Archive for October, 2006

Mundo 2.0

por: Rodrigo Coifman - 20/10/2006

Que a web 2.0 tem evoluído bastante e já está presente cada vez mais em nossas vidas ninguém duvida. Podemos acessar emails, rss, documentos, planilhas etc. Até aí nenhuma grande novidade. Porém, fiquei pensando o que ainda precisava ser produzido para agregar nesse processo revolucionário que vivenciamos a cada dia. Penso em um mundo onde as nossas informações são acessíveis de qualquer lugar e a qualquer hora. Me lembro quantas vezes “cultivei” um hd recheado de programas e arquivos, e que de um dia para o outro, foi para o espaço com uma simples queda de energia. Depois que comecei a migrar minhas informações e a considerar a web também como um repositório para backup, minhas preocupações diminuíram. Não estou dizendo que a web seja o meio mais seguro para guardar informações, mas será que existe algum meio seguro? Tenho um amigo analista de segurança que sempre falava que a única maneira de nossos micros estarem seguros é desligando da tomada! Claro que a política de qualquer cópia de segurança, nos manda copiar nossas informações em vários meios diferentes. A grande diferença é que na web não é só um meio, mas o começo e o fim.
Acredito que com a popularização dos dispositivos com acesso à internet, evolução de tecnologias como flash, ajax, rss, wi-fi e superação das tecnologias de servidores, logo poderemos concretizar o sonho de acessar os nossos programas e arquivos de onde bem entendermos.

Abaixo segue uma lista dos principais sites e serviços que utilizo no meu dia-a-dia:

1) Snipshot (Imagens): Você pode inserir uma imagem local ou uma url de uma imagem em qualquer site e a partir disso: rotacionar, cortar, redimensionar, ajustar brilho, contraste, saturação, sharpness e ainda salvar em formatos como (gif, jpg, pdf, png, psd, tif) ou diretamente no seu Flickr.
2) ThinkFree (Office): Útil para quem deseja elaborar planilhas compatíveis com o excel, documentos com o padrão do word ou ainda apresentações do tipo powerpoint.
3) Google Docs & Spreadsheets (Office): Ferramenta do Google para trabalhar com documentos e planilhas online.
4) Netvibes (Webtop): Se propõe a ser uma espécie de sistema operacional web, pois se integra com diversos serviços já existentes. Contém um excelente leitor de rss, emails, bloco de notas…
5) Gliffy (Diagramas): Com ele você pode criar vários tipos de diagramas e ainda compartilhá-los com seus amigos.
6) Media Convert (Conversor entre formatos): Excelente serviço para quem deseja converter formatos de imagem, texto, dados, áudio e vídeo.
7) Basecamp (Administrador de Projetos): Ferramenta útil para quem deseja administrar projetos em equipe. Pode-se inserir lista de tarefas e atribuir responsabilidade e prazos.
8) Box.net (Hd Virtual): Espaço de 1gb gratuito para organizar arquivos dentro de pastas.

Caso você se interesse por mais acesse o blog WWWhat’s New? 

Eu não queria mesmo…

por: Rafael Dourado - 19/10/2006

Erro IE7
:P

“[…] backup your important files […]”

por: Rafael Dourado - 19/10/2006

We recommend that you backup your important files and close all programs.

To avoid potential installation problems, you should also temporarily disable antivirus and antispyware scanner. Onde Internet Explorer 7 is installed, you should re-enable these programs.

É dessa forma simpática que a instalação do novo Internet Explorer 7 nos recebe. E, acredite, leve a sério. Tentei instalar 5x, com e sem anti-vírus, e deu erro todas as vezes.

Além do fato da instalação não funcionar (o que já é um problema sério), o navegador não pode ser instalado em cópias piratas do Windows. O que já exclui pelo menos, sendo otimista, metade dos micros pessoais no Brasil.

E, antes que perguntem, sim, meu Windows é legítimo. Nem assim ele quis ser instalado.

A Microsoft deveria se tocar de que o Internet Explorer não é uma “vantagem” do Windows, mas praticamente obrigação da empresa de limpar ao menos parte da sujeira feita com o Internet Explorer 6. A demora nas correções do navegador já estão fazendo a internet parar no tempo. Com tantos recursos interessantes a serem utilizados, tanto na área de desenvolvimento quanto nas facilidades para o usuário, é triste o posicionamento da empresa líder de mercado.

