Archive for May, 2007

A informação não é mais de ninguém

por: Rafael Dourado - 16/05/2007

Você com certeza já tira proveito da informação sem dono. Provavelmente assiste seu programa preferido no YouTube, talvez baixe alguma série que demora a chegar no Brasil, com certeza já copiou partes de um texto da internet em algum trabalho pessoal, comprou algum cd pirata do artista preferido, já estudou algum assunto por uma apostila do curso que algum amigo fez e, se duvidar, até teve fotos suas em situações no mínimo desconfortáveis espalhadas pela internet.

Uma das inúmeras e constantes revoluções que a internet catalizou foi o da descentralização da informação. Em outras palavras, se está na internet, não tem mais um único dono. Portanto, não adianta bloquear botão direito do mouse, jogar tudo dentro de um flash ou colocar aviso de direitos autorais na base do site… tudo isso é inútil.

Para que fique bem claro: nenhum veículo controla mais a informação. Não importa se é a Rede Globo ou Sistema Verdes Mares. E digo mais, qualquer tentativa de esconder essa informação só afunda a imagem de uma empresa.

Ledo Engano

Segunda passada, o Shopping Iguatemi em Fortaleza virou palco de um assalto à Caixa Econômica Federal, com direito à troca de tiros e fuga cinematográfica arrebentando a cancela do estacionamento. Inúmeras pessoas se escondiam onde podiam, até mesmo dentro das lojas enquanto todas fechavam as portas e seus funcionários se escondiam atrás dos balcões assustados com os tiros.

O principal jornal da cidade noticiou o ocorrido, mas omitiu o nome do shopping onde tudo aconteceu.

TODO MUNDO na cidade soube desse assalto só pelo boca-a-boca. Sem falar dos que disseram na internet. Eles realmente acreditavam que essa informação não vazaria? Há alguns anos atrás uma estudante foi assassinada em um dos banheiros da UNIFOR durante o vestibular da UFC. A TV Verdes Mares ficou 1 semana sem falar absolutamente nada sobre o assunto e quando ficou descarado que eles estavam tentando esconder, vieram com a desculpa de que estavam todos abalados e ninguém queria falar sobre. O Fantástico da Globo falou do ocorrido, mas aproveitou que era vestibular da UFC e colocou uma imagem da reitoria da UFC!

Por causa disso eles são um bando de imprestáveis que tentam omitir a informação do povo? NÃO! Eles só estão perdidos tentando fazer algo que até funcionava há 10 anos atrás, mas que hoje em dia é em vão. E eles não são as únicas vítimas vide as celebridades, gravadoras, pessoas comuns e todos nós que estamos no mesmo barco. A mentira não tem mais a perna curta, ela simplesmente não tem mais perna.

O Bom Exemplo do MIT

Espero sinceramente que o mais breve possível consigamos chegar ao grau de maturidade com as mudanças como chegou o MIT. Um dos melhores institutos de tecnologia do mundo, inclusive com professores ganhadores de prêmios Nobel, em vez de se segurar na credibilidade de seus professores e sonhar que o material produzido por eles só ficaria em suas dependências, resolveram liberar na internet o material completo de seus cursos, inclusive traduzidos em português, espanhol e chinês.

Essa postura gerou a criação do OpenCourseWare Consortium que trabalha diretamente com as universidades para liberarem todo ou parte de seu material didático na internet. Além de promover a disseminação do conhecimento (que por si só já considero motivo suficiente para aderir ao programa), seus professores passaram a se empenhar em sempre produzir material novo e atualizado para manter um diferencial em relação ao material disponibilizado. Universidades de países como China, Colômbia, França, Japão, Coreia, México, Holanda e Vietnã, onde se tem uma maior preocupação cultural, já participam do programa.

Que tal começarmos a parar de pensar pelo menos um pouco em dinheiro ou em escondermos nossas mentiras e passarmos a ensinar a outras pessoas o que aprendemos, inclusive com os nossos erros?

Laptop para todos

por: Saulo - 14/05/2007

O Governo Federal publicou uma portaria com alterações no projeto Computador para Todos de inclusão digital. A principal novidade é que agora o programa também inclui notebooks no grupo que tem a compra incentivada. Além das linhas de financiamento para a população foram feitos acordos com fabricantes que reduzirão os preços dos computadores portáteis. O preço limite é de R$ 1.800,00 e a configuração mínima tem processador de 1,4 GHz, 512 MB de ram, HD de 40GB, tela de 14 polegadas, wireless e deve pesar no máximo 3kg. Detalhe importante: o sistema operacional tem que ser livre e de código aberto.

