Archive for November, 2007

Tradução do NextGEN Gallery v0.82

por: Rafael Dourado - 30/11/2007

O NextGEN Gallery é o melhor plugin hoje em dia – na minha modesta opinião – para gerenciamento de galerias de fotos para Wordpress. Certo, eu sei que existe o Gallery2 e que ele tem muito mais recursos, mas o acho tão complicado de usar que não vale nem a pena.

Apesar de estar ainda longe do ideal, o NextGEN agrada muita gente e é o plugin que utilizo com meus clientes. É fácil de usar e compre seu papel.

Bom, fiz uma tradução para o português brasileiro usando codificação ISO-8859-1. Traduzi a versão 0.82 do plugin em UTF-8 e ISO8859-1. Caso tenha interesse, faça o download no link abaixo e descompacte-o na pasta /wp-content/plugins/nextgen-gallery/lang. Se encontrar algum erro, por favor, avise-me pelos comentários para que possa fazer a correção.

[ Tradução PT_BR do NextGEN Gallery v0.82 em UTF-8 ]

[ Tradução PT_BR do NextGEN Gallery v0.82 em ISO-8859-1 ]

Eu Twitto, Tu Twittas, Ele Twitta

por: Rafael Dourado - 29/11/2007

Já há alguns meses, venho mantendo meu vício em Twitter. Para você que não é suficientemente geek, Twitter é um serviço de microblogging. Nada de artigos gigantes nem muito tempo para elaborar seus textos. Você tem apenas 140 caracteres para passar a informação que deseja e deverá fazê-lo várias vezes ao dia.

“Que coisa mais nerd”. E é! Mas, acredite, esse troço vicia. Tanto que quando o Google foi às compras aproveitou para adquirir a finlandesa Jaiku – que junto com o Pownce e Folkstr formam os principais concorrentes do Twitter. Com isso, é bem possível que Larry Page e seu toque de Midas popularize de vez o microblogging no próximo ano.

Nesses meses twittando, percebi algumas coisas muito bacanas, e que estão sustentando meu mais novo vício.

Quebrando o gelo. Mas que gelo?

Twittar em pouco tempo se torna algo tão natural e pouco intrusivo, que por mais que você nunca tenha tido nenhum contado com quem você segue, não é preciso uma introdução nem um cuidado exagerado ao falar diretamente com ele. É como se não fosse necessário quebrar o gelo. Você vê alguém falando sobre algo que o interessa, entra na conversa e a discussão está criada.

Não é que aquele blogueiro é gente fina!

Como disse o Fábio Seixas no Braincast 10: “Twitter é o backstage da blogosfera”. Você conhece o processo de criação de um publicitário, as dificuldades de um desenvolvedor web, a elaboração de um artigo jornalístico… Tudo isso com tom de imediatismo. Logo, você descobre que o Bruno Torres (@brunotorres) é tão rabugento quanto eu, que o Diego Eis (@diegoeis) comprou um Xbox360, que o Glacial (@glacial) também quer um Xbox360, que o filho do Gil (@knuttz) anda brigando na escola, que o Luli (@radfahrer) compra todos os meus sonhos de consumo, que o Cris Dias (@crisdias) e o Inagaki (@inagaki) são engraçados de fato, que o Edney (@interney) odeia rótulos, que o Muniz (@rodrigomuniz) tá trabalhando demais e que a Thahy (@thahy) é a simpatia em pessoa.

RSS? Pra quê?

Tenho certeza que meu Netvibes está com ciúmes do Twitter. Desde que entrei pra essa vida tenho visitado-o menos. Antes, era sagrado eu ler cerca de 100 feeds todo santo dia. Agora o faço cerca de 3 ou 4 vezes por semana. Afinal, quem eu acompanho hoje por Twitter já o fazia via RSS. E esses twitteiros sempre informam quando publicam algo novo em seus blogs. Só não entendo porque eles sempre falam “new blog post” em vez de “novo post”.

Nós Twittamos, Vós Twittais, Eles Twittam

Se quiser participar, basta criar sua conta no site e sair adicionando todo mundo que quiser. Como eu, por exemplo. :) Também há um hanking dos twitters brasileiros.

