Ainda existe alguma cor “segura”?
por Rafael Dourado - 29/01/2007Quando a internet começou a se popularizar um pouco mais, todo webdesigner era orientado a trabalhar com uma paleta de cores chamada de “cores seguras“. Eram 216 cores que se tinha a “certeza” - entre aspas, pois certeza mesmo só se tinha com 22 dessas cores - de serem exibidas corretamente em qualquer monitor colorido e em qualquer sistema operacional. Mas nessa época, os monitores e placas de vídeo exibiam somente 256 cores, o navegador de 99% dos usuários de internet era o Netscape e placas VGA (16 cores) ainda eram bem comuns.
Mais atualmente, dois padrões de cores se tornaram os mais comuns: High Color (32.768 cores) e True Color (16.777.216 cores). As cores hexadecimais, velhas conhecidas dos designers para web, possibilitam essas 16 milhões de cores por pixel entre o preto (#000000) e o branco (#FFFFFF).
O High Color como padrão impossibilitava o uso de alguns degradês, já que a quantidade limitada de cores acabava mostrando as variações, mais ou menos assim:

Não era impossível, mas muito trabalhoso criar degradês e sombras no padrão High Color. Não foi à toa que junto com a febre Web 2.0, e com uma pequena ajuda do advento da banda larga, veio também uma nova tendência (para não dizer moda) de design cheio de sombras, reflexos, degradês e todas as variações de cores que se tem direito.
Mas essa festa durou pouco. Mais um elemento chegou para avacalhar com a vida de designers web: monitores LCD. Os degradês continuam, mas saem os tons pastéis e os cinzas claros. Isso sem falar na falta de fidelidade das cores de monitores LCD “genéricos” ou de marcas menos comprometidas com a qualidade da exibição das cores (tucanei monitor “sem-futuro’). Se entrar nessa equação a leitura errada das cores que o Internet Explorer faz de arquivos PNG, usuários inexperientes que não calibram seus monitores, a dificuldade de se utilizar programas de calibração, a diferença do Gamma (a intensidade das cores) entre Windows, MacOS e os milhares de Linux… sim, meu caro, fudeu!
Ser webdesigner é trabalhar com fluidos não-newtonianos. Se faz força para dar forma, mas quando solta…

29/01/2007 • 12:13
É rapaz, eu imagino que se você entrar como pessoa “normal” no meio, mais cedo ou mais tarde vai acabar “anormal”.
29/01/2007 • 14:53
Ainda tem as hexadecimais que só deus consegue descobrir o equivalente, como #339, #006, e por aí vai.