A iniciativa é interessante e justificável, mas tenho cá minhas dúvidas sobre a sua utilidade. Será que, com as quedas nos preços de laptops e nos juros não vale mais a pena usar o financiamento da própria loja do que enfrentar a velha burocracia dos programas do Governo?

Mais informações no site do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Concurso de logomarca logotipo marca com prêmio de R$ 5.000,00

por: Saulo - 14/05/2007

Li na coluna Target do Diário do Nordeste de hoje que a Construtora Castelo Branco está fazendo um concurso para escolher sua nova logomarca logotipo marca. Poderão participar estudantes e profissionais das áreas afins e o prêmio para o ganhador será de R$ 5.000,00. Quem estiver interessado pode baixar o regulamento e a ficha de inscrição no site da construtora até o dia 30 de maio.

Update: Como foi bem observado pelo “mano” Camilo nos comentários e depois pelo companheiro Dourado, eu pequei ao usar a nomeclatura do jornal Diário do Nordeste e do próprio site da Construtora Castelo Branco e acabei chamando Marca de Logomarca e depois de Logotipo. O Chico Neto explica a confusão.

Tucanaram a Internet

por: Eduardo Novais - 14/05/2007

Rafael Dourado: Papeando com Eduardo Novais sobre a nacionalização dos sites pensei: isso dá um post. Como essa semana eu estava totalmente sem tempo, pedi para ele escrever o artigo a seguir.

Lembro bem das colunas do jornalista José Simão na Folha de São Paulo e da brincadeira que ele criou sobre o tucanês, onde palavras fáceis era tornadas difíceis pelos membros do governo FHC. Desta forma quando se vende “derivado de milho” no lugar de “pamonha” está se complicando o que é fácil. E por aí vai.

Pois bem, eis que agora resolveram tucanar a internet. Não que já não se tenha tentado e conseguido antes (alguém lembra da navegação do AOL?). Mas é que as proporções nunca me pareceram tão grandes.

Recentemente o Pandora foi obrigado a restringir o seu serviço de música somente a usuários residentes nos Estados Unidos, tudo isso em função de acordos comerciais com as gravadoras que detêm o direito de uso e assim o fazem querendo limitar esse uso ao território mesmo se tratando de um ambiente sem fronteiras como a internet.

O reconhecimento da localização do IP do usuário está servindo para tucanar a internet. Estão tornando complicada, territorialista, sectária e chata a internet. Na Tailândia, um vídeo-protesto contra o Rei Bhumibol Adulyadej foi o motivo para que o YouTube fosse retirado do ar. No Brasil, o efeito Cicarelli também conseguiu o mesmo por uns dias. Na Turquia da mesma forma e por aí vai.

Me preocupa que mesmo após revolucionar o comércio, o comportamento do mundo, quebrado várias barreiras, a internet esteja sofrendo com ataques arcaicos em função de visões de mundo ainda simplórias e ultrapassadas.

Por sorte, o que não faltam são alternativas e pessoas de visão por este mundão sem porteiras da internet. No caso do Pandora, só o que não faltam são alternativas para quem quer continuar a utilizar os serviços do site. Nada melhor do que a internet simples.

Pelo fim da internet derivada de milho. Viva a Internet Pamonha!

CADÊ O POST?!!!

por: Chico Neto - 10/05/2007

Poxa, cadê o post? Nenhum artigo novo. Resenha, dica de livro, lista de sites, tutorial de CSS, videozinho do You Tube, nada?

Eu penso diferente do “Golden Boy”. Acho que melhor que ter três novas publicações em um dia, e outros dois dias sem novos conteúdos, é ter conteúdos inéditos nos três dias. Por isto, dou o maior valor àquela ferramentazinha do WordPress que permite salvar textos e agendar a data da publicação.

Na graduação em Comunicação Social, inclusive, conhecemos um conceitozinho chamado “Agenda Setting”. Segundo a teoria do agendamento, é interesse oferecer aos públicos uma rotina evidente de consumo de informações. Assim, o consumidor pode programar sua rotina, previamente, e apreciar a oferta de comunicação.