Para acompanhar as atualizações, você pode adicionar a conta twitter@twitter.com no seu Google Talk ou instalar a extensão TwitterFox no seu Firefox. Dessas duas formas é possível tanto postar quanto ler novas postagens sem ter que visitar sua conta no site. Caso use o Netvibes, ele também tem um módulo para Twitter.

Ah! E se você prefere esperar o Google lançar a versão dele do Jaiku, transmito o “alerta” feito pelo Rodrigo Muniz:

Twittar tudo bem, mas quero ver é alguém dizer que já jaikuzou hoje.

Qual seu nome?!

por: Chico Neto - 26/11/2007

Em design, escolher nome de empresa, produto, serviço tem nome. Chama-se naming. Se preferir: marca nominativa.

Nos cursos de graduação em Letras há, inclusive, disciplinas de Criação Lexical dedicadas a tal estudo. Um fonema tal que significa ou representa este ou aquele sentimento. Muita epistemologia, neologismos e Aurélio Buarque de Holanda nessas horas.

O importante, em todos os casos, é conceber um vocábulo capaz de representar verbalmente os valores da causa e dialogar com a estratégia do projeto. Do nome de um remédio ao nome de um plano de saúde. Se possível, por favor, que seja uma palavra de fácil pronúncia, simples redação e rápida assimilação.

Estou, neste momento, envolvido na concepção das marcas nominativas de duas instituições. Um dos casos merece destaque por um simples detalhe: o cliente solicitou que o nome estivesse disponível para o registro de domínio “.com.br”.

Ai, ai, ai!

O cliente, que tem sempre a razão, realmente tinha várias boas razões em se preocupar com isto. Ele já reconhece a internet como meio de comunicação estratégico na concepção da instituição. Ótimo.

O problema é que existem, agora, 1.125.083 chances de fracasso na escolha do novo nome da instituição. Tal número corresponde a quantidade de domínios com registro “.com.br”. E isto significa duas coisas. Primeiro, que vai ser cada vez mais difícil encontrar um domínio disponível para tal categoria de registro.

Só para ilustrar o quão raros estão os endereços, fiz uma pesquisa vasta pela cultura grego-romana, celta, tupi, egípcia e nórdica. Todos os nomes consultados estavam registrados. Sem falar nas várias tentativas no universo da astronomia. Nenhuma estrelinha restou. Tudo registradinho.

Segundo, que vai chegar o momento em que, finalmente, o uso das várias outras DPNs (Domínios de Primeiro Nível) será praticado corretamente. Logo, advogados terão seus sites registrados com terminação “.adv.br”, entidades da área de turismo com “.tur.br” e “.etc.br”…

E, se a quantidade de novos registros seguir a atual e expressiva estatística ascendente, tão logo, criaremos novo parâmetros para registros identificados. Se os veículos e telefones ganharam novos algarismos e dígitos, logo, será a vez da internet.

Salto com Lorem Ipsum

por: Rafael Dourado - 23/11/2007

Infográfico Globo.com sobre as modalidades de Salto. Porém com todos os texto usando Lorem Ipsum.

Lindo esse infográfico do GloboEsporte.com, não? Só faltou trocarem o texto de marcação. Ainda bem que não é só a gente que erra. :)

twittada do Rodrigo Muniz

“www.” já deu o que tinha que dar

por: Rafael Dourado - 22/11/2007

Lembro como se fosse hoje do começo da internet. Todo mundo se perguntando: o que diabos é esse WWW? O World Wide Web era o principal conceito para explicar o que era essa coisa que estava aparecendo em nossas vidas. A teia representava a navegação hyperlink, onde um assunto leva à outro, que leva à outro… E assim se tecia a cultura global e se formava a rede mundial. Poético!

Para reforçar esse conceito e garantir a identificação com o novo meio, o começo de todos os endereços da web continham a abreviação “WWW“. E quando nossas mães perguntavam a diferença entre internet e e-mail, dizíamos que e-mail tem arroba e sites têm www. E sempre que se quisesse acessar algum site era preciso digitar a letra w repetida 3 vezes.

