Archive for January, 2008

Profissão: Puta

por: Rafael Dourado - 30/01/2008

Calma, calma. Não larguei a vida de webdesigner pra virar outra coisa. Pelo menos não ainda! Mas morri de rir desse vídeo do Chico Anysio e deu vontade de mostrar aos amigos:

Dica via Twitter do darcio_martins.

Crise

por: Chico Neto - 25/01/2008

Uma postagem verborrágica para um ano que começou calado. Verdadeiro comentário de diário. Conversa de blogueiro. Chamem como quiserem, até mesmo de desabafo.

O ano de 2008 apontou com uma série de grandes notícias factuais. Todas encobertas por uma única hipótese avassaladora: a sua mãe está à beira da morte.

Em Marketing, é momento para praticar todas hipóteses apontadas num estudo de Gestão de Crise. Na realidade, crise. Sem reta, nem plano. E ponto. Giro de trezentos e sessenta graus.

Os manuais indicam: seja imediato! Priorize a gestão da crise de forma célere. Dedique esforços. Isto poderá ser fator crucial de sobrevivência ou derrota. E funcionou.

Feliz 2008, finalmente.

Não compreendeu? Uma postagem verborrágica. Categoria: nonsense. Sem problemas. Muitos pontos presentes. Porém, rápidos. Poucas palavras, muitas ações.

Mas, primeiramente, antes de tudo e ponto inicial: avise sobre a sua crise. Deixe uma postagem. Isto poderá ser fator crucial de sobrevivência ou derrota… depois da crise.

Opa! Escola de Design

por: Rafael Dourado - 25/01/2008

Opa! Escola de Design Finalmente um lugar bacana para se estudar design em Fortaleza. Alberto, Dirceu e Bruno, meus amigos de pós-graduação em Design Gráfico, juntarem-se ao professor Mário Roque e montaram uma escola onde design é levado a sério e aprendido na prática.

A Opa! está oferecendo oficinas em Stencil, Croquis, Postais e Diagramação, além do curso completo em Design Gráfico, que já começa agora em fevereiro.

Vida longa à Opa! e que o mercado de design continue crescendo nesta cidade.

Confira o site!

Xiao Xiao Ao Vivo

por: Rafael Dourado - 22/01/2008

Semana passada aconteceu o Sana Fest aqui em Fortaleza em comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. E uma das atrações foi o grupo Li Chan Lee que fez uma encenação de artes marciais mesclada com uma animação ao estilo Xiao Xiao — mas que não foi feita no Flash (descubra como ao final da animação). Confira:

Solução para o problema de tradução do Wordpress no Bluehost

por: glacial - 17/01/2008

Como o Coifman avisou, tivemos uma tremenda dor de cabeça com o Bluehost e um dos problemas foi a “quebra” da tradução dos projetos baseados no Wordpress.

Depois de tentar, por diversas vezes, entrar em contato com o suporte (via ticket de suporte ou por um live chat que nunca funcionava) vi no Twitter que os caras atualizaram as versões do Apache e do PHP no servidor e não mandaram aviso pra ninguém!

Algumas noites mal dormidas depois, consegui falar com alguns atendentes do suporte e depois de muitas sugestões furadas (como alterações no php.ini e reinstalação da tradução) encontrei a resposta num forum do próprio bluehost.

De acordo com o post, o upgrade fez a biblioteca gettext do Wordpress ter problemas com máquinas rodando a 64 bits. A solução encotrada foi alterar o arquivo wp-includes/gettext.php.

