Archive for March, 2007

E o shutdown day? Tá ligado?

por: Saulo - 24/03/2007

Como não aderi à campanha pude tranqüilamente ligar o meu computador hoje. Na verdade estava curioso pra saber quem estava por trás daquela conversa toda. Não vou discutir a causa que na minha opinião é completamente inútil, mas o site da campanha estava tão redondinho que tinha quase certeza que era coisa de marketeiro. E não é que era mesmo.

No final das contas, o movimentado shutdown day era mais uma ação de guerrilha na internet, dessa vez para o lançamento da National Laptop Foundation, uma organização sem fins lucrativos criada para “ajudar crianças pobres, idosos, médicos e escolas do terceiro mundo a terem acesso à internet, reciclando e recondicionando computadores velhos e quebrados.”

O site redondinho sobre o qual eu tinha falado foi substituído por uma tela onde o lançamento é anunciado ao lado de uma contagem regressiva de minutos até o fim do dia. O único link é para uma página de doações do paypal. Agora sim a coisa começou fazer sentido.

Se eles conhecessem a Internet…

por: Rodrigo Coifman - 24/03/2007

Cartão postal é entregue com 90 anos de atraso na Inglaterra

“Walter Burns era, em 1917, um soldado britânico em combate na Primeira Guerra Mundial. Das trincheiras ele enviou um cartão postal para sua noiva à época, Amy Hicks. Ela, entretanto, nunca chegou a receber a correspondência. Mas isso não impediu o amor entre os dois. Walter retornou da guerra e se casou com Amy dois anos mais tarde. Eles permaneceram juntos até a morte dela em 1978. Walter morreria no ano seguinte, aos 82 anos.

A história de amor do casal voltou à tona há poucas semanas, quando o postal, que provavelmente ficou perdido em um acampamento militar durante o conflito, finalmente foi entregue. O carteiro Martin Kay encontrou-o em meio à correspondência rotineira do correio da cidade de Swindon e, com a ajuda de historiadores, localizou Joyce Hulbert, 86, filha de Walter e Amy. O cartão, com 90 anos de atraso, enfim encontrou um destinatário. Nele o soldado Walter apenas havia enviado uma mensagem para confortar sua amada: - Estou bem.”

Reflexão: Acredito que mesmo que os meios de comunicação tenham evoluído, a mensagem ainda hoje não chega da forma correta.

Crédito: IG

Copiar vídeo do Youtube? Vixy!

por: Rafael Dourado - 23/03/2007

Vixy.net

Dicazinha rápida para quem sempre quis saber como copiar vídeos do Youtube. Eu conheço esse site há um tempo, mas como ainda estou vendo muita gente que não conhece e que sempre me pergunta como fazer, resolvi publicar aqui.

É o site vixy.net. Basta acessá-lo, copiar e colar o endereço do vídeo que você desejar salvar no campo de texto e escolher o formato (.avi, .mov, .mp4, .3gp ou .mp3). O site acessa o endereço, converte para o formato desejado e libera o link para download.

Também funciona com qualquer arquivo .flv publicado em qualquer site.

South Park e o Marketing de Relacionamento

por: Rodrigo Coifman - 23/03/2007

Sou fanático por esse desenho. Me lembro que há alguns anos eu e meus amigos de trabalho nos reuníamos para assistir a “vigésima” reprise da série na tv por assinatura. Acho muito bacana o enfoque dado ao enredo ao invés de abusos tecnológicos observados hoje em dia. Acho interessante como tudo começou na cabeça dos idealizadores (Trey Parker e Matt Stone). Eles simplesmente foram contratados para fazer um vídeo-card simples de Natal, mas decidiram ir além e conceberam um curta-metragem chamado “The Spirit of Christmas“.