— Mas toda vida? Por quê?
— Sei lá!

Realmente, nada justifica que isso seja escrito sempre. É tão chato que eu já vejo muita gente que prefere digitar o nome do site na busca do Google e clicar no resultado. Mas quando o nome da empresa usava palavras comuns ou desenvolvedor simplesmente esquece de colocar o nome da empresa no <title> (sim, o title É MUITO IMPORTANTE) essa busca não vai funcionar.

Por praticidade, começamos a cortar o excesso. Tiramos as vogais de “você”, transformas expressões em dois pontos e parênteses, sai http:// e fica só o endereço, e depois de tanto digitar www., já dá uma coceira no dedo para deixar de usá-lo também. Mas como desenvolvedor, é preciso fazer um pequeno esforço para permitir isso.

Se seu site for hospedado em servidor Apache, crie ou edite o arquivo .htaccess e inclua as seguintes linhas (se você usa Wordpress, já deve ter percebido que ele faz isso automaticamente):

RewriteEngine On
RewriteCond %{HTTP_HOST} ^www\.domain\.com$ [NC]
RewriteRule ^(.*)$ http://domain.com/$1 [R=301,L]

Pronto. Com isso, não importa se eu digito “http://www.netlus.com.br”, “www.netlus.com.br” ou “netlus.com.br”. Chegar ao seu site vai ser mais natural. Mais informações em No-WWW.

O afro-descendente do Google

por: Chico Neto - 21/11/2007

Yes, black is beaultiful.

O perigo do Adsense

por: Rodrigo Coifman - 21/11/2007

A idéia de relacionar publicidade com conteúdo foi uma idéia interessante e amplamente difundida na web. Agora o segredo de um milhão de dólares vai ser como fazer um relacionamento inteligente para não acontecer casos como esse:

Matéria do Portal Verdes Mares

Pessoas Geneticamente Analógicas

por: Mariana Fontenelle - 12/11/2007

Em um dia corrido como todos ultimamente, precisei imprimir uns cartões de visita. Como estava sem tempo para ir à gráfica de costume, resolvi ver no site deles se dava para mandar o arquivo pelo site para me poupar a viagem. Passei uns 5 minutos procurando o site da Graphix no Google. Tentei de todo jeito e nada. Até que achei uma sacolinha da última vez que estive por lá que tinha o endereço do site.

De cara resolvi mandar um e-mail informando que o site não era encontrado pelo Google e que aparecia quebrado no Firefox. E para minha agradável surpresa, o gerente de marketing me respondeu prontamente para informar que esses problemas já estavam sendo corrigidos. Jóia! Eles até que se esforçam.

Mas cadê que eu consegui enviar o tal arquivo pelo site? Nada feito. Tinha que ser cadastrado. Ok, onde eu me cadastro? Na loja! Ave Maria, mas a ideia não era evitar a viagem até a loja?

Ok, fui à bendita loja no dia seguinte, já que realmente precisava imprimir os cartões. Perguntei à recepcionista como me cadastrar para poder enviar os arquivos pelo site da próxima vez. Eis que ela me entrega um contrato anexado a um formulário de 2 páginas que eu deveria entregar preenchido junto com as cópias do contrato social da empresa, do CNPJ e do comprovante de endereço.

Pra que tudo isso??? E por que não me avisaram isso logo no site, meu Deus???

Até parece que eu vou voltar para deixar essa papelada toda e só assim deixar de perder meu tempo indo até lá. Nã! Tem gente que ainda não entendeu que a internet serve pra facilitar e não dificultar a vida dos outros.

Blogcamp/CE - Menos é Mais

por: Rafael Dourado - 12/11/2007

Como divulgado por aqui, o Blogcamp/CE aconteceu no fim de semana passado na Fanor em Fortaleza. Pouco mais de 30 pessoas compareceram ao evento. Todos blogueiros.

A nossa maior vontade no começo era atrair mais pessoas “normais”, mas, infelizmente, por vários motivos acabamos não conseguindo isso. O que não impediu que discutíssemos sobre assuntos de nosso interesse como ética, jornalismo, monetização, audiência, profissionalização, servidores, mulheres e cerveja.