Na altura da linha 105 encontre o código:

// Caching can be turned off
$this->enable_cache = $enable_cache;
// $MAGIC1 = (int)0x950412de; //bug in PHP 5.0.2, see https://savannah.nongnu.org/bugs/?func=detailitem&item_id=10565
$MAGIC1 = (int) - 1794895138;
// $MAGIC2 = (int)0xde120495; //bug
$MAGIC2 = (int) - 569244523;
// 64-bit fix
$MAGIC3 = (int) 2500072158;
$this->STREAM = $Reader;
$magic = $this->readint();
if ($magic == ($MAGIC1 & 0xFFFFFFFF) || $magic == ($MAGIC3 & 0xFFFFFFFF)) { // to make sure it works for 64-bit platforms
$this->BYTEORDER = 0;
} elseif ($magic == ($MAGIC2 & 0xFFFFFFFF)) {
$this->BYTEORDER = 1;
} else {
$this->error = 1; // not MO file
return false;
}

E substituir por:

// Caching can be turned off
$this->enable_cache = $enable_cache;
// $MAGIC1 = (int)0x950412de; //bug in PHP 5.0.2, see https://savannah.nongnu.org/bugs/?func=detailitem&item_id=10565
$MAGIC1 = (int) - 1794895138;
// $MAGIC2 = (int)0xde120495; //bug
$MAGIC2 = (int) - 569244523;
// 64-bit fix
$MAGIC3 = (int) 2500072158;
$this->STREAM = $Reader;
$magic = $this->readint();
if ($magic == $MAGIC1 || $magic == $MAGIC3) { // < - 64 BIT FIX: CHANGE THIS LINE!
$this->BYTEORDER = 0;
} elseif ($magic == ($MAGIC2)) {
$this->BYTEORDER = 1;
} else {
$this->error = 1; // not MO file
return false;
}

Clique aqui para baixar o arquivo já corrigido.

Com isso, o Wordpress volta a reconhecer o arquivo .mo da tradução. Agora é só você fazer isso em TODAS as suas instalações do Wordpress no servidor. Sorte sua se não forem muitas :P

Nota de Usuário Revoltado

Seria somente um problema corriqueiro de atualização de versão se não fosse o descaso e dificuldade de atendimento do Bluehost. Até hoje não responderam nenhum dos tickets de suporte que eu mandei e só consegui falar com alguém no live chat depois de inúmeras tentativas durante a madrugada.

Fica aqui a minha reclamação e aceito sugestões de outros hostings que tenham um atendimento ao usuário decente. :\

A primeira entrevista a gente nunca esquece

por: Rafael Dourado - 15/01/2008

Leonardo Fontes voltou a exercer seu papel de Marília Gabriela da blogosfera e está novamente entrevistando um monte de gente. E como amigo é pra acudir outro, fui o primeiro da fila!

Serão várias entrevistas sobre um assunto de cada vez, começando por usabilidade e acessibilidade. Confira a entrevista, com direito a foto tosca e gagueira!

Plugin Wordpress: You Are Here

por: Rafael Dourado - 14/01/2008

[ATUALIZAÇÃO]

Droga, saiu um plugin com o mesmo nome. Vou ajeitar esse troço e publico direito.

Como já disse várias vezes aqui no Netlus, trabalho bastante com o Wordpress e o utilizo primordialmente como um gerenciador de conteúdo, mais do que um sistema para blogs. Boa parte dos site dos meus clientes são gerenciados por ele e o indico a qualquer um que precise de um CMS e não queira perder tempo nem dinheiro.

E em muitos projetos, crio pequenos plugins para agilizar meu trabalho. Logo, vou começar a publicar os mais genéricos aqui no Netlus.

Este plugin adiciona classes à tag <body> para identificar cada tela gerada pelo Wordpress e, assim, facilitar a criação do CSS. O You Are Here é baseado no plugin ClassyBody de Alister Cameron. Porém, o plugin dele criava as identificações baseado no ID, e isso muitos vezes gerava alguns problemas para mim na hora de uma migração.

O meu plugin se baseia no nome da página ou artigo e complementa a classe com as categorias associadas ou páginas-mãe. Como estou mais acostumado a trabalhar com o functions.php e nunca publiquei um plugin para Wordpress, é bem possível que algumas coisas estejam fora do padrão indicado (e não pensei em um nome melhor ainda). Corrigirei tudo isso e publicarei uma nova versão 100%. Mas esta já pode ajudá-lo bastante.

