Archive for June, 2007

Divagando sobre Flash, Sites e Internet

por: Rafael Dourado - 30/06/2007

Nesta semana tive uma conversa com o Caetano Neto pelo messenger sobre uma certa figurinha repetida: o uso do flash na internet. Este assunto é algo que, vira e mexe, eu e ele estamos perdendo de vez em sempre alguns 30 minutos das nossas vidas.

Adiantando o fim, não chegamos a uma conclusão e nenhum dos dois abaixou a cabeça e disse “você está certo”. Mas se a conversa é um hábito normal entre nós, porque gastar alguns míseros kb no banco de dados do Netlus com essa dai? Porque estamos nos aperfeiçoando, ora. E nesse dia os dois estavam inspirados.

Sem mais delongas, fiquem com o bate-papo.

Caetano diz:
… o Michel Lent colocou um link lá do Muniz comentando o 12 EWD.

RaFaeL DouRaDo diz:
Tu viu eles falando do carinha da Gringo?

Caetano diz:
meteram o pau. Acho meio foda isso…. achar que não pode existir alguém que pense flash….
e que site em flash não é site de verdade

RaFaeL DouRaDo diz:
que “pense flash”??? Flash virou religião agora???

Caetano diz:
cara, se chamam de filosofia pensar web standard, e se já existem vários dogmas em cima… acho que tá já chegando nesse ponto… hehehehe… flash nosso que adobe tem patente, libertai a animação e dinâmica na web… fazei com que joguinhos sejam possíveis e sites como Get The Glass imagináveis. huahuahuahuaha

RaFaeL DouRaDo diz:
rapaz… o Muniz falou um negócio massa……. internet não é mistura de televisão com videogame….. é informação…..e o flash esconde informação…..
site em flash às vezes é dificil de navegar até por quem tem banda larga e anos de uso…

Caetano diz:
cara… será que site é só informação? por quê tem que ser?… cuidado… olha os dogmas…. vou fazer tua oração: Nielsen nosso que estai na terra, santificado seja, livrai-nos do mal das tabelas…

RaFaeL DouRaDo diz:
nem desse doidim do Nielsen eu gosto…. eheheh

Caetano diz:
que história…. mó seguidor do cara… hehehehe

RaFaeL DouRaDo diz:
site não é só informação… mas também não é só animação…..
já te mostrei exemplos de bom uso do flash…. mas só que isso só representa 1% dos sites em flash por aí…. quantos sites em flash bons tu conhece? e quantos ruins? se só 1% de quem usa flash consegue usar ele bem…… tem alguma coisa errada aí…….

Caetano diz:
cara… acho que a gente vai continuar nessa lenga lenga até não poder mais… hehehehe…cara… acho que nós dois pensamos um pouco mais livres do que esses dogmáticos seguidores do Zeldman, Nielsen etc…a única coisa que não concordo contigo é esse limitador…. acho que site não é obrigado a ser lido pelo google, isso tem melhoras? tem! mas é obrigatório? pra mim nada é obrigatório… acho que internet realmente não é TV… vai além. E se internet é um espaço onde eu posso fazer uma campanha, que não tem conteúdo, mas que consegue divertir, entreter alguém e passar a idéia da minha marca, porque não?

RaFaeL DouRaDo diz:
TER não tem… mas se hoje em dia já se criou o costume a procurar por informações no google…. se você quiser ir contra a maré…. fique a vontade. publicidade é diferente cara…. não é serviço…. se ficar em flash é ateh melhor que eu posso bloquear com adblock

Caetano diz:
pronto ai chegamos onde eu queria.. acho que a etimologia da palavra foi tão esquecida que já incorporou novas funções. site É endereço. Site (pra mim) é aquilo que se encontra na WEB. Então dizer que o Get the Glass, o Sou assim e sou Feliz e todas essas campanhas de internet não são sites de verdade acho isso loucura

RaFaeL DouRaDo diz:
já ouviu a expressão: “esse aí não mora, se esconde”?

Caetano diz:
pois é, mas como eu te disse… quem criou esse tipo de sites por mais que engane o cliente,… sabe que não vai ser lido pelo Google. acho meio impossível um profissional não saber disso. Mas ele escolheu não ser lido pelo Google em prol da “diversão” do usuário…

RaFaeL DouRaDo diz:
“impossível” não é… nunca duvide da estupidez humana

Caetano diz:
sabia que tu ia dizer, já tava com a resposta… hehehehe… se esse cara não sabe disso, ele pra mim, não é profissional web…

RaFaeL DouRaDo diz:
cara…. a informação deve ser transmitida da forma mais adequada e de acordo com o meio…. tem tipos de informação que em vídeo ou animação fica muito mais claro…. como os infogramas no G1…. o problema é quem inventa de fazer site institucional em flash…. pra quê??????