Compartilho do desejo do meu amigo Leonardo de difundir o uso do RSS. Shame on you, Bill.

[atualização] Baseado no que o Bruno Torres falou sobre as vovós que não vão conseguir instalar o IE7, publico aqui um áudio do suporte da Microsoft de uma mulher reclamando que seu Windows é pirata.

Flash é para poucos

por: Rafael Dourado - 16/10/2006

Muita gente me pergunta porque eu não gosto do Flash. Na verdade, eu até gosto, o que eu não gosto é a forma como os desenvolvedores o utilizam, nem da postura da Macromedia/Adobe em relação a ele.

Esta discusão é mais velha que o rascunho da bíblia, tanto que o primeiro artigo do mestre-da-usabilidade-e-pirado-de-plantão Jacob Nielsen sobre o assunto é de 2000. Porém, até hoje escuto, com certa freqüência inclusive, alguns absurdos como “Flash é o futuro”, “por mim, tudo era em Flash” ou até “não existe arte com regras“.

Bom, vou começar xingando a mãe: a Macromedia. Apesar de ter crescido muito até ser comprada pela Adobe, essa empresa foi responsável por difundir o conceito da “ferramenta milagrosa”. Seus inovadores programas se tornaram sinônimo de suas funções. Ou seja, não é preciso aprender a criar sites ou desenvolver uma boa RIA, mas aprender a usar o Dreamweaver e o Flash.

Este é um pensamento errado e até perigoso para o desenvolvedor. Afinal, o Flash já encontrou um concorrente para aplicações ricas, o AJAX, e o Dreamweaver deixou de ser um bom programa já faz uns 3 anos (O beta 1 do Microsoft Expression consegue ser mais estável que o Dreamweaver). Se o Google lançar um produto semelhante - online e grátis - então, adeus Dreamweaver. E o desenvolvedor que não estudou outra coisa vai fazer o quê? Gastar mais R$ 2.000,00 em outro curso para aprender tudo denovo.

Dentre os inúmeros problemas do Flash:

  • Geralmente é mais pesado;
  • Inacessível a todos os usuários;
  • Incentiva o abuso visual;
  • Não separa apresentação de programação;
  • Ignora fundamentos básicos da Web;

PESADO

Quem desenvolve em Flash há alguns anos sabe que é possível fazer um site mais leve que em HTML, porém, quantos conseguem? Se 90% dos desenvolvedores não o fazem até hoje, talvez o problema não seja com eles.

INACESSÍVEL

Internet é informação sobre tudo para todos e ponto final. Se você escreve uma besteira num blog é para o mundo inteiro ter acesso. Mas não só isso, QUALQUER PESSOA deve conseguí-lo. Isso inclui cegos, deficientes, apressados, nervosos, analfabetos digitais, daltônicos, surdos ou bocós em geral. Não é possível ter uma navegação perfeita pelo teclado com o Flash e nem leitores de tela conseguem ler seu conteúdo, por exemplo. Dizem que o JAWS consegue, mas ele é pago e quase ninguém no Brasil usa. O DOSVOX da UFRJ, que é grátis e nacional, não lê. O Google até tenta, mas não consegue ler nem metade. Só conseguiria com uma versão sem Flash, mas isso é totalmente Web 1.0.

ABUSO VISUAL

Pense bem… Quantas vezes você sofreu para achar o X que fecha banners sobre o site? Quantas vezes procurou barras de rolagem diferentes? Quantas vezes viu o cursor do mouse diferente e se movendo lentamente? Quantos tipos diferentes de “Loading” já viu? E quantas “introduções” você já pulou?

APRESENTAÇÃO X PROGRAMAÇÃO

Depois que um projeto está pronto e é necessário fazer alguma alteração no funcionamento, o programador e o designer têm acesso ao mesmo arquivo. Ou seja, eles têm que entender e até se meter no trabalho alheio. Isso também ocorria com HTML, mas os padrões web resolveram isso com HTML e CSS separados. O Flash até que separa arquivos .as para programação, mas qualquer alteração precisa compilar tudo denovo. E quem já não perdeu os arquivos fonte (.fla) e só ficou com os .swf na mão?

FUNDAMENTOS BÁSICOS

Botão “Voltar”, salvar imagem, busca de texto do navegador, aumentar tamanho da letra, copiar url de uma seção interna, bloquear imagens, identificar links visitados, nada disso funciona no Flash. A não ser que o desenvolvedor queria muuuito, o que nunca acontece.