Esta é a receita de sucesso, por exemplo, da Rede Globo. Uma solução criada por Walter Clark, ainda, na TV Excelsior. Graças ao claro agendamento da programação da TV Globo, sabemos direitinho o horário dos programas jornalísticos, novelas, filmes etc. Ao ponto de agendarmos nossas vidas à partir da televisão: vou depois da novela das sete, te ligo antes da acabar o Jornal Nacional.

Daí eu discutir e insistir com o Rafael “Golden Boy” que é interessante ter um artigo do Netlus a cada dia. Se o Rodrigo, o Saulo, a Mariana ou eu mesmo já publicamos um conteúdo no dia, grava o artigo e agenda a publicação para o dia seguinte, ora. Claro, com excessão daquelas informações “quentes”, noticiosas e que não podem esperar. Igualzinho a promoção da Gol.

E o RSS? Pra mim, é legal. Bacana. Beleza. Positivo. Ai, ó! Mas não vejo porque não unir ambas as coisas. Se eu fosse fazer uma metáfora cotidiana do RSS, seria como ter um alarme no relógio, ou celular, para cada compromisso ou novidade relevante.

Já pensou! Então, o que pensa sobre isto?

A Era do Videogame

por: Rafael Dourado - 09/05/2007

A Era do Videogame

Sensacional essa aula online do programa A Era do Videogame do Discovery Channel sobre o desenvolvimento da indústria de videogames.

Se você for da comunicação, perceba a abordagem impecável.
Se for designer, delicie-se com a evolução dos gráficos.
Se for designer de interação, confira as experiências de interface que deram muito certo.
Se for empresário, saiba que desde 2003 a indústria de videogames movimenta mais dinheiro que a de Hollywood.
Se for mídia, existe momento melhor de seduzir seu público?
Se educador, veja como juntar tudo isso em uma única aula.

Apesar de trabalhar com design, sempre tive um gostinho por ensino à distância. E como atualmente trabalho com isso na UNIFOR, impossível não salvar essa aula no del.icio.us e divulgá-la.

Internet e consumo: a importância de, você mesmo, importar.

por: Chico Neto - 07/05/2007

Se tem um benefício que a internet trouxe e eu gosto de destacar é a morte do atravessador. Um bom exemplo no meu cotidiano de designer e comunicólogo é a compra de livros internacionais. Quando entrei na faculdade, em 1999, lembro que as agências e profissionais exibiam suas estantes repletas de publicações estrangeiras – pricipalmente revistas alemãs archive e anuários de propaganda dos Estados Unidos – como troféus. Isso porque a compra era extremamente complicadíssima. Havia uma espera semestral pela visita de um representante de uma livraria especializada do Rio de Janeiro ou de São Paulo.

Ah, saudoso tempo bom. Bah!

Ano passado, no atual escritório de design onde (também) trabalho, um dos meus chefes dialogou sobre o interesse em comprar mais alguns títulos estrangeiros. E, logo, um colega de trabalho, motivadíssimo, entrou em contato com o importador pelo Messenger. Em poucos minutos, todos nós apreciávamos uma lista de livros, com seus respectivos preços.

Eu achei os valores tão salgados que, juro, quase tive ali mesmo um ataque cardiovascular. Tá bom, não juro. Mas que os valores pareciam-me excessivamente caros, pareciam.

Resolvi consultar no Google (aquele site que tem um botãozinho supersticioso chamado “estou com sorte”) o título do livro. E ele me indicou uma centena de lojas virtuais estrangeiras que traziam o título à venda. Após alguns cliques, uma publicação que, na tabela do distribuidor local, custava trezentos reais estava sendo oferecida pelo Amazon.com por um dólar.

Isso, um dólar.

Depois, descobri a maravilhosa sessão “New and Used” do mesmo Amazon.com com várias e várias publicações com coletâneas de trabalhos em design por menos de dez dólares.

Meu primeiro sentimento foi “que ódio que não moro nos Estados Unidos”. E o segundo foi “que ódio do vendedor”. Finalmente, o terceiro sentimento: “vou comprar”. E cada título custou-me, incluindo o frete, cerca de quarenta reais.

Só para citar um exemplo que fiz em seguida, pesquisei o preço de uma câmera digital Sony no site de coméricio eletrônico da empresa nos Estados Unidos e no mesmo site da Sony, só que brasileiro. Compare: comprar no Sony Style ianque, pagando taxa de importação e frete, sai mais barato que comprar o mesmo produto no site brasileiro.