Caetano diz:
ahhhhhh, ai já é outra história…. pode ver que eu estou defendendo campanhas que somam a marca, mas não necessariamente são institucionais

RaFaeL DouRaDo diz:
então estamos falando de sites diferentes

Caetano diz:
hehehehe…

RaFaeL DouRaDo diz:
mas outra coisa….
campanha publicitária não precisa necessariamente estar sempre atrelada a animações
um banner animado que puxa pra um site com informações… essas informações não precisar estar animadas….. talvez até nem deveriam

Caetano diz:
só lembrando, a discussão começou pq o Rodrigo Muniz disse que a Gringo não faz site de verdade.

RaFaeL DouRaDo diz:
Concordo.

Caetano diz:
meu martelo bate sempre contra dogmas

RaFaeL DouRaDo diz:
mas a gringo não faz site de verdade. faz televisão interativa….. é qualquer coisa menos internet…. exatamente por que ele é defensor de que TUDO deveria ser animado, em flash etc… tu viu aquele site deles do tricô? eu fiquei foi tonto de tanto que a imagem subia e descia.

Caetano diz:
chapa…. pensa assim não…. você tem cabeça…. não entra nessa de dogmas… qual era esse?
aliás,,… essa era até uma coisa que eu queria saber…. como é que o Rafael Dourado, assumido jogador de jogos eletrônicos, alguns em 3d, consegue se sentir bem jogando esses jogos novos, mas se aparece algum site que tenha tais recursos, te deixam tonto? hehehehehe

RaFaeL DouRaDo diz:
pq videogame é videogame…. site é site…. e eu fico tonto em alguns jogos 3d também …. quando a proporção é distorcida. por isso que eu gosto do Super Mario. hehehe

Caetano diz:
hehehehe…. tá vou fingir que entendi… hehehe

RaFaeL DouRaDo diz:
cara… e tem outra coisa…. a maioria das lombras em flash que eu vejo não tem base nenhuma pra saber se o usuário está gostando ou não.
nesse site da vale do rio doce por exemplo…. o próprio carinha do Gringo disse que a maioria das pessoas só escrevia CU e saia e provavelmente nunca mais voltava.
famoso bonitinho mas ordinário.
a gringo se destaca quando usa esses recursos de maneira correta….. como o próprio site de lançamento da gringo.nu que tinha uns vídeos personalizáveis para enviar por email para o chefe…..
ali foi um bom uso do flash. mas tu já imaginou o orkut em flash? o gmail em flash? imagina a merda. com umas 3 barras de rolagem espalhadas na área. sem poder aumentar a fonte. sem poder selecionar o texto direito

Caetano diz:
foi mal fui escrever cu no vale natureza

RaFaeL DouRaDo diz:
auhauhhauhahua

Caetano diz:
cara… entenda… eu não defendo o flash como única ferramenta de web. eu implico com quem diz que ele é errado que isso não é internet. talvez se eu tivesse lido só o comentário do cara do Fator W, a gente nem teria tido essa conversa. enquanto o Rodrigo Muniz quase mandou linchar o Matarazzo porque ele diz que sites só com texto e imagens não impactam, o cara do Fator W veio com uma resposta altura: “Ora, pensemos nos sites que mais impactam a vida das pessoas: Google, Orkut, Gmail, Flickr, YouTube, Delicious, Netvibes, internet banking, blogs… algum deles usa 3D, animações, sons? Não creio.”

RaFaeL DouRaDo diz:
eles concordam….. só que um mostrou argumentos
e aquele Neto Leal, mah!…. que até o blog dele é em Flash?!?!?!

Caetano diz:
o que me puxou a casca da unha encravada do meu dedo menor do pé esquerdo, aquele dedo que a gente sempre topa nos pés das mesas. foi o cara dizer que o Matarazzo não faz sites de verdade

RaFaeL DouRaDo diz:
o negócio mah….. é a essa galera que defende flash sofreu lavagem cerebral da Macromedia lááá no começo. a Macromedia quando lançou o flash…. quis convencer todo mundo de que o flash substituiria o HTML. chegou a lançar um navegador que só abria swf. só q quanto mais força eles faziam…. mais o HTML crescia…. em vez do povo amadurecer e saber que tem opções agora…… tem um monte de gente por aí que ainda ficou nessa época. enfim….. se a topada foi que o Matarazzo não faz site….. site pra ti é qualquer coisa que tá na internet???

Caetano diz:
é!

RaFaeL DouRaDo diz:
intranet é site?

Caetano diz:
tem o endereço (não conteúdo) acessível? site = endereço

RaFaeL DouRaDo diz:
Não!!! por isso é intranet
torrent é site?