O detalhe mais importante é que inicialmente foi distribuído para alguns formadores de opinião, que logo fizeram um marketing boca-a-boca e divulgaram através da internet para seus amigos mais próximos que por sua vez, encarregaram-se de distribuir para o resto do mundo. Esse simples projeto tornou-se inicialmente em um seriado e uma indústria que gera milhões de dólares através de produtos como: camisas, bonés, chaveiros, adesivos e simpáticas “bugigangas” que os fãs amam consumir até hoje. Percebemos que pequenas idéias na rede tornarem-se significativas por causa de sua distribuição instantânea e a um baixo custo.

Dica: Veja todos os episódios de todas as temporadas e baixe as legendas em português.

[atualização] Vi no sedentário um link para o site da revista Rolling Stone elegendo os melhores 25 momentos dentre todos os episódios da série.

Nokia 6600 - Custo x Benefício

por: Rodrigo Coifman - 22/03/2007

Quem me conhece sabe que sou obcecado por novas tecnologias. No começo do mês vendi o Treo 600 para comprar meu mais novo brinquedinho. Concordo com meu amigo Glacial quando ele fala que esse smartphone foi mal vendido no Brasil. A impressão que se tinha é que ele só funcionava como mais um celular que tira fotos. Acredito que parte da culpa deve-se a própria Nokia não inserir alguns programas gratuitos na sua memória de gravação. Digo isso porque nem mesmo conhecia o seu sistema operacional. O Symbian já é um S.O voltado para smartphone, pois é pensado em comunicação, portabilidade e usabilidade. Antes eu utilizava um PDA que trazia funcionalides isoladas de telefone, agora vejo que com o 6000 tenho um celular que agrega uma gama de funcionalidades.

Acho esse celular indicado para qualquer pessoa que pretende ter uma primeira experiência com celulares inteligentes sem gastar muito (os preços variam de R$ 350,00 a R$ 500,00). Veja abaixo o vídeo mostrando algumas aptidões do “monstrinho”:

E agora José?

por: Saulo - 21/03/2007

Acho que precisaremos de mais alguns Alternativas para acender o estopim da mudança no nosso mercado. Longe de mim criticar o evento. Achei a iniciativa sensacional e os mais chegados aqui do Netlus podem até fazer prova dos meus esforços individuais pela sua realização. Acontece que por questões práticas a discussão que ele tem gerado não chegará aos ouvidos de quem faz a roda girar com a força necessária.

Não chega a ser um erro. Por instinto de sobrevivência, o maior número de ações de divulgação foi feito dentro das universidades, onde está o maior volume do público interessado. Fácil raciocínio: quanto mais inscrições feitas mais dinheiro para pagar as contas, com as contas pagas o evento se torna viável. Nada de errado. O problema é que com isso o mercado profissional é pouco impactado com a mensagem e a discussão, que merece espaço e dedicação, acaba não tendo a força necessária para gerar mudanças a curto prazo.

Desculpem o meu imediatismo, também concordo que é indispensável e tanto mais importante preparar a nova geração de profissionais (que inclusive já estão sendo naturalmente preparados) e que uma mudança cultural leva algum tempo para acontecer. Falo com a impaciência de quem bate de porta em porta em agências de publicidade e clientes há mais de 2 anos e sempre escuta que “a internet é a mídia do futuro”. A internet tem sim muito futuro, mas esse reserva um triste fim para quem tem ignorado o seu passado e insiste em não levar a sério o seu presente.

Falando nisso… também senti falta da presença dos colegas do mercado de internet. Tirando o Celso Portioli cearense (que na minha opinião tá parado a muito tempo) e o pessoal da Tropus, não lembro de ter visto ninguém de web. O risco para esses é ainda maior. Tomara que seja exagero meu e que eles estejam discutindo isso tudo em alguma mesa de reunião ou de bar por aí, mas me preocupa continuar vendo os mesmos sites, as mesmas soluções, os mesmos erros e o pior, as mesmas justificativas para tudo isso.

