - 02/04/2007

Admiro muito o tratamento do Google com seus funcionários. Eles oferecem alguns beneficios para os seus colaboradores:

  • Médicos
  • Alimentação (Comida de várias nacionalidades)
  • Lava Rápido (Carros)
  • Lavanderia de Roupas
  • Salão de Beleza
  • Salão de Jogos
  • Quadras e Campos Esportivos
  • Piscinas para Natação
  • Sala de Massagem
  • Academia de Ginástica

Além disso, dão liberdade para o funcionário ir trabalhar por exemplo de pantufas e com seu animal de estimação. Promovem ainda eventos que envolvem toda a família do funcionário e ainda eventos anuais. A empresa tem como filosofia “Work-Hard Play-Hard” que traduzindo em miúdos é “Você vai se divertir proporcionalmente ao que você trabalha”. É aqui onde queria chegar. Eu observo que as empresas cobram uma alto de índice de produtividade de seus funcionários, mas esquecem que eles são seres humanos e não robôs. Precisam de estímulos, possuem emoções, resistem a mudanças, erram, odeiam trabalhar sob pressão.

Estamos vivendo uma época de convencimento coletivo com frases formadas do tipo: “Emprego tá difícil”, “Tem muita gente formada querendo arranjar emprego de salário mínimo”, “Se você tiver um emprego agarre com unhas e dentes independente de te fazer feliz ou não”. Eu nunca concordei com isso. Apesar de não ter concluído meu curso superior, tive o privilégio de trabalhar sempre na minha área e ter um salário que muitas pessoas gostariam. Não estou aqui para contar vantagens, mas para com a minha experiência aconselhar aos que desejam o sucesso profissional. Se existe uma fórmula, uso a do Google. Estar feliz em todas áreas da vida.

Assistindo uma palestra do Abílio Diniz no Endeavor, confirmei o que já tinha lido antes a respeito do incentivo dentro das suas empresas ao esporte e a família. Ele disse que não tem interesse naquele profissional workaholic, pois sabem que dificilmente esses profissionais terão tempo para a família e para a diversão. Isso me lembra o exemplo de um amigo que montou uma granja. Ele montou sua empresa em uma região perto de um aeroporto. Sempre reclamava do baixo índice de produtividade. Depois de tentar de tudo, ele percebeu que o impacto do som causado pelas aeronaves, causavam stress as aves que por consequência não produziam ovos como deveriam.

Agora deixo uma pergunta para ser respondida nos comentários: “De que forma você sendo empresário incentivaria seus funcionários para obter mais produtividade na sua empresa?”.

Confira um vídeo contando um pouco mais sobre o Google Plex.

Por que reinventar a roda?

por: Rafael Dourado - 30/03/2007

Qualquer um que mergulha na internet diariamente sabe que nessa época de aplicativos opensource e Web 2.0 o mundo online já apresenta várias soluções prontas para problemas corriqueiros. Editar fotos, salvar e converter vídeos, organizar-se, criar fluxogramas, escrever um texto, criar uma planilha, criar apresentações e inúmeros outros aplicativos podem ser usados a custo zero ou quase zero.

O uso da inteligência coletiva é tão forte que até mesmo sistemas operacionais totalmente grátis são feitos. E, como não poderia deixar de ser, gerenciadores de conteúdo também. O Wordpress começou como um gerenciador para blogs, mas ganhou tanta força e tantos recursos com seus plugins e versões mais recentes que é pouco provável que você precise de algo além do que ele oferece para sites de médio porte. Vejamos os recursos mais usuais de um site: artigos e notícias, busca interna, editor visual de conteúdo, controle e cadastro de usuários, temas, upload de arquivos… Todos recursos nativos do Wordpress. “Ah, isso não é suficiente, pois preciso de galeria de fotos, indicação de artigo, inserir vídeos, antispan, gerenciador de publicidade, enquetes etc”. Tudo isso e outras tantas opções que você nem achou que precisava estão disponíveis como plugins, cuja instalação é mais fácil que empurrar bêbado em ladeira. Isso sem contar nas ferramentas que o Google oferece como e-mail online usando a interface do Gmail, um sistema de estatísticas sensacional e até mesmo uma busca exclusiva para o seu site.

Então, para que gastar um segundo que seja desenvolvendo algo que já existe? E o pior, cobrar isso do cliente! Se a roda já foi inventada, use-a. Não estou dizendo que ninguém jamais precisará de um CMS diferente. Sites de grande porte como portais têm necessidades próprias que justificam um gerenciador personalizado.

Coloque-se na situação do cliente. Ele contrata uma empresa para fazer seu site, e um determinado gerenciador é instalado. Depois de um possível mini-curso, ele começa a utilizar a ferramenta. Por qualquer motivo que seja, ele se decepciona com a empresa e resolve mudar. Lá vem outro gerenciador totalmente diferente, ou seja, mais tempo para aprender e se acostumar. Durante uma visita ao site do concorrente ele vê um recurso que adora e acha que tem tudo a ver com o próprio site. Solicita uma alteração à empresa, que envia um orçamento baseando-se no tempo de desenvolvimento vezes hora de trabalho e um prazo de 15 dias. Mais tempo perdido…

Ninguém gosta de perder tempo no trânsito, nem esperar um site carregar, nem aguardar a refoma da casa, e se você for asiático, nem esperar o peixe esquentar. Então por que desperdiçar o próprio tempo e do cliente fazendo o que já existe? Um único motivo poderia justificar isso: se for pra fazer outra roda, que seja a melhor roda de todos os tempos da história da humanidade. O Google fez isso com o Gmail, Michael Jordan com o basquete, os Wachowski com os filmes de ação e Steve Jobs com o walkman.

Nem todo mundo consegue essa proeza. Mas se for pra fazer… melhor fazer direito.