Caetano diz:
nopz… torrent é um arquivo. HTML é um arquivo. swf é um arquivo.

RaFaeL DouRaDo diz:
Um “site” em flash pesando 10 mega é site?

Caetano diz:
não, site é o www.pesadopracaralho.com.br. huahuahuahuhahua! cara… mas, sim, considero sim que “site” com dez megas, sites que o google não lê, sites que nunca vão abrir no meu celular/palm/smartphone (quando eu tiver um), sites que bordam cu, são sites de verdade.

RaFaeL DouRaDo diz:
e são internet? o que é internet pra ti?

Caetano diz:
internet é um meio de comunicação… assim como tv é um meio, rádio é um meio….
na tv tu vê o jornal nacional (web standard, tá, com ressalvas, mas…) e vê a Xuxa (flash)… fazendo a paródia sobre acessibilidade de conteúdo. (pq há quem diga que a Xuxa tem conteúdo, mas como eu não consigo achar (google))

RaFaeL DouRaDo diz:
sim… mas você concorda que tem muita gente aqui no ceará principalmente fazendo TV quando deveria estar fazendo rádio? pq o formato é de rádio e não tv?

Caetano diz:
cara, concordo…. assim como tem muito filme do cinema com cara de teatro. com cara de quadrinho. acho até que teatro é o mais mal adaptado pras outras mídias…

RaFaeL DouRaDo diz:
sinal de que estão no meio errado, não é? um transexual nu pode estar numa missa de 7o dia….. mas alguma coisa tá errada ali

Caetano diz:
será? tu assistiu A Partilha? tu assistia Sai de Baixo? tu assistiu Quarteto Fantástico? tudo tava errado ali?

RaFaeL DouRaDo diz:
sai de baixo sofria adaptações pra passar na TV….. tanto que quando faziam ao vivo era uma desgraça…

Caetano diz:
mas deixou de ser teatro? quantos e quantos filmes, por mais que joguem dinheiro e tomadas diferentes de câmera, continuam com cara de teatro… e pra mim, nem por isso deixam de ser engraçados/divertidos…. e é o que eu estava querendo na hora…

RaFaeL DouRaDo diz:
cara…. mas a relação da TV com o teatro é muito próxima…
são ambos um show na sua frente……. no teatro se tem uma imersão maior…. mas na tv isso também acontece

Caetano diz:
e da internet com o .swf? é longe? e da internet com o videogame? é longe?
onde tu joga teus jogos? onde tu acessa teus sites?

RaFaeL DouRaDo diz:
mas EU jogo meus jogos….. minha mãe não… e EU não sou maioria na internet….

Caetano diz:
quem é a maioria na internet? o que é maioria na internet? será que meu site é acessado por minha mãe?

RaFaeL DouRaDo diz:
aí que entra meu conceito de internet
internet para mim é um “shopping” com trocentas opções…. e que todo mundo que entra nele pode, se quiser, conhecer todas as lojas….

Caetano diz:
pronto perfeito….

RaFaeL DouRaDo diz:
minha mãe não acessa o YouTube…. mas no dia que ela quiser ela pode
EU não acesso o Get the Glass….. pq eu moro no ceará e minha internet é uma bosta

Caetano diz:
(sério? eu achei ateh rapidim)
e por isso o YouTube deixa de ser site de verdade?

RaFaeL DouRaDo diz:
não.. pelo contrário… o YouTube É um site de verdade

Caetano diz:
mas tua mãe não entra nele… alguma coisa deve estar errado! hhehehehe

RaFaeL DouRaDo diz:
não entra… mas quando quiser ela pode……
EU não acesso o site do Gringo.nu porque o computador da minha casa é ruim…. e ele ficou muuuuuuito lento
o gringo.nu eu não entro nem querendo
o get the glass eu não entro nem querendo.

Caetano diz:
e aê… ele deixou de ser site de verdade?

RaFaeL DouRaDo diz:
ela não acessa o youtube porque não quer…. não porque não pode
aí entra a liberdade de escolha….. que para mim é a característica da internet que está criando tantas revoluções seguidas

Caetano diz:
certo… vamos ver se eu entendi….
carro é um veículo, função do veículo é transportar. lancha é um veículo. jatinho é um veículo. eu não possuo uma lancha e nem um jatinho e estou longe de poder possuir. lancha, deixou de ser veículo? jatinho deixou de ser veículo?

RaFaeL DouRaDo diz:
a relação não é a mesma

Caetano diz:
por quê?