Irritante.

Fica a dica: não compre livro e nem uma série de outros produtos importados, de preferência aqueles que você não vai sentir falta de uma assistência técnica ou garantia, no Brasil. Importe você mesmo.

Mais respeito, por favor.

por: Rafael Dourado - 06/05/2007

Lembram daquele meu probleminha com teclados Microsoft? A sina persiste. Além de não conseguir entender o que diabos uma empresa multinacional que movimenta mais dinheiro que países inteiros lança no mercado um produto que não presta, ainda tenho que agüentar o tratamento espartano da, talvez, maior loja de produtos de informática da cidade.

Cansado de tentar editar CSS sem os dois pontos e papear no messenger sem as letras a e p (incrível como tem palavra com a), saio do trabalho na maldita hora do rush para ir trocar os também malditos teclados (sim, são 2). Adentro a empresa, dirijo-me ao suporte e o seguinte diálogo se trava:

— Boa noite. Eu vim aqui semana passada com um teclado com problema e agora o outro também pifou. Acho que o problema é com o modelo, então, gostaria de trocar por outro.
— Puuutttzzzz… O fulaninho que assina o papel da troca acabou de sair, ó!
— Como assim? A loja está aberta!
— É, mas ele só trabalha até as 18h. E eu não posso assinar a troca porque são normas da empresa.

Que morra de cãibras anais o desgraçado que inventou as desculpas esfarrapadas “normas da empresa” e “o sistema caiu“. É realmente difícil assim ser sincero com quem o sustenta? Para comprar algo, muitas vezes é preciso dar provas de confiança e fidelidade que nem à sua mulher ou marido você dá. Comprova-se o endereço, o crédito na praça, o histórico limpo, o telefone de casa… as vezes até é preciso um amigo mais confiável que você para confirmar sua palavra. Sem contar com compras que você só recebe o produto dias depois de pagar, mas cheque pré-datado ninguém mais quer aceitar.

Que trauma tão grande é esse das empresas? Quantos clientes realmente são pilantras assim e merecem desconfiança? Se não for a maioria (duvido muito que seja), vale a pena maltratar todo o resto por isso? Bom, e se a culpa não for dos clientes, mas sim do dono?

Assim como os cachorros, as empresas são reflexos de seus donos. E isso vale tanto para o bem quanto para o mal. Recentemente a Mariana (que vez perdida escreve por aqui) me disse que o salão de beleza que ela sempre ia (que vivia lotado) havia feito uma grande reforma e subido os preços em 70%, tornando-se um dos salões mais caros da cidade. Conversando com uma das funcionárias, descobre que “a dona queria filtrar mais a clientela”.

Quem tem a coragem (ou burrice) de trocar uma clientela fiel por outros que talvez nem conheçam a empresa? Provavelmente alguém que começou a ganhar dinheiro, está se sentindo ascendendo de classe social, deu uma repaginada no visual e agora acha que precisa de “novos amigos”. Eu não conheço a dona, mas não é exatamente isso que a empresa dela está nos dizendo? A clientela antiga entendeu o recado e o salão vive vazio agora.

Empresas são abstrações. Se não se trata corretamente quem a compõe – incluindo funcionários e clientes – ela será o reflexo desse desrespeito. Ninguém quer alguém que o maltrate por perto. Se para se livrar de um amigo assim é fácil, imagine trocar uma empresa pelo concorrente.

Concorda?

Na Moita

por: Rafael Dourado - 04/05/2007

Moita

Quem será o cidadão que está lendo o Netlus atrás da Moita?

Eu vi um viral na TV

por: Saulo - 04/05/2007

Quando se fala em propaganda e internet juntas nem sempre o assunto é banner. A propaganda tradicional, feita nos moldes dos “velhos” veículos de massa, também tem mudado por influência da rede. Prova disso é que ontem, por acaso, eu vi um viral na TV.

O VT está sendo veiculado na TV Verdes Mares, afiliada Globo no Ceará. O audio com os recados de “Carro Velho”, locutor de rádio de Quixeramobim que inspirou o comercial, está na rede há tempos e já é referência para internautas do Brasil inteiro. Usar a figura de maneira divertida e principalmente sem forçar a barra foi genial.