Quer dizer que Flash é uma porcaria? Claro que não. Só que, assim como qualquer decisão a se tomar em um projeto, devem ser pesados os prós e contras para fundamentar a escolha pelo Flash. Sites de filmes, publicidade em geral, vídeos, CDs, jogos, charges, tudo isso pode ser bem aproveitado com o Flash. Mas sites completos? Se não tiver uma boa desculpa… é dar um tiro no próprio pé.

“Vai ver que ela ainda não tem banda larga”

por: Mariana Fontenelle - 16/10/2006
Tadinha!

Ainda não sei se o problema nesse caso é mania de perseguição, falta de senso de humor, ou simplesmente analfabetismo digital. Que que vocês acharam?

[Atualizado] Adeus Writely… Bem-vindo Google Docs

por: Rafael Dourado - 11/10/2006

Vi no blog do Henrique Pereira que finalmente o Google meteu o dedo, no bom sentido, no Writely. O nome Writely morre e no lugar surge o Google Docs & Spreadsheets (pelo menos a url é simples). Para quem ainda não conheceu, o Google Spreadsheets era um produto para criação de planilhas eletrônicas como o Microsoft Excel, mas bem mais limitado. Agora ele se junta ao Docs formando uma espécie de Office do Google.

De cara, a saída da interface do Writely para a interface feinha do Google não me agradou muito. Porém, melhoras no código tornaram a aplicação bem mais ágil e até mais fácil de usar. Os recursos continuam muito limitados e a impressão que me passou ao usar foi a de estar trabalhando com um editor HTML. Até a versão para impressão do documento é uma versão HTML, ou seja, nenhum controle de páginas e cabeçalho e rodapé com o endereço do site.

Nenhum recurso que envolva alguma relação do documento visto e folhas de papel parece estar disponível. Impossibilitando, por exemplo, a criação de uma monografia ou qualquer trabalho científico diretamente nele. Alguns podem até argumentar que essa história de papel é um negócio arcaico demais, mas a grande maioria dos usuários ainda têm relação com o papel. Principalmente pelo fato de que ler no computador é muito chato. Essa relação é tão forte para alguns que já vi gente querendo que o Excel mostrasse as bordas da página como no Word.

Particularmente, ainda prefiro muito mais o Thinkfree. Apesar de infinitamente mais pesado que o Google Docs, mantém a interface que me é mais familiar e em um único pacote tenho documentos, planilhas eletrônicas e apresentações. Doug Floyd já escreveu um post comparando as principais aplicações online de escritório atualmente disponíveis.

Compartilho, agora, do medo que surgiu na comunidade blogueira do Google avacalhar também com o YouTube. Apesar do que eles disseram

[Atualização] Gilberto Jr da Desta.ca escreveu um ótimo artigo para a Webinsider questionando o que ele chamou de “Office 2.0″ e mostrando outros exemplos de aplicações de escritório, além do Google Docs.

Quem precisa de um site?

por: Rafael Dourado - 10/10/2006

Até que se prove o contrário… ninguém. Calma, não estou tentando matar todos vocês que trabalham na área e muito menos querendo dar um tiro no próprio pé. Mas quando se trata de um negócio, cada centavo investido deve ter um retorno positivo (de preferência).

Digo isso pois, apesar de mais de 10 anos de internet comercial, ainda hoje é possível encontrar clientes que querem um site como quem compra um souvenir e o bota na estante para exibição. Ele pode até mostrá-lo para todo mundo que ele conhece, mas se não tiver utilidade nenhuma o máximo que ele vai conseguir é um elogio educado e adeus. Quantas pessoas você conhece que têm uma Torre Eiffel em miniatura, uma fitinha de Senhor do Bonfim, um broche com o símbolo de Canoa Quebrada, uma flâmula dos Lakers, uma montagem com o rosto numa revista ou qualquer outro bibelô de decoração? Milhares? E quantas empresas você conhece que têm um site “institucional” com as seções Quem Somos, Serviços, Fale Conosco e só? Milhões! Decorar a sala com lembranças de viagens pode ser bacana, mas decorar a internet com mais um site é jogar dinheiro fora.

Ora, seguindo o raciocínio do primeiro parágrafo, se alguém paga por um site, o mínimo que essa pessoa ou empresa deve conseguir é algum resultado. E para identificar se esse resultado foi obtido é preciso antes definir com o cliente o(s) objetivo(s) do projeto. É daí que aquela simples “vontade” de ter um site ganha ares de necessidade ou, dependendo da lábia do vendedor, a solução de todos os problemas.