RaFaeL DouRaDo diz:
se quiser andar de jatinho eu pago e ando…… se eu não tiver dinheiro eu não tenho escolha…. o mundo real não é internet…. internet é um meio que é por natureza democrático….. quando eu tiro essa democracia eu crio uma falha na matrix

Caetano diz:
teu computador não renderizou corretamente o site da Gringo e tua internet não tem velocidade suficiente pra abrir em 2 segundos o get the glass….por isso eles deixaram de ser site?

RaFaeL DouRaDo diz:
o site da gringo…. se eu for deficiente visual…. eu nunca vou conhecer nada do que eles fazem…..

Caetano diz:
discordo….

RaFaeL DouRaDo diz:
o site da gringo….. se eu tiver com o mouse com defeito eu já não entro mais nele…um jatinho eu só preciso de dinheiro pra entrar num……. ou até amizade com piloto já basta. o da gringo…. se eu não estiver em condições normais de temperatura e pressão eu não entro

Caetano diz:
a minha pergunta é: Deixa de ser site? pra mim pode deixar de ser acessível/democrático/usável/lido pelo google

RaFaeL DouRaDo diz:
pode até ser um site….. mas não é INTERNET. é como os quadrinhos “desanimados” da marvel nos anos 70. no mínimo… uma adaptação mal feita

Caetano diz:
e vira o quê? Intranet?

RaFaeL DouRaDo diz:
não…. vira um elemento estranho. não é internet, mas está ali. vira uma gripe

Caetano diz:
(cara a gente tem que transformar essa discussão em post) vamos bombar de comentários

Caetano diz:
huahuhauhauhauhauha

RaFaeL DouRaDo diz:
eu jah tava pensando nisso desde o começo

Caetano diz:
a gente devia era fazer uma discussão aberta nos blogs. Huahuahuahuahuah. ai, ai…. só que eu já sei que vou ser crucificado. afinal os w3c’s são mais perigosos que os flashers. huahuahuahauhauhauhauha

RaFaeL DouRaDo diz:
são nada…. o flasher têm raios lazers.

Caetano Neto é um metido e enxerido que tem manias de grandeza e achou que viver de internet uma coisa divertida. Hoje, ele se encontra um pouco offline, mas costuma de vez em quando colocar ser parcos bons pensamentos nos blogs www.caetanoneto.com e www.bomabessa.com.br.

I Seminário de Marketing e Comunicação para Internet - 2º Dia

por: Rafael Dourado - 29/06/2007

Agora sim! O segundo dia foi, no mínimo, mais profissional que o primeiro.

1ª Palestra: Honório Melo | Tema: Atendimento Online

Honório Melo (o verdadeiro, já que confundi Horácio com Honório ontem), diretor da Iativa, fez uma palestra segura e organizada, demonstrando clara confiança no produto. Falou rapidamente sobre a maneira como acredita que deve ser feita um atendimento online passando por tópicos como transparência e monitoramente de ações, então, passou a citar todos os recursos de sua ferramenta WebSupport. O powerpoint continuou péssimo e todo o texto também continuou sendo lido pelo apresentador, como se não conseguísemos ler.

Não acredito que o senhor Honório venha a ler este texto, mas de qualquer forma farei uma crítica pessoal ao que foi apresentado. Não vi nada de muito diferente do PHP Live, a não ser pelo fato de ser em português. Porém, apesar da ferramenta não ser inovadora, o serviço de suporte oferecido por eles e a atenção em monitorar a maneira como o cliente utiliza a ferramenta torna o produto bastante atraente.

Percebi falhas com relação a interface no que diz respeito a experiência do usuário. Um dos recursos é o do atendente escolher a esmo um cliente que está navegando na página e oferecê-lo ajuda. O aviso é feito em forma de alert interrompendo a navegação do usuário e questionando se ele deseja ajuda. Questionado sobre o medo que isso pode causar a um usuário ele disse que metade das pessoas aceitavam e que eram poucos os que se incomodavam. Duvido muito. A maioria das pessoas se assusta até com o aviso do msn de envio de arquivo, mesmo que o arquivo seja um Gif.

De qualquer forma, é possível testar a ferramenta de graça em algum endereço no site. Não achei esse endereço.

2ª Palestra: Luciano Vaz | Tema: Usando o E-Mail Marketing para aumentar os Negócios

Luciano falou mais tempo sobre um assunto menos questionável que o do dia anterior. A discursão sobre spam corretamente não entrou, já que é um assunto polêmico sobre um tema praticamente sem solução. Diferente de ontem, Luciano praticamente entregou um manual de como trabalhar com e-mail marketing. Extremamente útil para iniciantes, mas tornou a palestra com mais cara de aula do que de apresentação de fato. O assunto também não ajudou muito, afinal, depois de falar de higienização de lista, transparência com o usuário (item obrigatório em tempos de propaganda disfarçada), particularidades dos leitores de e-mail e citar um case de sucesso e outro de fracasso, poucas dúvidas restaram.

