Em design, escolher nome de empresa, produto, serviço tem nome. Chama-se naming. Se preferir: marca nominativa.
Nos cursos de graduação em Letras há, inclusive, disciplinas de Criação Lexical dedicadas a tal estudo. Um fonema tal que significa ou representa este ou aquele sentimento. Muita epistemologia, neologismos e Aurélio Buarque de Holanda nessas horas.
O importante, em todos os casos, é conceber um vocábulo capaz de representar verbalmente os valores da causa e dialogar com a estratégia do projeto. Do nome de um remédio ao nome de um plano de saúde. Se possível, por favor, que seja uma palavra de fácil pronúncia, simples redação e rápida assimilação.
Estou, neste momento, envolvido na concepção das marcas nominativas de duas instituições. Um dos casos merece destaque por um simples detalhe: o cliente solicitou que o nome estivesse disponível para o registro de domínio “.com.br”.
Ai, ai, ai!
O cliente, que tem sempre a razão, realmente tinha várias boas razões em se preocupar com isto. Ele já reconhece a internet como meio de comunicação estratégico na concepção da instituição. Ótimo.
O problema é que existem, agora, 1.125.083 chances de fracasso na escolha do novo nome da instituição. Tal número corresponde a quantidade de domínios com registro “.com.br”. E isto significa duas coisas. Primeiro, que vai ser cada vez mais difícil encontrar um domínio disponível para tal categoria de registro.
Só para ilustrar o quão raros estão os endereços, fiz uma pesquisa vasta pela cultura grego-romana, celta, tupi, egípcia e nórdica. Todos os nomes consultados estavam registrados. Sem falar nas várias tentativas no universo da astronomia. Nenhuma estrelinha restou. Tudo registradinho.
Segundo, que vai chegar o momento em que, finalmente, o uso das várias outras DPNs (Domínios de Primeiro Nível) será praticado corretamente. Logo, advogados terão seus sites registrados com terminação “.adv.br”, entidades da área de turismo com “.tur.br” e “.etc.br”…
E, se a quantidade de novos registros seguir a atual e expressiva estatística ascendente, tão logo, criaremos novo parâmetros para registros identificados. Se os veículos e telefones ganharam novos algarismos e dígitos, logo, será a vez da internet.