Definir esse objetivo não é complicado. Com uma simples conversa como o cliente já é possível identificar alguns problemas como: processo offline obsoleto, falha dos concorrentes, exigências não atendidas do público-alvo, custos desnecessários, problemas do site atual em outros navegadores etc.

A partir daí as soluções acabam surgindo na hora ou depois, dependendo da experiência de cada um. Mas soluções poucos custosas para o cliente como adaptação do código utilizando conceitos de SEO, utilização de um CMS gratuito, alterações funcionais baseadas nas reclamações dos usuários ou mesmo a otimização do site para conexões mais lentas conseguem melhorá-lo de imediato e são importantes para demonstrar sua capacidade de resolver problemas e gerar resultados. Afinal, através desses resultados é que o cliente poderá definir quem é bom e quem é ruim, já que não somos como médicos que inúmeros diplomas na parede e agenda lotada indicam melhor qualificação.

Projetos mais ambiciosos merecem um carinho especial, mas as informações adequadas também farão a diferença. Nada de aceitar briefing como eu chegava a ver no tempo de universitário:

Fazer campanha de outdoor para o colégio tal com as fotos que estão no CD e usando verde porque é a cor do carro do cliente.

Tá bom, eu exagerei. Mas não fica muito longe disso não. Resultado a médio e longo prazo merecem um ótimo planejamento. Mas isso é assunto para outros posts…

Adios.

Rede sem fio no Sertão

por: Rodrigo Coifman - 10/10/2006

A tecnologia a cada dia rompe fronteiras. Nunca imaginei viajar para o interior do Ceará e poder acessar a internet no meio de uma praça pública. Na última semana, li uma matéria veiculada no jornal Diário do Nordeste, que noticiava a inauguração do acesso público wireless na cidade de Sobral desde de setembro deste ano.

“Esta é a segunda iniciativa quanto ao acesso gratuito à internet. A idéia surgiu de um programa maior de inclusão digital, que criou o primeiro provedor de internet municipal gratuito do Brasil, o Sobral.org (www.sobral.org). Também oferecendo contas de e-mail gratuitas para a população, o projeto deu certo e funciona com sucesso até hoje, tendo uma rede de 23.577 usuários em todos os Estados do país”.

Apesar de algumas pessoas acharem que o governo deveria priorizar gastos com saúde e habitação, vejo que a implementação desse acesso além de agregar muito na área da educação, permite que todos os sistemas públicos funcionem de forma ágil e eficiente.

Google compra YouTube por $1,65 bilhão de dólares

por: Mariana Fontenelle - 09/10/2006

Para quem até pouco tempo estava reclamando na Veja que não conseguia monetarizar o site… tsc tsc tsc.

Veja a notícia no NYT.

Demorou, mas aqui estou!

por: Mariana Fontenelle - 08/10/2006

Tarefinha dificil essa que esses dois loucos me arranjaram de escrever para um blog, mas vamos lá. Meu nome é Mariana Fontenelle, sou administradora e nunca imaginei que meu futuro seria trabalhar com internet. Tá certo que eu não era daquelas internautas eventuais que resumem a internet em Orkut, MSN e e-mails, mas daí a saber o que diabos é HTML, CSS, XML, RSS e tantas outras letrinhas que eles tanto falam, já é demais.

Entrei nessa de Tropus porque, apesar de só ter trabalhado em duas empresas antes disso, eu tinha uma vontade grande de fazer as coisas do meu jeito, mesmo que isso significasse quebrar a cara de vez em quando. Também porque tenho pressa de ficar rica e eu acho que esse seria o caminho mais rápido (ou não). Acho que meu papel nesse negócio é botar um pouco de ordem na casa, além da função comercial que acabei herdando de Saulo Carvalho - nosso ex-sócio - com sua saída. (A empresa não tem nem 6 meses e já tem ex-sócio.)

Neste blog vou falar sobre negócios e, principalmente, sobre o fenômeno da natureza que pelo que eu tenho percebido, acontece mais em Fortaleza do que em qualquer outro lugar do mundo que é o atendimento ao cliente pra lá de tosco! Pelo visto a arte de ser “sem noção” é privilégio de poucos.

Bom, é isso. Espero realmente que alguém além de nós goste da idéia e queira mergulhar nesse mundo conosco. Bom mergulho!