“A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?…”

Coca-Cola x Coca-Cola Zero

por: Saulo - 21/03/2007

cocazero.jpg

Parece batido, mas a receita é boa. Gere conteúdo a partir do seu produto, tempere isso com bom humor, coloque uma pitada de absurdo por cima e publique na web.

A Coca-Cola lançou o site cocacolazero.com pra reforçar a idéia do sabor da nova versão. A conversa é de que ela parece tanto com a original que eles resolveram processar eles mesmos por plágil.

No site você encontra até videos de reuniões onde atores tentam contratar advogados para darem entrada no processo, tudo feito com câmeras escondidas claro.

Quanto custa uma idéia?

por: Mariana Fontenelle - 21/03/2007

As palestras do evento Alternativa 2007 pelo visto renderam muito assunto e também uma profunda discussão de mesa de bar. Tudo começou com uma pergunta (já muito freqüente nos nossos questionamentos do dia-a-dia) ao palestrante Gustavo Fortes da Agência Espalhe: como o mercado poderá remunerar campanhas desenvolvidas especificamente para internet considerando que a maioria delas tem como característica marcante o baixo custo de desenvolvimento e veiculação? Não parece nada razoável seguir a linha das mídias convencionais que remuneram em percentual (normalmente 20%) do custo de veiculação. Quanto custa uma boa idéia?

Minha visão de administradora me força a olhar o lado prático da questão. Se temos um novo meio de comunicação que gera novas possibilidades de abordagem e que ainda por cima traz economia considerável e um resultado muitas vezes mais eficaz, acredito que temos ferramentas suficientes para propor uma remuneração alternativa.

Acontece que, como toda novidade em um mercado pouco ousado e conservador como o cearense, todo cuidado é pouco nessa hora. Como disse o Gustavo, para a Espalhe há 4 anos atrás não foi muito fácil impor um valor justo para o novo produto que estavam oferecendo (marketing de guerrilha) que prometia ser revolucionário e barato. Os primeiros clientes tiveram que arriscar e com o passar do tempo foram ganhando a credibilidade do mercado até se tornarem o que são hoje.

Acredito que com a internet será semelhante. E acho ainda que o Ceará está hoje, em termos de aceitação de investimentos web, no mesmo estágio que a Espalhe encontrou-se no comecinho. Ou seja, temos muito chão pela frente em busca de educar e desenvolver o mercado de internet para que não sejamos mais vistos como “meninos que mexem em computadores” e a comunicação na web não seja resumida apenas em sites institucionais e “viraizinhos no Youtube”. É só uma questão de paciência! Eles vão aprender a confiar em nós com nossos acertos.

2º Dia de Alternativa 2007

por: Rafael Dourado - 20/03/2007

Esse dia pagou o ingresso. Apresentações excelentes tanto de Gustavo Fortes (diretor de criação da Espalhe) quanto de Wagner Martins (vulgo Mr Manson do Cocadaboa).

Como o exército menor pode vencer o maior.

Gustavo Fortes despejou toda a sua experiência de diretor de criação da primeira agência especializada em Marketing de Guerrilha do Brasil (ou Propaganda de Guerrilha, como o questionou Chico Neto).

Com 4 anos de existência, a Espalhe já conseguiu produzir cases competentes o suficiente para justificar a boa fase da agência. Boa fase, pois, nas palavras de Gustavo, no começo era muito complicado fazer com que seus clientes pagassem para eles pensarem, coisa que não acontece nas agências tradicionais que são remuneradas com 20% do custo de veiculação.

Gustavo passou tanta confiança e despertou tanto a curiosidade do público que foi a palestra com mais perguntas feitas após a apresentação.

Cocadaboa.com - O exemplo prático do marketing viral.