Caras novas, que não estiveram presentes no 1º Encontro de Blogueiros, apareceram e colaboraram com as discursões. Destaque para dois figuras dentro os demais que conheci lá e que não são da cidade: Ian Black e Sampson Moreira.

O Ian, que está praticamente rodando o Brasil participando de todos os “QualquerCoisaCamp“, eu só conhecia da fama gerada pelo Interney Blogs, e é um figuraça. Ajudou muito na organização do bate-papo, até mesmo garantiu que o Blogcamp seguisse o modelo proposto originalmente por seus idealizadores, e mesmo tendo dormido só 2 horas depois da viagem participou de tudo, do evento até as farras depois (o que por pouco não derrubou nosso patrono). Deu dicas essenciais do mundo da publicidade e do relacionamento das agências com blogueiros.

Já o Sampson, com quem eu disputava a primeira posição de comentários no Blogueisso, não tem nada a ver com a caricatura usada no site. Do alto dos seus quase 1,90m de altura, agüentou o carinho excessivo do Léo – que depois de 3 cervejas ama a tudo e a todos – com uma paciência e simpatia inabaláveis. Com certeza ainda vai fazer muita coisa bacana nessa blogosfera, principalmente depois do sucesso do blogurinhas.

No fim, muitas idéias de novas ações surgiram e encontros em barzinhos já marcados para uma vez por mês. Se coisas novas não surgirem, no mínimo faremos um último encontro no AA. Confira as fotos do evento. A lista de todos os presentes ainda será divulgada.

Internet boba, feia e chata

por: Rafael Dourado - 08/11/2007

Guangues invadem o Orkut e desafiam a Polícia no CE

Os jornais locais mais uma vez deixam transparecer que não conseguem mais ler esse novo mundo. Agora a internet também é culpada pelo aumento da violência na cidade.

Antes, os “gangueiros” se encontravam em locais próprios ou trocavam ligações e assim se organizavam para fazer exatamente as mesmas coisas que fazem hoje em dia. Mas como eles agoram usam o Orkut, “aí é que está o problema”! Essa tal de internet sem vergonha, sem limites e sem segredos que permite que pessoas más se juntem com outras pessoas más.

O artigo considera um absurdo existir comunidades que glamourizem o crime. Se existem pessoas assim (e não sou poucas), o que seria um absurdo era não existir tais comunidades. Parece que esse pessoal da “mídia de massa” ainda não se tocou que na frente do monitor existe uma pessoa, e o conteúdo da web é só produto do que essas pessoas fazem.

Além disso, o trabalho da polícia não ficou mais desafiador. Ficou mais fácil! É só entrar no Orkut, ver a data dos encontros e se dirigir ao local. Mas, pelo visto, é mais fácil jogar pedra a fazer o trabalho pelo qual se é pago. Mas o delegado Alves se justifica:

“Trabalhamos com uma rede e por isso alguns acessos não são permitidos. São liberados só em situações especiais. Não podemos ficar acessando sites aleatoriamente. E muitas vezes precisamos investigar sites de pedofilia, tráfico de drogas e armas pela internet e situações como estas, do orkut.”

Lembra quando todos os problemas de uma empresa não eram resolvidos por culpa de uma única figura: o “burocrata”? Aquele cidadão que por trás de uma mesa pedia copia de todos os documentos possíveis e imagináveis e assinaturas e carimbos de dezenas de pessoas? Pois bem, ele deu cria. Da sua prole surgiu o “Gerente de Suporte”.

Essa figura acredita que ninguém na face da Terra tem condições de enfrentar a selva online. Tudo ali é perigoso demais para meros mortais terem acesso. Pedofilia, violência, sexo, blogs, Gmail… Nada disso pode macular a pureza dos anjos que ele protege: nós. E se você discorda dele, você é um herege e merece ser banido do reino dos céus para um lugar com conexão discada.

E pelo visto esse pessoal já está se infiltrou em todos os seguimentos sociais. E quando questionados sobre a legitimidade de seus atos, eles bradam uníssonos aquele que é o maior hype do mundo analógico: A CULPA É DA INTERNET!