3ª Palestra: Honório Melo | Tema: ClickMailing

Melo pegou o embalo do assunto e apresentou a ferramente da Iativa que faz tudo que Luciano Vaz disse que deveria fazer. Pronto.

Encerramento

Patrícia presenteou Luciano com uma rede (de deitar, não de conectar) e sorteou camisas e bonés para quem respondeu o formulário de pesquisa (que me pareceu ter sido feito às pressas). Soltou mais uns 30 “né” e apelidou Luciano de diamante da internet brasileira. Que maravilha.

De resto foi juntar a galera para tomar todas depois do evento, rir um bocado das besteiras e falar sério sobre… nada. Que venham os próximos.

I Seminário de Marketing e Comunicação para Internet - 1º Dia

por: Rafael Dourado - 28/06/2007

Acabei de chegar do 1º dia de seminário e a impressão não é das melhores.

1ª Palestra: HonórioHorácio Melo | Tema: ???

Horácio se identificou como um engenheiro paraense de sotaque carregado. Um senhor carismático, mas com uma dicção terrível e sérios problemas com concordância verbal. O que me fez pensar: tem algo errado aqui. Pareceu ter sido jogado de pára-quedas na apresentação. Não tinha sequer visto o material e a cada slide mostrado tentava ler os ilegíveis textos vermelhos com fundo rosa e traçava comentários do tipo: “nesse gráfico dá para ver que a internet está crescendo muito, muito, e crescendo assim de um jeito incrível.” Sério?

Lá pelo 5º slide consegui entender do que se tratava a apresentação. Não, não havia ficado claro no começo, pois o apresentador havia apenas se apresentado e começado a falar sem parar. Bom, se tratava do produto Bolsa de Negócios do SEBRAE, cujo diferencial era convergir interesses comerciais dos participantes (eu acho). A idéia parecia ótima, mas as poucas telas mostradas e a desorientação do apresentador acabaram com a credibilidade do material.

Se souber mais informações sobre o produto farei outro post, que ele realmente parece valer a pena. Vou fazer esse esforço já que o senhor Honório e quem o colocou no palco não ajudaram em nada na sua divulgação.

Frase marcante: “Passa aí, Carlinhos!”

2ª Palestra: Patrícia Leitão | Tema: Estratégias de Marketing Online

Depois do showman anterior, Patrícia Leitão toma conta do microfone e no primeiro slide eu confirmo: realmente tem alguma coisa errada aqui. Começa dizendo que a comunicação nos anos 90 era representada pelo telefone fixo e o cartão de visita(!). No 3º slide eu ceguei, pois algum gênio resolveu ligar a luz da câmera na cara da platéia. 10 minutos depois quando me acostumei de novo com a luz, de nada adiantou, pois os slides também eram ilegíveis. Ainda bem que ela lia TODOS, né?

Ah, foram cerca de 140 “nés”. Eles serviam como ponto final de TODAS as frases, sem exceção. A filha de 5 anos de Patrícia servia de exemplo para tudo já que ela acessa o site da Barbie e lê e-mail. Ela devia achar que a platéia também só fazia isso na internet, já que explicou coisas como YouTube e e-mail para 500 pessoas que usam os dois todo dia. Faltam-me adjetivos para descrever a cara de abismada que a senhora fazia ao dizer que o e-mail era interativo, pois tinha um link que ao clicar ia para um site. Como diria um amigo de amigo meu: “essa tiquinologia é mesmo incrível”.

Pausa para pérolas ditas durante a palestra: ipódi (iPod), p de comunicação (4 pês do marketing), marketing tchuãtchuãtchuã (marketing one-to-one), icômici (ecommerce)… O Helder anotou as que ele percebeu. Ao tentar mudar de slides, a apresentadora pula para um slide com a marca do Google gigante e depois volta para um com a pergunta: qual a marca mais valiosa do mundo? Um público de maioria de empresários ou, no mínimo, usuários de internet, não saber a resposta é sinal de que estava em coma e não viu a marca estampada em todas as revistas e sites de notícias do mundo. Patrícia lamenta: — Poxa, estraguei a surpresa. Uma mulher do século XXI que paga suas contas pela internet e faz compras online levar uma surra de um controle de slide? Devia ter pedido ajuda ao Carlinhos.

Ah! Adivinhem o assunto principal no Coffee Break

Frase marcante: “YouTube, né.”