Mr Manson foi a grande atração da noite. Antes mesmo de subir ao palco fez várias piadas com Bruno Ávila (mestre de cerimônia do evento e Sílvio Santos cover nas horas vagas), mas reservou as melhores para sua apresentação. Decisão mais que acertada escolhê-lo para fechar o evento, pois ele se encarregou de desmistificar tudo o que foi dito por todos os outros. Se todos disseram as mil e uma vantagens do conteúdo gerado pelo usuário e das comunidades, Wagner praticamente começa sua palestra – entre os vários “tipo” ditos entre cada 5 palavras – com a frase:

A internet une idiotas que até então eram mantidos a uma distância segura.

Contou suas experiências de sucesso no Cocadaboa, como o processo de Marcos Mion (que alavancou a visitação de seu site) e a suposta morte de Sílvio Santos e a venda do SBT (que só podia ser “coisa do Cocadaboa”, mas não era). Destaque para sua maior decepção: a entrevista dada ao Domingo Legal como “tutor de mendigos”, mas que, para a tristeza de todos e infelicidade geral da nação, nunca foi ao ar.

Ainda sobrou tempo para mais uma sacanagem: A CERVEJADA PROMETIDA NÃO FOI DIVULGADA.

Acabou!

Ficamos à espera de próximos eventos, sejam da Agência Exista – organizadora do Alternativa 2007 – ou de qualquer outra. A Exista está de parabéns pela iniciativa e espero que tenha surtido o efeito esperado.

Ah! Retiro o que disse no post anterior com relação ao público saber o que é Web 2.0, Wikipedia etc. No 2º dia percebi mais curiosos no assunto, mas não entendidos. E outros que trabalhavam na área e mal tinham ouvido falar de tableless. Cria jeito, Fortaleza!

Quem ganha é a carta.

por: Chico Neto - 19/03/2007

Durante o excelente Alternativa2007, o primeiro convidado do evento, Fábio Seixas, perguntou ao público quais pessoas presentes faziam uso de cartas escritas.

Para minha surpresa, somente eu levantei o braço. Ele, em tom jocoso, perguntou minha idade.

Aos que não sabem, tenho 25 anos.

Na oportunidade, queria que a apresentação de um dos sócios do criativo (?) site Camiseteria prosseguisse. Por isto, não dialoguei com o convidado sobre o assunto. Nem no coffee break. Achei que ocupar minha boca com os saborosos quitutes seria mais válido.

Os milhões de leitores do Netlus (projeção para 2008), imagino, são admiradores das possibilidades infinitas trazidas pela internet. E eu também. Talvez, a maior delas seja a promoção de uma comunicação célere entre usuários nos mais distintos pontos do planeta.

E toda facilidade e velocidade na troca de informação trouxe consigo um novo tipo de discurso. Falo daqueles e-mails rápidos, no quais a resposta é, somente, “ok”. Ou os e-mails enviados para várias pessoas. Correntes forward. Spams. Ou ainda mensagens nas quais você não é mais você. É “vc”. Uma redação que indica breviedade nas palavras como consequência de pouca dedicação do escritor ao leitor.

O que isto trouxe, creio, foi uma vulgarização das informações trazidas nas mensagens de e-mail e de bate-papo. Escrever uma mensagem eletrônica é tão fácil que não nos dedicamos a ela. Não relevamos nosso discurso. E perde-se mais ainda o tempo da delicadeza.

Escrever uma carta parece requerer um pouco de dedicação. Para começar, terá que saber o endereço e CEP do destinatário. Não precisa ser escrita à mão com caneta esferográfica em folha pautada. Pode ser impressa em jato de tinta. Até mesmo os endereços no envelope podem ser correspondência postal. Só que tudo parece solicitar ser mais preciso. Cuidadoso.

Vou continuar enviando e-mails. Diariamente. Dezenas. Mas quando precisar enviar um documento sério, ou uma mensagem para expressar carinho a alguém, não tenhem dúvida, recorrerei ao selo. Não ao send.

Por isto, Fábio, se um dia você tiver a intenção de mostrar grande seriedade ou carinho, saiba de uma coisa: quem ganha é a carta.