Instalação

  1. Baixe este arquivo.
  2. Descompacte-o na pasta wp-content/plugins .
  3. Ative-o.
  4. Altere a tag body presente no seu header.php da seguinte forma:
    <body class=”<?php if (function_exists(’you-are-here’)) you-are-here(); ?>”>
  5. Pronto. Agora é só criar o seu CSS.

Espero que seja útil.

Para que serve um jornal?

por: Rafael Dourado - 13/01/2008

É comum escutar de professores ou de “informais” formadores de opinião que ler jornal é obrigatório. Algumas empresas até usam isso como elemento seletivo de seus candidatos a funcionários e os perguntam sobre notícias da capa dos principais jornais da cidade como algo a definir a sua disposição a se manter informado. Em todo semáforo há alguém os vendendo e até nas bancas de revista eles têm local de destaque.

Ok, ok. É inegável a importância que o jornal ainda detêm. Mas, afinal, para que ele serve? Dentre as possíveis respostas: para se manter informado sobre o que acontece no mundo e para se ter opinião formada sobre as coisas. Contudo, o jornal ainda cumpre esse papel?

Começando com o que é só uma implicância minha: o suporte é péssimo. O papel é sujo, freqüentes problemas de retícula, é necessário uma certa habilidade para manuseá-lo e vem com tanta propaganda que não dá para pegar um jornal sem derrubar várias delas no chão (só pode ser proposital). Mas tem quem goste e assumo que é chatisse minha.

Mas transpostas as barreiras características da mídia e alcançando o conteúdo, este já perde para outras mídias em tudo o que já foi o melhor em outros momentos. O furo jornalístico, por exemplo, não é mais algo que o jornal consiga fazer. Hoje, quem fura alguma coisa é a internet, pela própria agilidade da mídia. É até comum, por exemplo, o jornal do dia trazer uma notícia errada, pois a questão foi resolvida horas depois das cópias serem rodadas.

Esse desespero para mandar o jornal às ruas cada vez mais cedo também influencia na qualidade dos textos. É tanto erro de português e tanta manchete absurda que tem até quem as compile só para rir depois. Só para constar: na porta da sala da equipe de revisão do Diário do Nordeste tem revisão escrito sem acento.

E por mais que se ignore esses erros, não se lê a opinião de ninguém. Os jornalistas há muito tempo não têm liberdade alguma nos jornais e são obrigados a falar o que a empresa quer e como quer. Alguns até tentam ingenuamente esconder fatos que se tornam de conhecimento público por outros meios, como se ainda pudessem controlar a informação. Alguns blogs até se especializam em denúncias que os jornais nunca mostram.

Com dificuldade de manuseio, textos mal escritos, nenhum compromisso com a verdade e “rabo preso”, os jornais perdem leitores a cada ano. E para recuperá-los, eles tentam adaptar características de outras mídias como a revista. Reduzem o tamanho do papel, alteram a linguagem, identidade visual, abusam de infográficos, criam cadernos de fofoca… Mas se é para ter o que já termos em outros meios, para quê ler jornal?

Bluehost e muita dor de cabeça!

por: Rodrigo Coifman - 11/01/2008

Ontem diversas ligações “pipocaram” em meu celular, informando instabilidade lá no bluehost (host onde hospedamos a maioria dos projetos web). Diversos problemas como indexação de DNS, cadastro de domínio opcional e até mesmo tradução de linguagem do wordpress foram alguns dos problemas detectados inicialmente.

Isso não me assustou, tendo em vista que qualquer estrutura tecnológica pode apresentar erros. Porém o que foi mais intrigante é que abri mais de seis chamados no helpdesk e não houve sequer uma resposta por parte do provedor. Além disso tentei uma segunda forma de comunicação, o chat, o qual tinha sido útil na maioria das vezes. Não obtendo resposta, tive que entrar em contato com um amigo que mora nos Estados Unidos que entrou em contato via telefone para obter uma informação mais específica do problema. Ele passou uma hora ao telefone e como resposta, o provedor informou que o problema foi em uma atualização do apache (servidor web) e que iriam resolver o mais rápido possível.