3ª palestra: Luciano Vaz

Depois do show de humor do primeiro bloco, finalmente algo útil. Luciano compensou os slides tão ruins e ilegíveis quanto os outros (só consegui ver uns 3 deles, já que ceguei mais uma vez com a luz da câmera) com uma bagagem de conhecimento e experiência invejável e digna de um gerente de mídia da maior agência interativa do país. Tirou boa parte das dúvidas de quem trabalha direta ou indiretamente com mídia online como possíveis estratégias, características do meio em comparação a outros, formas de remuneração e fontes de dados estatísticos.

Foi, acredito, a palestra mais curta, mas infinitamente mais objetiva. A platéia parecia ter ficado com sede depois de tanta baboseira e quando teve oportunidade lançou inúmeras perguntas ao convidado que as respondeu inclusive com informações extras. Houve até quem tentasse uma consultoria à jato (sempre tem um espertinho).

Particularmente me impressionei em saber que apesar da Agência Click se fazer conhecida pelas campanhas e peças criativas, não é nem de longe sua principal fonte de renda. De resto, explicações do modus operandi da agência e a relação com agências tradicionais foram esclarecedoras.

Bom, a segunda metade do segundo dia promete. Quem quiser participar é só passar por lá. É grátis!

Conclusão do dia

ALGUÉM PELO AMOR DE DEUS PROIBA O MAU USO DO POWERPOINT!!!

Marketing e Fidelidade - O retorno

por: Chico Neto - 27/06/2007

Para quem leu “O Marketing e a Fidelidade” aqui no Netlus, uma surpresa: a TV SHOW ligou-me para dialogar sobre o assunto. Vale lembrar que enviei um e-mail, através do site da empresa, informando sobre o texto aqui publicado.

O telefonema durou pouco mais de 30 minutos e causou-me agradável surpresa.A atendente, realmente, mostrou-se interressada em conversar. E, repetidas vezes, disse que a TV SHOW se preocupa bastante com a satisfação dos clientes. Além disso, ofereceu-me uma série de pequenos benefícios, justificando que eu me tratava de um cliente com mais de três anos de uso e que isto seria como uma bonificação pela minha permanência.

Entretanto, a grande questão que apontei no texto anterior persisitiu. A funcionária, desconsertada, só confirmou minha crítica: a empresa oferece, sim, planos aos novos clientes com valores diferenciados e inferiores aos cobrados aos atuais assinantes.

Por mais que a atenciosa funcionária repetisse o quão importante é a satisfação dos assinantes, insisti em dizer que a prática da empresa não confirmava a informação. E que, a atitude mais correta - na minha opnião - seria abranger a promoção a todos os assinantes e usar isto como motivo para a conquista de novas assinaturas, essênciais para manutenção e crescimento da instituição.

Aliás, para comprovar o descuidado da empresa com os assinantes, disse a ela (que pode confirmar atrávés do banco de dados da instituição) que eu havia solicitado uma mudança de ponto e que o valor foi cobrado sem qualquer abono. E que eu havia solicitado a mudança de um plano analógico para digital e a empresa também informou que a mudança só seria possível com um pagamento referente a uma nova instalação. Foi esta mudança do sistema analógico para o digital que acabei conseguindo sem custos adicionais, graças ao telefonema. Mas vale lembrar que isto acarretará num pequeno aumento no valor da minha mensalidade (que passa a ter mais três canais disponíveis com a mudança de pacote).

No final da conversa, a atendente disse-me que todas as informações coletadas na nossa amistosa conversa seriam passadas para a diretoria da empresa.

Fim de papo.

Tem gente que não assume o erro

por: Rafael Dourado - 27/06/2007

Essa eu tinha que contar… Semana atribulada na Tropus com direito a atendimento artista.

Estava otimizando um banner a pedido de uma agência (incrivel como tem gente que sofre para fazer um banner com 20kb) quando percebo o seguinte erro de português: Centro de Beleza Femininio. Desconfiado da revisão ortográfica feita pelo Seu Creysson, corrijo para Centro de Beleza Feminina.

Depois de três refações e a já publicação da banner, um diálogo se trava no messenger:

— Por favor, corrija o texto para Centro de Beleza FemininO.
— O centro que é feminino, ou seja, é formado por mulheres, ou é um centro que cuida da beleza da mulher?
[pausa de 15 minutos]
— Trocar para Centro de Beleza Feminino.
— Vou confirmar com o plantão gramatical.
— Não precisa! Coloque Centro de Beleza Feminino.
— Olha, o plantão disse que é Centro de Beleza Feminina, pois se o Centro fosse feminino o ideal seria Centro Feminino de Beleza.
[pausa de 20 minutos]
— Troque para Centro de Beleza Feminino.
— MAS ESTÁ ERRADO!!!
— Não importa, é licença poética.

Então tá…

Como evitar LER e dar um nó no juízo ao mesmo tempo

por: Rafael Dourado - 25/06/2007

Quem trabalha muito com computadores com certeza já sentiu ou sente dores freqüentes no pulso. Nunca pensou que pudesse haver algo mais de errado além do seu jeito torto de sentar e sua cadeira improvisada?

O modelo de teclado que usamos atualmente ― conhecido como QWERTY, em referência às 6 primeiras teclas da 1ª linha ― foi desenhado para digitarmos mais devagar. Os primeiros modelos de máquinas de escrever eram muito frágeis e a mudança do modelo DVORAK ― modelo original adaptado para o inglês ― para o QWERTY passava a impressão de fácil uso, pois era possível escrever typewriter somente com teclas da 1ª linha (tinha quem caisse nessa história).

Ora, se hoje quase todos os teclados são resistentes basta voltarmos a utilizar o DVORAK, certo? Não, pois teclamos em português e precisamos de um teclado pensado para a nossa língua.

Pensando nisso, Ari Caldeira resolveu criar um modelo adaptado à nossa língua baseando-se nas seguintes condições, em ordem decrescente de importância:

  1. Assumimos que o digitador tecla usando os dedos corretamente, ou seja, digita como se aprendia nas escolas de datilografia, e não cata milho nem digita só com o indicador e o médio;
  2. Desse pressuposto, consideramos que é mais fácil digitar as letras na linha central do teclado, onde os dedos já repousam por natureza. Em seguida, em ordem decrescente de facilidade, vem a linha superior, a inferior e a numérica;
  3. A carga de digitação de cada dedo tem que ser proporcional à força desse dedo: os mais fortes, maiores e flexíveis, o médio e o indicador, devem ficar com uma carga de digitação maior do que a que fica com o anular e o mínimo. O mínimo deve ficar com o mínimo possível, principalmente o da mão direita;
  4. A mão direita, além da digitação, cuida do “Enter”, do “Backspace”, das setas direcionais, do teclado numérico, sem falar no mause. Dessa forma, considerei que é melhor balancear o mais igualmente possível a carga de digitação entre as mãos, e talvez até manter esse balanceamento ligeiramente penso para a esquerda, já que normalmente a mão direita trabalha mais de que a esquerda;
  5. É mais fácil e rápido digitar alternando as mãos, ou seja, se um toque é dado com a mão esquerda, o próximo deveria ser com a direita, e assim por diante;
  6. Quando o princípio acima não puder ser aplicado, ou seja, 2 toques têm que ser dados com a mesma mão, é melhor que eles:
    1. Não sejam dados com o mesmo dedo;
    2. Sejam dados com um movimento “de fora para dentro”, com o primeiro toque sendo dado pelo dedo mínimo, por exemplo, e o seguinte pelo médio ou indicador. Esse tipo de movimento é o mais natural para nossas mãos: experimente tamborilar na mesa com os dedos; com certeza você vai começar com o mínimo e terminar com o indicador.

O resultado:

Teclado BR Nativo

Eu já estou treinando há 2 dias e ainda estou sofrendo um pouco. Nunca demorei tanto para conseguir escrever um post, mas espero estar melhor em pouco tempo. Se tudo der certo, faço um programinha para treino.

Quem quiser ao menos conhecer, baixe o driver para seu sistema operacional e boa sorte.

O Marketing e a fidelidade.

por: Chico Neto - 24/06/2007

Na última semana, mais uma vez, observei duas ações de comunicação e precificação de marketing que me deixaram irritado. Tratam-se de campanhas da TV Show e da Oi Velox para a captação de novos clientes e, conseqüentemente, aumento nas vendas. Em ambos os casos, a operadora de televisão por assinatura e provedora de internet banda larga, respectivamente, oferecem uma série de descontos e isenções para novas assinaturas.

São preços reduzidos e exclusão de taxas de instalação. Mas só para novos clientes. Eu, por exemplo, que já sou cliente de ambas empresas há mais de dois anos, continuo pagando o mesmo preço - mais caro - para utilizar os mesmos serviços adquiridos por novos assinantes.

Irritante!

Quando questionado por clientes e parceiros, jamais (!) sugiro estratégias que transferem benefícios maiores a novos clientes em relação a usuários fiéis. Principalmente quando o assunto é um serviço de assinatura, como os dois exemplos acima.

Não sou contra um hospitaleiro gesto de boas-vindas, pelo contrário. Até porque o povo cearense é conhecido por ser extremamente receptivo. Porém, no Ceará há também um péssimo hábito em enaltecer os novos visitantes e, para isto, diminuir os benefícios dos hóspedes cotidianos, o seu próprio povo.