Em resumo quase 24h de muita dor de cabeça! Agora a pergunta que não quer calar: Você conhece algum outro provedor que ofereça um plano de 600 gb de espaço em disco, 6 tera de transferência, 2500 contas pop, suporte a tecnologias como Ruby e PHP, Cpanel (painel de controle) e um preço irresistível?

Vignette versus Wordpress

por: Rafael Dourado - 11/01/2008

Depois de um período de trabalho triplicado, recuperação da fadiga e virose e bacteriose mal curadas, finalmente voltei a postar! E uma das dores de cabeça que acabei tendo (devidamente amenizada pelo boa remuneração) foi trabalhar pela primeira vez com o Vignette.

Caso não conheça, a Vignette é uma empresa americana que possui uma série de produtos para a web. Sua soluções em gerenciamento de conteúdo são produtos caríssimos utilizados, obviamente, por quem tem muito dinheiro como a Globo e a Martha Stewart. Porém, durante todo o processo não conseguia deixar de pensar: com o Wordpress seria mais rápido.

A idéia do Vignette é que não é necessário muito conhecimento para fazer o que quiser com seu site e o projeto era um site modelo que tirava proveito de todos os recursos dele. Mas o sistema não é nada fácil de usar. Uma tarefa simples como a de inserir uma imagem em um artigo, por exemplo, são necessários cerca de 10 cliques — metade deles abrem uma nova janela — e o preenchimento de um formulário com os dados da imagem em um gerenciador de mídia em Flash. No Wordpress, nem é necessário sair da tela de edição!

Mesmo dizendo que é possível alterar qualquer coisa sem programar, o módulo de leiaute simplesmente não obedece ninguém. Ele próprio define as margens entre os blocos de conteúdo e por mais que se tente definir um tamanho exato para esses blocos, o número nunca é obedecido. Em um leiaute que deveria ter 3 colunas com 320 pixels, o Vignette alterava esse valores ao seu bel-prazer e ignorava as margens de leitura. No Wordpress, a mobilidade do visual depende da habilidade do desenvolvedor CSS, do arrastar-e-soltar dos widgets e dos plugins personalizáveis. A maior parte do trabalho fica de fato nas mãos do desenvolvedor, mas quem estudou design da informação aqui, afinal?

POG? Pior!

Bom, mas se é possível aprender a usar o Orkut, também é possível aprender a usar o Vignette, não é? Porém, se você for desenvolvedor e prezar o mínimo que seja pelo seu trabalho, terá de se despir de todos os seus valores caso vá trabalhar com esse elefante branco (que o diga Diego Eis, que assim também trata o Vignette). Diferente do Wordpress, os padrões web passam longe dali e o código gerado é uma gambiarra de fazer inveja a qualquer “sobrinho”. É uma mistura de CSS externo, CSS inline, tags abertas, tabelas posicionando divs e vice-versa, elementos sem identificação e javascript. Inclusive, em algumas páginas todo o conteúdo é puxado por javascript, até mesmo o leiaute. Ele redefine a Programação Orientada a Gambiarra!

Era tanto código que ele jogava que em certo momento parti para a ignorância e sai espalhando centenas de !important pelo CSS. Deu certo por um tempo, mas depois percebi que além do código normal do site, ainda existia um ícone em cada bloco de conteúdo com link direto para a edição que quebrou o leiaute inteiro.

Essa briga durou duas semanas intensas, mobilizou cerca de 20 profissionais internos, além de mim e o Glacial como externos, e o produto final, na minha opinião, poderia ter ficado melhor se o gerenciador não tivesse atrapalhado tanto. Porém, cumpria o prometido e a empresa que solicitou o outsourcing teve o seu leiaute devidamente implementado.

Mas não consigo tirar uma pulga atrás da orelha: como um sistema é considerado um dos melhores do mercado ignorando completamente qualquer estudo de usabilidade, acessibilidade e boas práticas de desenvolvimento?