No livro Marketing para o Século XXI, o “mestre dos magos” Philip Kotler aponta as principais práticas do que ele chama de um ultrapassado e negativo Marketing de Neandertal:

  • Equiparar marketing a vendas.
  • Enfatizar a conquista de clientes, e não sua manutenção.
  • Tentar lucrar em cada transação em vez de lucrar gerenciando o valor do tempo de vida de um cliente.
  • Elevar preços com base em markup (porcentagem do custo ou preço de um produto acrescentada ao custo para obter o preço de venda).
  • Planejar cada ferramenta de comunicação separadamente em vez de integrá-las.
  • Vender o produto em vez de tentar compreender e atender às reais necessidades dos clientes.

Como o próprio Kotler sugere, o tipo de lucro que garante a longevidade dos dividendos de uma instituição está nas estratégias focadas, principalmente, nos atuais clientes. São eles os principais promotores da experiência positiva do consumo. Os maiores agentes de venda. A previdência que, mensalmente, garante o futuro da organização. Mantê-los e apaixoná-los constantemente, tornando-os realmente fieis, é uma das melhores soluções de marketing.

O resto, como diz a gíria, é “galinhagem”.

“The book is on the table”

por: Mariana Fontenelle - 20/06/2007

Quando eu tinha 9 anos meus pais me matricularam em um curso de inglês. Que judiação! A pobre criança mal falava o português direito, já tinha que saber o verbo to be e suas conjugações.

No começo era um martírio. No fundo, no fundo eu nunca gostei muito daquela lingua. Cheguei a concluir o curso mas nunca senti que soubesse de verdade falar inglês. E a minha aversão só aumentou quando fui morar 5 meses nos “istates”. Tá certo que foi pouco tempo, mas aquilo tudo já tava me dando nos nervos. Até do espanhol eu gostava mais… cheguei a fazer curso de francês pra ver se eu conseguia fugir da obrigação social de ter o inglês como segunda lingua, mas num teve jeito.

Recentemente recebemos indicação para fazer um trabalho para um cliente sueco. Na reunião, falavamos em inglês, espanhol, português e ainda tinha uma interprete traduzindo pro sueco quando nenhuma das outras formas dava certo.

Nessas horas que eu me arrependo de não ter seguido os conselho dos meus pais que diziam: “Vai estudar, menina!!!”. Onde é que eu tava com a cabeça quando pensei que não iria precisar disso um dia?

Alguém conhece algum curso de inglês com foco em linguagem “internética”??? Enquanto isso, o jeito é pedir socorro.

Em São Paulo, até eu.

por: Chico Neto - 16/06/2007

Cosmopolita. Tudo ao mesmo tempo. Agora. Esta é São Paulo. A célere cidade de trânsito lento. Um lugar no qual você tem certeza que pode encontrar o que busca. Tudo ao mesmo tempo. Agora.

Não há internet que minimize as diferenças que senti. Viver em São Paulo e viver perto de tudo torna a invenção mais possível. São sebos de livros, galerias e galerias de artefatos culturais. Lojas que trazem os grandes lançamentos da tecnologias. Asiáticos que vendem os lançamentos pela metade do preço. Livrarias, livrarias e livrarias. E um hábito notável de consumir café para não dormir frente a tantas informações.

Aqui o design parece mais cotidiano. A programação de cinema é completa. As bancas de revistas tem mais revistas. As bodegas de cada esquina são shoppings. E há palestras, palestras, cursos e mais cursos o todo tempo todo.

Imaginei como fazer design aqui é, aparentemente, mais fácil. No mínimo, menos difícil. E volto um pouco diferente, porque me sinto ainda menor que meus 1,62 metros. Porém, mais feliz, porque as coisas são ainda maiores do que imaginei.

Saia da frente do computador. Da sua cidade. Faça um plano. Viaje.

Google Developer Day - Brasil

por: Rodrigo Coifman - 15/06/2007

Acessando o blog do Forbellone, pude ver alguns vídeos do Google Developer Day realizado este ano em dez países e que contou com a participação do Brasil. Pra quem não sabe, o evento reúne pessoas que se interessam por desenvolvimento web e querem conhecer as novas tecnologias da empresa. As palestras focaram nas APIs e infraestrutura dos serviços que podem ser utilizados para fortalecer qualquer aplicaççao já desenvolvida. A idéia do Google é multiplicar o potencial intelectual e, fazer com que todos utilizem a mesma tecnologia e com isso surgam milhares de idéias.

Quem quiser ter acesso a tudo isso, a dica é acessar o Google Code, lá contém todas as documentações, mashups, API’s e muito mais. Uma das melhores palestras que achei foi a do Professor Berthier. Ele é referência em tecnologia google para a América Latina.

Quem quiser ver as fotos e vídeos do evento basta acessar o site oficial do evento.